Ondas pequenas no final da Pororoca

Troféus entregues aos competidores. Foto: Tiago Navas.

A galera tentou bater o recorde de surfistas numa só onda. Foto: Tiago Navas.

Pose para foto. Foto: Tiago Navas.

Oito surfistas participaram da competição. Foto: Tiago Navas.

Sandro Buguelo comemora a vitória. Foto: Tiago Navas.

Finalistas do evento. Foto: Tiago Navas.

Surfar a pororoca é uma verdadeira aventura para os surfistas. Foto: Tiago Navas.

O último dia do fenômeno da pororoca marcou sessões de surf curtas e pequenas nas margens da cidade de São Domingos do Capim, no Pará.

 

A força da maré ganhou força apenas em sua bancada final: o Tóia – local onde o grande público esperava os surfistas de água doce para a entrega de premiação.

 

Para saber um pouco mais sobre como funciona a pororoca vou tentar explicar de maneira simples e fácil.

 

A palavra “Pororoca” vem do termo “poroc poroc” que significa destruidor, grande estrondo no dialeto indígena no baixo do rio Amazonas. Ela ocorre com mais intensidade nos períodos de março a maio, somente nas luas cheia e nova, onde a variação da maré é maior.

 

Essa onda é ocasionada pelo encontro das águas do mar e do rio e começa há 25 milhas do oceano. A força dela é tão forte que derruba tudo o que estiver no caminho, desde barcos, troncos, árvores, animais, surfistas, entre outros.

 

Imagine o corredor de sua sala, estreito, todo sujo com gravetos, areia, folhas. Pegue uma caixa d’água e vire de uma vez para limpar a área suja. A água que estará correndo no corredor terá a forma de uma onda, que irá arrastar e limpar todo o trajeto. Isso é a pororoca!

 

O chão do corredor seria a maré seca, os bancos de lama, a água transbordando o fenômeno mais temível da Amazônia. Os objetos dando mole são troncos, árvores, galhos, plantas etc.

 

Quanto maior distância percorrida, menor será o tamanho depois de horas destruindo.

 

Voltando à capital da Pororoca, São Domingos do Capim, muita chuva aguardava os competidores que surfaram uma onda de 0,5 metro no Tóia. Alguns naufrágios de canoas e jet skis quebrados marcavam uma trip quase sem terror. Marquem isso: 99% das expedições a pororoca possuem histórias de pavor.

 

Na premiação, o tricampeão de surf na pororoca Sandro Buguelo (PA) recebeu R$ 4 mil e um aparelho celular da TIM. Já o atleta revelação Rodrigo Barros, também paraense, ganhou uma prancha das mãos de Roberto Lisboa, presidente da Federação de Surf do Pará.

 

A próxima etapa acontece no Maranhão, no rio Meamirim nos dias 18 a 21/04 – próxima lua cheia.

 

Confira o ranking após primeira etapa

 

1 Sandro Buguelo (PA)
2 Ricardo Tatuí (RJ)
3 Félix Junior (PA)
4 Sérginho Laus (PR)
5 Sérgio Roberto (PA)
6 Rogério Dantas (CE)
7 Rodrigo Barros (PA)
8 Ricardo Mello (RJ)

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.