Na última semana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que vai quadruplicar o tamanho Monumento Nacional Marinho de Papahanaumokuakea, no Havaí, extensa área protegida de 360 mil km2, que atinge parte da região ao norte do arquipélago, onde estão situadas diversas ilhotas, atóis e recifes de corais, que são habitat de mais de 7 mil espécies.
A decisão veio após o senator havaiano Brian Schatz e outros líderes locais do arquipélago terem sugerido o aumento da extensão da área de proteção do monumento. O presidente, nascido em Honolulu, esteve na ilha na última quarta (31/8), em Midway Atoll, em Papahanaumokuakea, onde discursou sobre como a ameaça das mudanças climáticas e da extrema importância em proteger as áreas marinhas e terrestres.
Agora, fica proibida na nova área estendida e nos entornos da reserva toda atividade comercial de extração de recursos, incluíndo pesca e mineração. Só será permitida a pesca para fins recreativos e de pesquisas e estudos científicos.
Papahanaumokuakea – Papahanaumokuake tornou-se uma reserva de conservação em 2006, durante o governo de George Bush. Quatro anos mais tarde, foi nomeada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco por sua importância ambiental e cultural.
Localizada no Oceano Pacífico, a área já estava entre as maiores reservas de proteção à vida marinha do mundo e, a partir de agora, o espaço passa a ter de 1,500 milhão de km2 protegidos.
Entre as espécies de grande porte que vivem naquelas águas estão baleias e tartarugas, algumas delas ameaçadas de extinção. A região também é lar do coral negro, espécie mais antiga do planeta, que vive até 4.500 anos, segundo biólogos. Além do rico habitat submerso, o parque abriga cerca de 14 milhões de aves marinhas, entre elas, quatro espécies encontradas somente ali.