
Muitos ainda estão comemorando as vitórias obtidas na segunda etapa do ?SurfEscola?. Agora, um domingo depois de celebrarem dia dos pais, os atletas se preparam para a abertura do ?Transamérica Detonação de Surf 2004?.
A competição acontece no próximo fim de semana e reúne surfistas de outros Estados nas ondas do Mar do Macaco, em Intermares, Cabedelo.
Entre a nova geração, nomes como Bruno Brito, Brainer de Castro e Rafael Seixas, todos de João Pessoa, além do cabedelense Rivaldo Ellison, possuem a meta de não dar chances a atletas como Jadson André, potiguar que lidera a categoria Iniciante no Brasileiro Amador e aparece com grandes chances de ir ao Mundial na Mirim.
Na Júnior, Diego Paredes, de Bayeux, Erbeliel Andrade, de Baia da Traição, e Arthur Villar, de João Pessoa, estão entre os que sonham em conquistar o título desta categoria para surfistas com até 18 anos.
Em 2002, o feito foi obtido precocemente por Yure Nogueira, de Cabedelo, beneficiado pelo favorito Ulisses Meira ter abdicado da busca pelo tri para radicar no Rio de Janeiro.
Na ocasião, Yure superou também Diego Paredes, que após ser vice júnior na etapa de Mataraca, no litoral norte, venceu a etapa final em Praia Bela, litoral sul.
Além de ter levado a Júnior em 2002, Yure tornou-se bicampeão mirim (2002 / 2003). Na Júnior, embora seja favorecido por ser local do Mar do Macaco, ele terá entre os adversários novamente o atual campeão estadual da categoria, o potiguar Guilherme de Souza.
?Radicalizar?, a palavra em um de seus sentidos, segundo o dicionário Houaiss, equivale a ?se caracterizar por um sensível afastamento do que é tradicional ou usual?, e nada é mais tradicional no surf do que a onda, a qual, embora dinâmica por natureza, é, junto com o surfista. um dos poucos elementos do esporte surf que permanecem exigidos, ao lado da prancha, claro! Mas a prancha vem sofrendo mudanças diversas ao longo de décadas.
A principal evolução, porém, são as manobras, e fazê-las no ar, em movimentos que exigem velocidade e extremo equilíbrio, como os aéreos, têm tornado o surf cada vez mais acrobático.
Grandes exemplos são o hexacampeão mundial Kelly Slater e o bi mundial Andy Irons, conjugando a habilidade de entubar em grandes ondas com estes movimentos dinâmicos de manobras aéreas usando onda e prancha que são cada vez mais valorizados quando executados de forma eficiente, ao lado de outras manobras como as tradicionais batida e cutback, executadas de forma cada vez mais ?radical?, que, aliado ao estilo de surfar, produzem a nota final, de preferência o sempre buscado dez, uma nota ?irada?.
Líderes – A paraibana Diana Cristina e a potiguar Krisna de Souza, respectivamente líderes do Brasileiro nas categorias Feminino Júnior e Feminino Open, têm o estímulo extra de uma prancha Inject /Cutback para mais um confronto, agora na casa da paraibana Tininha.
É que, mais uma vez, uma etapa paraibana conta com este prêmio especial para a garota que subir ao lugar mais alto no pódio, o mesmo acontecendo nas categorias Júnior, Mirim e Open masculina.