
O último dia do fenômeno da pororoca marcou sessões de surf curtas e pequenas nas margens da cidade de São Domingos do Capim, no Pará.
A força da maré ganhou força apenas em sua bancada final: o Tóia – local onde o grande público esperava os surfistas de água doce para a entrega de premiação.
Para saber um pouco mais sobre como funciona a pororoca vou tentar explicar de maneira simples e fácil.
A palavra “Pororoca” vem do termo “poroc poroc” que significa destruidor, grande estrondo no dialeto indígena no baixo do rio Amazonas. Ela ocorre com mais intensidade nos períodos de março a maio, somente nas luas cheia e nova, onde a variação da maré é maior.
Essa onda é ocasionada pelo encontro das águas do mar e do rio e começa há 25 milhas do oceano. A força dela é tão forte que derruba tudo o que estiver no caminho, desde barcos, troncos, árvores, animais, surfistas, entre outros.
Imagine o corredor de sua sala, estreito, todo sujo com gravetos, areia, folhas. Pegue uma caixa d’água e vire de uma vez para limpar a área suja. A água que estará correndo no corredor terá a forma de uma onda, que irá arrastar e limpar todo o trajeto. Isso é a pororoca!
O chão do corredor seria a maré seca, os bancos de lama, a água transbordando o fenômeno mais temível da Amazônia. Os objetos dando mole são troncos, árvores, galhos, plantas etc.
Quanto maior distância percorrida, menor será o tamanho depois de horas destruindo.
Voltando à capital da Pororoca, São Domingos do Capim, muita chuva aguardava os competidores que surfaram uma onda de 0,5 metro no Tóia. Alguns naufrágios de canoas e jet skis quebrados marcavam uma trip quase sem terror. Marquem isso: 99% das expedições a pororoca possuem histórias de pavor.
Na premiação, o tricampeão de surf na pororoca Sandro Buguelo (PA) recebeu R$ 4 mil e um aparelho celular da TIM. Já o atleta revelação Rodrigo Barros, também paraense, ganhou uma prancha das mãos de Roberto Lisboa, presidente da Federação de Surf do Pará.
A próxima etapa acontece no Maranhão, no rio Meamirim nos dias 18 a 21/04 – próxima lua cheia.
Confira o ranking após primeira etapa
1 Sandro Buguelo (PA)
2 Ricardo Tatuí (RJ)
3 Félix Junior (PA)
4 Sérginho Laus (PR)
5 Sérgio Roberto (PA)
6 Rogério Dantas (CE)
7 Rodrigo Barros (PA)
8 Ricardo Mello (RJ)