Batismo de sal

O toque da Alvorada

Eram 4 horas da manhã do dia 25 de setembro quando o despertador tocou. Estávamos em Torres (RS), o vento havia parado e apostamos em uma missão.

Em um carro estavam eu, o fotógrafo Adriano Becker e o surfista Cristiano Bins. No outro se encontravam meu irmão Rodrigo Variani, Nélson Pinto, Mark Daniel e João Macedo.

Quando o horizonte clareou, decidimos de forma unânime que Torres e suas ondas estavam fora de controle. Então fomos em direção ao Estado de Santa Catarina.
 
A previsão de ondas indicava 4 metros de Sudeste, com período de 10 segundos. A expectativa não era muito grande, afinal normalmente o swell passa batido, perde pressão e no final as ondas não passam nem da metade do previsto.

Horas depois, umas 8 da manhã, ao chegarmos ao nosso destino em Santa Catarina, o line up mostrou-se sólido, com um power que a tempos não se via ali. Diretas perfeitas e com bom tamanho entraram durante todo o dia.

Já eram 5 horas da tarde, quando o vento Nordeste soprou com força e a situação obrigou os surfistas buscarem alternativas com melhores condições de surf.

Em grupo a decisão é sempre mais complicada. Porém, nosso amigo João Macedo mais uma vez acertou e surfou sozinho seu pico escolhido. Uma onda que decidiria a alvorada do dia seguinte.

No amanhecer do sábado, dia 26, chegamos novamente ao nosso destino. As ondas lembravam Backdoor, Puerto Escondido e outras mais.

Enfim, uma onda internacional, sólida e com um tubo pesado. Batizamos de Backdoor da Alvorada.
 

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