
O catarinense Neco Padaratz sagrou-se campeão mundial do WQS depois de ficar em quarto lugar no Vans Hawaiian Pro, última etapa do WQS 2003 e primeira da Tríplice Coroa Havaiana da temporada.
Enquanto aguarda o início do Xbox Gerry Lopez Pipeline Masters, última etapa do WCT e da temporada havaiana, ele bateu um papo com Mano Ziul, responsável pela tecnologia da ASP (Association of Surfing Professionals), sobre a conquista.
Terminar a temporada como campeão do mundo no Hawaii é mais que um sonho?
Não é um sonho, pois tenho isso como objetivo desde quando pensei em me
profissionalizar como surfista, e acho que a realidade de me tornar hoje
campeão foi o resultado de um trabalho de dedicação e seriedade.
Como se sente ao trazer de volta para a casa dos Padaratz o título do WQS (Seu irmão Teco é bicampeão do circuito)?
Que bom que podemos dizer isso de duas pessoas que lutaram e venceram todas as barreiras para que hoje isso se tornasse um sonho de família. Isso é uma coisa que me deixa muito feliz, porque começamos nisso juntos.

Você acha que o fato de ter passado pra final na bateria anterior a do Munro influenciou no rendimento dele, aumentando a pressão?
Eu acho que sim, ou melhor, tenho certeza. O próprio Munro me falou isso, porque conversamos dois dias depois e realmente estávamos sentindo os mesmos sintomas. Nervosismo, insônia, má digestão, pesadelos durante a noite. Ou seja, o sistema nervoso estava muito descontrolado até a penúltima bateria do ano, quando ele perdeu. A explosão foi uma só.
Quais os pontos altos da temporada para você?
Foram as etapas de Fernando de Noronha, África do Sul, França e, claro, Hawaii. Acho que todos os pontos altos podem ser contados como derrotas e vitórias.
Depois de tudo que você passou este ano por não ter ido a Teahupoo, o que você tem a dizer aos críticos?
Que tenham ótimas férias, pois eu estou feliz com meu trabalho e vou aproveitar.