Por trás das notas

O Hawaii brasileiro

A isolada ilha de Fernando de Noronha não é somente linda e exposta a grandes ondulações. O arquipélago tem excelentes fundos de pedra e areia e oferece aos surfistas brasileiros um pouco da sensação de surfar ondas fortes e tubulares, podendo ser um degrau na formação dos novos profissionais.

 

A temporada neste paraíso situado no nordeste brasileiro já começou, e vai até o final de março. As grandes tempestades do inverno no Hemisfério Norte trazem grandes ondas com muito sol e água quente.

 

Os tubos da Cacimba do Padre lembram Off The Wall, no Hawaii, o Boldró tem seus momentos de Rocky Point e o Abras tem potencial para 10, 12 pés de onda. Quando fica muito grande, a praia do Porto é a opção, com ondas parecidas com o South Shore de Oahu.

 

Assim como em todos os lugares, uma boa leitura da tábua das marés ajuda muito na hora de escolher para qual praia ir. Por estar próxima da linha do equador, a variação chega a 2,4 metros.

 

Apesar de ter um certo “crowd”, ainda é possível surfar tranqüilo na ilha, isso sem falar na água azul turquesa, no cheiro de maresia dos corais, da vida marinha e do sol que insiste em brilhar durante todo o dia.

 

Foi pensando nesta experiência que a Confederação Brasileira de Surfe, a CBS, organizou o Red Bull Tube & Air, um evento diferenciado com os melhores juniores do país e dois surfistas locais, que durante cinco dias vão tentar mostrar suas habilidades em tubos e aéreos na Cacimba do Padre, talvez a onda mais tubular do Brasil.

 

Os garotos terão oportunidade única de competir em baterias longas de 45 minutos sem rounds eliminatórios.

 

Depois de três rounds os quatro com as melhores pontuações farão a final. Os dois locais poderão fazer um excelente intercâmbio com os melhores juniores e mirins do país.

 

A intenção de valorizar tubos e aéreos é faze-los treinar as duas manobras mais valorizadas do momento, a mais radical e a mais moderna. O tubo exprime a habilidade mais profunda do surfista na onda, e o aéreo mostra a capacidade de sair e voltar para a onda sem perder o controle da prancha.

 

Neste tipo de evento se trabalha a escolha de onda e o planejamento e execução de determinada manobra, dando ao competidor a capacidade de se apresentar como se fosse um show de manobras, valorizando a performance. Bons vôos e bons tubos.
 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.