Embora faltem ainda duas etapas para o término do ASP World Tour, o norte-americano Kelly Slater já garantiu o oitavo título mundial da carreira, pois nenhum dos outros candidatos à coroa da temporada poderá ultrapassa-lo no ranking.

 

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O feito, inédito no surf mundial e raro na história do esporte ? apenas os brasileiros Robert Scheidt, no iatismo, e Emanuel, no vôlei de praia, têm oito títulos mundiais ? aconteceu quando Slater derrotou Joel Parkinson na primeira semifinal do Billabong Pro Mundaka, na última sexta-feira.

 

Além de Parko, os outros candidatos ao título mundial foram eliminados um a um nas quartas-de-final na Espanha: Mick Fanning caiu diante de Parkinson; Taj Burrow perdeu para Dean Morrison e Andy Irons foi eliminado pelo campeão virtual do evento Bobby Martinez.

 

Mesmo com o octacampeonato garantido, Kelly Slater afirmou que virá para a etapa brasileira do WCT, que acontece de 30 de outubro a 8 de novembro em Imbituba, Santa Catarina, onde ele conquistou o hepta no ano passado.

 

Dono de um incrível índice de 90,5% de aproveitamento nas oito etapas que disputou este ano ? ele ficou fora da etapa de Fiji devido a uma contusão na costela ? Slater começou o ano vencendo as duas etapas da Austrália, ficou em terceiro lugar no Tahiti, onde se contundiu, terminou em quinto lugar no México, foi vice-campeão em Trestles, terceiro na França e vice-campeão na Espanha, onde garantiu o octa.
 
?Este foi certamente meu ano mais consistente no circuito mundial. Eu estava muito mais relaxado, buscando me divertir bastante sem colocar tanta pressão em cima. A verdade é que quase encerrei minha carreira no começo do ano, mas depois que venci na Gold Coast e em Bell?s Beach, decidi seguir adiante. Fui bem no Tahiti e continuei na frente o ano inteiro, mesmo perdendo uma etapa. Com isso, continuei relaxado e os resultados continuaram aparecendo?, contou Kelly Slater.
 
Em 1992, com apenas 20 anos, Slater conquistou seu primeiro título mundial no Rio de Janeiro ? e entrou para a história como o mais jovem surfista a obter a coroa. No ano seguinte ele perdeu o título para o havaiano Derek Ho.

 

No entanto, voltou ao topo por cinco vezes consecutivas entre 1994 e 1998, quando decidiu pedir licença do circuito para desenvolver outros projetos pessoais e profissionais.

 

Neste período o havaiano Andy Irons dominou o cenário e conquistou o tricampeonato em 2002, 2003 e 2004. Quando retornou ao tour, Slater encontrou motivação para duelar com Irons e retomou a coroa no ano passado no Brasil.

 

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E agora ele registrou mais um recorde na história da ASP, como o campeão mundial mais velho, com 34 anos.

 

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 ?Eu tive muito stress nos dois últimos anos tentando superar o Andy Irons, bem diferente deste ano em que competi tranqüilo, sem qualquer pressão?, falou Slater.

 

Ele também ultrapassou o número de títulos de grandes nomes dos esportes, como o piloto alemão Michael Schumacher, da Fórmula 1, e o norte-americano Lance Armstrong do ciclismo.

 

?Não penso muito sobre isso. O Schumacher quase faturou seu oitavo título dias atrás, mas o carro quebrou e ficou difícil para ele. E o Lance Armstrong não tentou o octacampeonato e seria muito interessante se ele pudesse ter a oportunidade para tentar?, disse Slater.

 

No entanto, o atleta não deixou claro se tentará aumentar o recorde de oito títulos mundiais.

 

?No momento quero desfrutar o octacampeonato. Estou me sentindo muito bem, surfando forte como sempre, competindo melhor do que nunca, só não sei o que desejo agora, não estou muito seguro se vou me aposentar ou não. Se eu tivesse voltado para o circuito e não vencesse mais um título mundial certamente seria frustrante para mim, mas agora não sei. Prefiro agora só curtir o oitavo título e deixar esta decisão para depois?.
 
Slater inclusive nem se importou muito com a derrota na final do Billabong Pro Mundaka para o californiano Bobby Martinez.

 

?Eu fiquei amarradão em ver ele surfando tão bem neste ano. Ele já estreou no WCT com um terceiro lugar na Gold Coast e sempre ficou brigando pelas primeiras posições no ranking. Fiquei amarradão em ver ele vencer a etapa do Tahiti, porque era aniversário do pai dele naquele dia. Aqui na Espanha, eu já estava com o título mundial garantido e fiquei feliz pela vitória dele no evento também?.

 

Depois de ser o mais novo e agora o mais velho atleta a vencer o circuito mundial da ASP, o único recorde que falta para Kelly Slater quebrar é o de maior número de vitórias em etapas do WCT. Ele já igualou as 33 vitórias de Tom Curren e pode superar essa marca ainda este ano.

 

?Ainda não pensei muito a respeito. Curren é meu ídolo no surf e sei que estamos empatados agora. Eu podia tê-lo superado em Trestles, e teria sido irônico, pois nós dois vencemos nossas primeiras competições lá. E se eu tivesse vencido em Mudaka teria sido muito significativo para mim conquistar o octa e também o maior número de vitórias no tour?, concluiu.

 

Em se tratando do maior fenômeno da história do esporte, a quebra deste recorde parece ser apenas uma questão de tempo ? um dos melhores amigos de Slater nos últimos anos.

 

Ele descarta um quinto lugar e já garantiu que gostaria muito de vencer em Pipeline, Hawaii, última etapa do circuito mundial.

 

Para obter mais informações, acesse aspworldtour.com.

 

 

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