
Adorei! Até que enfim chegou-se a um critério de julgamento que ajuda e direciona a evolução do esporte. Acho que foi a partir de 2001 que o surf power e os aéreos e manobras inovadoras começaram a ser valorizados como deveriam.
Na última etapa do SuperSurf, em Ubatuba, Léo Neves arrancou um 8,5 na final com apenas uma manobra na onda, um aéreo 360 irado. Esse fato serve para incentivar todos os atletas a levarem adiante a evolução do esporte, treinando e inovando nas manobras. Hoje vale a pena.
Falando em evolução, o surfe ficou estagnado por mais de uma década. Os esportes radicais derivados do surfe, como snowboard, kitesurf, skysurf e skate, estavam mais radicais e evoluindo muito mais rápido.
A era conservadora do surfe, na qual a distância percorrida e o número de manobras (mesmo as fracas) eram muito valorizadas, prejudicou muitos dos melhores do mundo (Potter, Elkerton, Egan, Carroll) e ajudou muitos soft surfers também (Macaulay, Hardman, Lynch).

Mas a era do conservadorismo era muito chata de assistir… Principalmente depois de ver todo mundo batendo nesta tecla durante anos. Ainda bem que atualmente o surfe está direcionado para a evolução e a radicalidade.
Hoje o nível está bem mais elevado do que há dez anos, mas se não houvesse essa intervenção no livro de regras, acho que ninguém gostaria de assistir o surfe sendo esticado até a areia, sem nenhuma novidade. O que a galera quer ver é – Uau! Que é que foi aquilo?
Valeu galera, inovem, voem e radicalizem muito… Entubem também, pois o tubo sempre vai ser a manobra máxima de todos os tempos – principalmente aqueles que você fica olhando e acha que o cara caiu… Aí ele sai.
Aloha!