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Nova geração entra em cena

Nova geração de fotógrafos brasileiros movimenta Oahu. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fedoca, Alberto Cação, Bruno Alves, Nelson Veiga, Flávio Vidigal, Motaury Porto, Sebastian Rojas, Nilton Barbosa e Dentinho são nomes de alguns renomados fotógrafos de surf que estavam no auge de suas carreiras quando eu comecei a surfar.
 
Depois surgiram Agobar Júnior, Nilton Baptista, Rick Werneck, Clemente Coutinho, Basílio Ruy, Nilton Santos e Fred Rosário – todos nomes bem conhecidos nos bastidores  das revistas de  surf .
 
Hoje em dia parece que virou moda ser fotógrafo de surf. Talvez o life style de praia e a atmosfera que cerca o mundo do surf têm atraído muita gente para esse meio.

Acho que mesmo que quisesse eu não conseguiria nomear todos os fotógrafos de surf que existem no Brasil hoje em dia.
 
Nesta temporada havaiana houve literalmente uma invasão da nova geração de fotógrafos brasileiros no North Shore. Nesta reportagem vocês conhecem alguns deles e um pouco do trabalho que fazem.
 
E, pelo que me pareceu, se depender desses novos talentos os fotógrafos de surf brasileiros estarão bem representados durante um bom tempo.

 

Confira entrevista com os fotógrafos Kalani Brito, Manoela D’Almeida, Julio Fonyat, Luiz Blanco, Tony D´Andrea, Gustavo Camarão, Pedro Tojal e Marianna Piccoli.

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Kalani Brito é fotógrafo desde os 14 anos. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

Meu nome é Kalani, tenho 25 anos, sou do Guarujá, cidade onde cresci e morei até os 18 anos. Logo depois fui morar na Costa Rica, onde fixei residência por quatro anos, trabalhando com fotografia, surfando e cursando faculdade de Hotelaria. Depois de concluir a universidade fui para o Rio de Janeiro, onde moro atualmente e que escolhi pelas ótimas condições de surf e fotografia, minhas duas paixões. Trabalhando como fotógrafo de surf, costumo fazer umas quatro viagens internacionais por ano, colaborando para a revista Fluir, Alma Surf e algumas revistas estrangeiras, bem como alguns sites, principalmente o Waves.

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

Visual épico em Mentawaii. Foto: Kalani Brito.

Comecei a me dedicar à fotografia desde cedo. Com 14 anos fiz meu primeiro curso de fotografia com o Sebastian Rojas, que sempre me inspirou e me deu vários toques sobre fotografia de surf. Depois fiz outros cursos, mas a prática constante sempre foi muito importante para o aprendizado e aperfeiçoamento como fotógrafo. Meus pais são surfistas, comecei a surfar aos três anos e desde criança as fotos de surf dentro d’água me contagiam. Assim que sempre tive vontade de fotografar o mar, as ondas, o surf…

Como você vê e o que espera o mercado brasileiro de fotografia de surf?

É um mercado muito importante e em constante crescimento. Através da fotografia de surf, eternizamos momentos únicos, registrando a história do surf. Infelizmente ainda falta investimento por parte de patrocinadores e marcas que apóiem os fotógrafos de surf. Espero que essa nova geração de fotógrafos conquiste mais espaço e uma melhor remuneração para a nossa profissão.

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

Utilizo Canon, tenho uma câmera 40D, uma 20D e a caixa-estanque para elas, na qual eu uso três diferentes lentes – uma olho de peixe 15mm 2.8, a 50mm 1.4 e a 70-200mm 2.8. Para fotografar fora da água, uso uma teleobjetiva 400 mm 2.8, mais o tele converter 1.4x ou 2x. Escolhi esse equipamento pela ótima qualidade fotográfica obtida por ele, e foram longos anos de economia e trabalhos fotográficos com outros equipamentos inferiores até chegar a esse.

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

Tinha planejado esta viagem desde o começo do ano, mas só em novembro confirmei minha vinda, com a ajuda da Nivana, que bancou minha passagem, e da revista Fluir, que alugou uma casa aqui no Hawaii e possibilitou minha estadia. Sempre encaminho o meu material principalmente para Fluir, bem como algumas revistas estrangeiras, site Waves e alguns patrocinadores.

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

Hawaii é um estúdio fotográfico natural. Quando todos os elementos estão a postos – ondas, vento, sol e surf -, o resultado é incrível, altas fotos num dos melhores lugares de surf do mundo. A paciência é um fator crítico também, já que dependendo da temporada e do tempo, pode ficar até um mês sem condições boas para fotografar.

Até o momento, qual o melhor momento em sua carreira como fotógrafo?

Ser convidado pela universidade de Nova Iorque para expor minhas fotografias de um projeto de resgate cultural dos indígenas da Costa Rica. Esse é outro tipo de fotografia que eu amo: cultura… Como fotógrafo de surf, foi ter encarado as pesadas e geladas ondas do Chile fotografando dentro da água algumas sessions insanas dos tops do WCT, registrando imagens alucinantes.

De onde vem a inspiração para fotografar?

Sempre me inspirei com o mar, com a sincronia das ondas perfeitas, com a sensação de tirar uma foto alucinante e querer uma melhor ainda; a busca pelo desconhecido, pelo inexplorado, por ângulos diferentes, exclusivos. Cada amanhecer já é uma ótima inspiração para fotografar…

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

O primeiro fotógrafo que lembro ter me inspirado muito foi o Woody Woodworth, com fotos surreais. Admiro muito o trabalho do Sebastian Rojas, pois sempre produziu imagens alucinantes e inspiradoras, junto com Scott Aichner, Sean Davey, Tony Fleury, Clemente Coutinho, Bruno Lemos, entre outros… E da nova geração, o carioca Pedro Tojal, que tem talento de sobra, e gosto também do trabalho do Luiz Blanco, sempre buscando ângulos novos.
 
Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

Tenho muita vontade de fazer uma seqüência de fotos com uma câmera fotográfica na minha prancha, registrando um tubão de lá de dentro!!!!

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?
 
Persistência, todo começo é difícil. Procure se informar bem sobre as câmeras e lentes antes de fazer o investimento. Não espere ganhar dinheiro logo no começo; o reconhecimento demora, e a profissão não é bem remunerada. Procure aprender a surfar também, e veja o máximo de fotos de surf possível, isso o ajudará a saber quando apertar o disparador.

 

Clique aqui para ver as fotos de Kalani Brito

 

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Manoela D´Almeida trabalha como fotógrafa e repórter free lancer. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Manoela Pezzi D`Almeida, tenho 22 anos e sou gaúcha de Porto Alegre. Acabei de me formar em Jornalismo pela PUC de Porto Alegre e atualmente trabalho como fotógrafa e repórter free lancer. Já publiquei nas revistas regionais Solto e Sul Sports, ambas do Sul, nas nacionais Fluir Girls e Alma Surf e na internacional Huck Magazine.

 

Já viajei para vários lugares com o intuito de surfar e fotografar, e ultimamente este tem sido meu trabalho. Meu foco é mais no surf feminino, fotos de life style e também big surf. Fiz algumas exposições fotográficas como a California Life Style, em 2006, que retratava cultura surf e urbana do Sul da Califórnia.

Há quanto tempo você é fotógrafa? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

Pôr-do-sol na Costa Rica. Foto: Manoela D´Almeida.

Comecei a fotografar quando entrei na faculdade, em 2002, e passei a fotografar profissionalmente há dois anos. Surfo de prancha desde os 13 anos e, na verdade, o surfe nunca foi só um esporte para mim, e sim meu estilo de vida. Entrei na faculdade de Jornalismo com o sonho de poder viajar. Na verdade, pensava em televisão, mas comecei a fotografar e foi só o que quis fazer. Comecei a fotografar minhas trips de surf e passei a publicar em revistas junto com meus textos.

Como você vê e o que espera o mercado brasileiro de fotografia de surf?

Olha, eu sou nova no meio e acho que já estou entendendo como as coisas funcionam. O mercado é bem saturado e, na verdade, não remunera bem os profissionais. O dinheiro que juntamos acaba sendo gasto para comprar mais equipamento. Mas sou apaixonada pelo o que faço e procuro tentar fazer um trabalho diferencial, com enfoque mais em cultura surf, no surf feminino e com reportagens. As fotos publicitárias e para marcas de surf são, na verdade, as que pagam melhor e sustentam o mercado. É preciso achar um caminho alternativo e buscar contatos.

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

Eu acabei de comprar uma Canon 40D e uso a minha 20 D também. De lente, uso uma 24-100 mm f.4, uma 50 mm f1.8 e uma 18-5 5mm. De tele, tenho, por enquanto, uma 100-400 mm f4.5 com tele-conversor 1.4x. Meu foco na verdade é cultura surf, ou seja, paisagens, fotos de life style e retratos. Uso flash e rebatedor para estes trabalhos. Mas também bato fotos de ação e esta tele tem sido boa aqui no Hawaii. Quero muito comprar um 600 mm, mas é um investimento alto. A verba para estes equipamentos vem do meu trabalho e dos meus pais, que me ajudam muito neste início.

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

Sonho desde pequena em conhecer o Hawaii e fiz muitas trips também antes de vir pra cá. Já fui para Austrália, Costa Rica, Califórnia, África do Sul, mas sempre sonhei com o North Shore. Resolvi vir este ano, pois comecei a publicar meu material e sabia que aqui me renderia muitas pautas e fotos. Como sonhava em ver o Pipe Masters, adiantei minha vinda e acabei perdendo minha cerimônia de formatura. Quis vir também para entrar mais em contato com o meio, para ver se vou continuar direcionando minha carreira no surf. Desde que fui cobrir o WCT feminino em Itacaré para a Fluir Girls, fiquei ainda mais apaixonada e com vontade de viajar, fotografar e divulgar o esporte, principalmente o surfe feminino. Atualmente faço as matérias daqui para o Solto, revista da região Sul e também trabalho como free lancer para a Fluir e Alma Surf. Internacionalmente já publiquei na revista inglesa Huck Magazine e espero ampliar o leque depois do Hawaii. Também tenho uma parceria com as pranchas Auckland e estou batendo fotos para eles e para a Freesurf.

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

Olha, a luz deste lugar é impressionante. É realmente um estúdio natural e as ondas são muito perfeitas. O maior problema que enfrentei nos primeiros dias era a instabilidade do tempo. Meu equipamento tomou chuva e está exposto a muita umidade. O bom aqui do Hawaii é que é um lugar super seguro. Na África, por exemplo, eu ficava muito mais preocupada com violência e roubos. Mas, é claro que é sempre bom abrir o olho. E uma dificuldade é o preço das coisas aqui; aluguel e comida são caros.

Até o momento, qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafa?

Eu estou começando, mas posso dizer que ter passado 16 dias na Bahia trabalhando para a Fluir Girls e depois ter feito uma trip com a Billabong pelo Sul da Bahia, acompanhada por Silvana Lima, Marina Werneck e Isabelinha, foi demais. Senti valorizada quando recebi a revista e tinham publicado ao todo 63 fotos minhas. Eu trabalhei duro e obtive o resultado. Foi minha primeira trip com tudo pago e mais material publicado. Todas minhas outras trips foram do meu bolso.

De onde vem a inspiração para fotografar?

Acho que da paixão que eu tenho pelo surfe e do prazer que sinto quando estou surfando. Eu amo o estilo de vida e tenho vontade de retratar tudo o que eu vejo e transmitir para as pessoas. Cresci olhando revistas de surf e, na verdade, são as fotos que alimentam nossa imaginação. É incrível pensar que posso estar mostrando um pouco do que estou vivendo para os leitores. E acho incrível fotografar alguém que tenha uma história legal e dividir com os outros. Por ser mulher, sei como é difícil encarar um mar pesado, e quando olho a Maya fazendo o que ela faz e sendo esse doce de pessoa, fico ainda mais admirada. Posso dizer que atualmente a Maya tem sido uma inspiração para mim.

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

Eu admiro muito a fotógrafa gaúcha Roberta Borges. Na verdade, a Roberta foi minha primeira grande inspiração na fotografia de surfe e na paixão pelo surfe feminino. Tive a oportunidade de conviver intensamente com a Roberta quando eu estava no início da minha faculdade. Nós surfávamos juntas e eu acompanhava o trabalho dela. Na verdade, a Roberta foi minha “sogra”, e o meu ex-namorado, que era enteado dela, é filmaker. Aprendi muito com os dois. Outra mulher que admiro muito é a Juliana Morais. Adoro os textos, a atitude e as fotos dela. Já os fotógrafos de surfe que mais admiro são o Sean Davey, Tim Mckenna e David Pu`Hu.
 
Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

São várias.ultimamente. Principalmente agora que estou no Hawaii, tenho sentido a necessidade de ter uma caixa-estanque. As fotos dentro d?água têm outra perspectiva, ângulos diferentes, maravilhosos… Mas eu entraria na água em condições pequenas, para fazer fotos mais artísticas. Gosto de fotos mais soul; sonho em bater de uma surfista de longboard em um fim de tarde daqueles aqui do Hawaii, com chuva e sol.


O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

Eu diria que é um trabalho maravilhoso, porém mais duro do que parece. É preciso de muito amor e dedicação e também um certo desprendimento para poder ficar longe da família e amigos. Mas os lugares que você conhece, as pessoas e os visuais fazem você se sentir abençoado.

 

Clique aqui para ver as fotos de Manoela D´Almeida

 

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Julio Fonyat reside em San Diego (EUA) há sete anos. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Julio Fonyat, tenho 26 anos. Moro em San Diego, Califórnia, há sete anos. Na Califórnia, me dedico às fotos de surf, curso faculdade de Fotografia e faço uns eventos (casamentos principalmente) para ajudar no orçamento.

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

A fotografia entrou na minha vida muito cedo. Meu pai era um grande fotógrafo no Brasil, José Bina Fonyat Neto, e faleceu quando eu tinha apenas quatro anos. Fiquei, então, com seu acervo e câmeras para tomar conta. Quando fui morar na Califórnia, fiquei impressionado com a qualidade e, principalmente, a diversidade das ondas.

 

Padang quebra com perfeição. Foto: Julio Fonyat.

Como eu sempre fui aquele cara que tinha uma máquina na mão em todas as situações, foi uma coisa muito natural começar a fotografar os amigos surfando. Quando eu vim de férias para o Hawaii pela primeira vez, não tive dúvidas de que a fotografia de surf seria meu foco principal. Ainda uso as câmeras do meu pai para fazer um lance diferente.

 

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

O mercado brasileiro no meio da fotografia de surf é bem ruim. Os veículos de imprensa têm um orçamento muito limitado, e a mesma coisa acontece com as marcas de surfwear brasileiras. Existe uma desvalorização enorme do profissional da fotografia. Além disso, as revistas usam muito material de fotógrafos gringos, o que dificulta ainda mais para os fotógrafos brasileiros. Realisticamente, eu não espero muito do mercado brasileiro!

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Eu tento ser bem diversificado no meu equipamento. Utilizo equipamento digital, 35 mm cromo, formato médio, e até polaroids. Eu curto muito estar em contato com diferentes formas de fotografar, então tento sempre levar coisas diferentes para as minhas viagens. Em cromo, eu utilizo Leicas M3, herdadas de meu pai; meu equipamento digital é todo da Canon, e minha caixa-estanque é da SPL waterhousings. Para falar a verdade, olhando para trás, não sei nem como fui capaz de investir tanto dinheiro em equipamento, mas a gente vai comprando o que pode, com o pouco que sobra no fim do mês, depois das contas. A compra do equipamento foi bem aos poucos mesmo…

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Eu tento vir ao Hawaii o máximo que eu posso, já que é perto da Califórnia. Fugir um pouco daquele inverno lá, que é bem gelado. Eu trabalho como free lancer, encaminho meu trabalho para os mais variados veículos, principalmente revistas especializadas em surf e bodyboarding.

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Fotografar no Hawaii é muito bom, principalmente para quem vive em um lugar tão diferente como a Califórnia. A quantidade das ondas e a luz fazem do Hawaii quase que um estúdio a céu aberto. O fato de o Hawaii ser uma ilha faz com que tudo mude muito rápido – a luz, as ondas… Sem dúvida, o meu local favorito de fotografar até o momento.

Até o momento, qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Acredito que o melhor momento da minha carreira foi ser destaque em uma revista californiana como contribuidor, por ter contribuído com muitas fotos para uma matéria sobre os incêndios que rolaram no Sul da Califórnia em 2007. Minha viagem para a Ásia também foi um dos melhores momentos, sem dúvida alguma.

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

A inspiração para fotografar vem do meu pai. Cresci vendo os livros dele, imaginando como seria ver o mundo pelo viewfinder de uma câmera. Hoje em dia eu sigo os passos dele, e a única coisa que eu tenho certeza é de que sempre trabalharei com fotografia. Outros fotógrafos de surf me inspiram muito também.

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Claro! São tantos… Dentro do surf, gosto muito do trabalho do Nelly, principalmente a parte de flash… Curto muito o estilo do Jack English e Jason Reposar. Dentro d?água, não me canso de olhar as imagens do Scott Aichner, com a fisheye. Não tem ninguém que chegue perto. Da nova geração aqui nos Estados Unidos, eu gosto do Chris Burkard, Todd Glaser, tem muita gente boa aí… Dos brasileiros, admiro muito o trabalho do Bruno Lemos, Fred Pompemayer e do Luiz Blanco. São os tops, com certeza.
 
Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

Existem alguns picos que eu gostaria muito de ter o privilégio de fotografar. Acho que Teahupoo seria um grande sonho. As ilhas Mentawaii também são um objetivo que eu tenho na minha cabeça. Já fui a Indonésia, estive tão perto… Mas acho que gostaria muito de fazer uma foto boa de Copacabana, meu “home break”…

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

É um mercado muito difícil. O equipamento é bem especializado e acaba sendo muito desgastado por viagens, idas à praia, maresia… Viver de fotografia é muito difícil, e a fotografia de surf, provavelmente, é o campo menos rentável dentro da fotografia. Mas, se você curte viajar e fotografar, eu diria para ir fundo e seguir seus sonhos…

 

Clique aqui para ver as fotos de Julio Fonyat

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Luiz Blanco trabalha com fotografia há cerca de três anos. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Luiz Blanco, tenho 24 anos, moro no Rio de Janeiro e estudo Jornalismo na PUC.

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Trabalho com fotografia há mais ou menos três anos. Fiz alguns cursos para aprender melhor, mas a verdade mesmo é que o início foi na marra; li alguns manuais e fui tentando, queimando filme, errando e acertando. O surf está presente na minha vida há um bom tempo, acho que foi natural direcionar meu foco para ele. Além do mais, se não fosse surf não fotografaria mais nada, é a única coisa que realmente me inspira.

 

Marcelo Trekinho voa alto. Foto: Luiz Blanco.

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

Sinceramente, não espero nada do mercado brasileiro, faço minhas fotos sem me preocupar com isso. Acho que, antes de tudo, fotografo pra mim mesmo, por prazer de ver uma foto boa… Depois penso em encaixá-la em algum lugar, mas sei que o mercado no Brasil é muito fraco e desvaloriza totalmente o trabalho do fotógrafo, infelizmente. Por isso não espero nada dele.

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Atualmente tenho uma 20d, uma 300 f4, 70-200 f4 e um 50 f1.8, além de um converter 1,4x. Tudo Canon. No começo tinha uma câmera de filme bem simples, mas que me possibilitava regulá-la manualmente, uma lente bem fraquinha também. Aos poucos fui juntando grana e dando um upgrade no equipamento, comprava uma câmera nova, depois de um tempo uma lente… E quando fui melhorando o equipamento, fui tendo mais retorno nas fotos que fazia, até conseguir o que tenho atualmente, que acho que satisfaz totalmente minha necessidade.

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Vim para o North Shore meio em cima da hora. No fim do ano não tinha decidido o que iria fazer nas férias da faculdade, tinha pouca grana, mas queria viajar. O Camarão botou uma pilha e comprei a passagem. Chegando aqui fui me agilizando, encontrei alguns amigos que me ajudaram muito e vou ficando aqui. Viajo com meu dinheiro, até prefiro ficar livre de algum compromisso com apenas um veículo. Mando meu material basicamente para a Blackwater, Fluir, Transworld, Surfer e Water; são as mídias que eu tenho um contato bom e costumo mostrar meu trabalho. Não necessariamente será publicado.

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e

dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Fotografar no Hawaii é muito bom. Bons surfistas, boas ondas, você não precisa de barco para ir até os picos, o que acho uma grande vantagem. Quando fui ao Tahiti, que é um lugar lindo e com altas ondas, me senti muito preso por ter que ficar fotografando do barco. Não é muito minha especialidade, prefiro ficar livre, buscar novos ângulos. Aqui me possibilita isso, não estou preso a nada e nem a ninguém, minha experiência aqui está sendo muito positiva.

 

Até o momento, qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Acho que o que me deixou mais orgulhoso foi a matéria de Noronha que eu fiz pra Transworld. Ter suas fotos reconhecidas no exterior é muito gratificante. A capa da Fluir que eu fiz ano passado também me deixou muito orgulhoso, porque é uma foto que eu gosto muito!

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

Inspiro-me em quem está fazendo algo diferente e bonito de se ver. Pode ser um filme, um quadro ou a própria foto.

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Admiro muito o trabalho que os gringos vêm fazendo, sempre na vanguarda. Sempre vejo boas fotos, mas um cara que me impressiona bastante é o Kenny Hurtado, staff da Surfing. Me amarro muito no trabalho do cara e de certa forma me identifico bastante. 

 

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

Não sei responder essa. Para mim, as idéias surgem na hora, depende do lugar, do surfista. Não procuro projetar nada muito inacessível na minha cabeça, procuro fazer o melhor do que tenho em mãos.

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

Faça com prazer. Sem prazer, desista.

 

Clique aqui para ver as fotos de Luiz Blanco

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Tony D´Andrea é niteroiense e reside nos Estados Unidos. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Antônio D?Andrea, tenho 28 anos, sou niteroiense e atualmente moro nos ?Esteites?. Aqui fora fui apelidado de Tony – era mais fácil pros gringos não quebrarem a língua. (risos).

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Brinco com máquina fotográfica desde os 15, com Camarão e outros amigos de Itacoatiara. Alguns cursos, uns livros e bastante foto queimada, foi assim que eu aprendi! Profissionalmente, tem dois anos que estou no mercado. A fotografia de surfe veio como uma extensão do dia-dia que tinha quando eu morava em Niterói. Quando não surfava, estava fotografando ou filmando os amigos, assim a gente revezava!

Danilo Couto encara uma bomba em Pipeline. Foto: Tony D´Andrea.

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

O mercado brasileiro de fotos de surfe é uma piada. Enquanto existirem empresas sanguessugas e fotógrafos mercenários, se vendendo por qualquer trocado, a tendência é só piorar! Eu espero que a resposta venha de nós (fotógrafos da nova geração). A mídia necessita da gente, tanto revistas quanto anunciantes.

 

Acredito numa associação ou algo parecido (http://tabeladosurfe.bravehost.com/index.html), na qual exista um bom senso nos preços cobrados e que todos, tanto nova quanto “velha” geração, saibam valorizar cada trabalho. Empresas multinacionais pagam cinco vezes menos por foto publicitárias aqui no Brasil, enquanto nós pagamos o mesmo preço que os gringos nos equipamentos…

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Tudo Canon, porque sempre tive e nunca me deu problema. Então, pra que trocar? Verba pra comprar é 100% vinda do meu suor. Vim pros Esteites com 21 anos pra batalhar e aqui estou sete anos depois, muitos quilômetros rodados e meu equipamento na mochila!

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Este ano não pude ficar muito tempo no Hawaii. Vou ser papai em março e tenho que dar assistência à minha esposa e ao meu primeiro filhão! Meu material é encaminhado a algumas revistas ao redor do globo!

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Hawaii é Hawaii ! Pipe é a onda mais bonita, na minha opinião. Quanto às dificuldades, é só você olhar os precinhos de aluguel e comida na ilha! (risos).

 

Qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Tubo da temporada do Danilo Couto, ano passado! Página dupla, edição de fevereiro da Fluir

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

Quando me lembro das fotos coladas na parede do meu quarto, feitas por outros fotógrafos há 12, 15 anos, ficava viajando nos momentos clicados, e gostaria de passar pra molecada de hoje em dia a mesma vibe que sentia quando via aquelas fotos!

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Posso dizer que admiro uma boa foto, um bom trabalho, independente do fotógrafo. Todos nós temos dias de glória, seja brasileiro ou gringo… Quem é bom, é bom. A nova geração está vindo com força total…

 

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

Meu filho Matheus, que está pra nascer, num tubão em Pipe daqui a 15 anos. Seria irado!

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

Se você acha que vai ficar rico tirando fotos de surfe, escolheu a profissão errada! Se mesmo assim você realmente quiser, vá em frente, pois tudo feito com amor tem retorno!

 

Clique aqui para ver as fotos de Tony D´Andrea

 

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Gustavo Camarão é videomaker e voltou a fotografar recentemente. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Gustavo Bordallo, meu apelido é Camarão, tenho 28 anos e moro em Itaipu, Niterói (RJ). Trabalho com vídeo, fazendo filmes de surf, mas voltei a fotografar recentemente.

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Foi em 98, na primeira viagem de surf que fiz pra fora do País. Fui ao Panamá surfar com dois amigos, Fisy e Cocada, e voltando ao Brasil, conheci um fotógrafo (Fábio Paradise) no avião em que estava voltando da Indonésia.

 

Começamos a conversar e achei uma profissão que tinha muito a ver comigo. Cresci na praia e não me via trabalhando em um escritório, longe do mar.

Tahiti é repleto de cenários encantadores. Foto: Gustavo Camarão.

Assim que cheguei ao Brasil, conversei com meus pais sobre minha idéia de entrar em um curso de fotografia e eles me apoiaram. Meus pais e minha irmã sempre me deram a maior força, na verdade toda a minha família. E foi assim que comecei a fotografar, entrei em um curso na Urca e depois fiz um curso na Estácio de três anos que é como se fosse uma faculdade de Fotografia.

 

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

Não espero muito, faço porque gosto. Tenho meu próprio negócio e não dependo muito. Gosto de valorizar o meu trabalho e vejo que no Brasil a minoria das empresas é séria. É normal você receber uma contraproposta de permuta de roupas. Eu não vou comer um casaco no café da manhã e nem almoçar uma calça jeans.

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Tenho uma 70 / 200 2.8 Ultrasonic da Canon, um converter de 2x, o corpo é uma 30D. Escolhi este equipamento, pois não faço só surfe; gosto muito de fazer teatro também. A 70 / 200 é uma lente bem versátil e me possibilita fazer diversos trabalhos. Comprei o equipamento com o dinheiro dos meus trabalhos.

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Estou preparando dois vídeos novos de surfe e um de bodyboard agora pro ano de 2008, e o Hawaii é muito bom pra colher material. Tenho feito bastante material pra Blackwater e algumas vezes pra Fluir.

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Tenho achado tudo maneiro. A única dificuldade que estou tendo é que estou ficando em Waialua, um pouco distante dos picos.

 

Qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Acho que foi a minha primeira foto publicada. Foi no primeiro filme que fotografei surfe na vida! Foi publicada uma página dupla do Guilherme Corrêa em Itacoatiara, na extinta revista de bodyboard Style.

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

Viajamos para lugares paradisíacos, o difícil é faltar inspiração! Acho que é isso que faz valer essa profissão.

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Gosto muito do trabalho do Luiz Blanco, acho que ele faz um trabalho espetacular, completamente diferenciado dos demais. Dentro d?água, o Pedro Tojal está arrebentando. Na minha opinião ele vai ser, se já não é, o melhor fotógrafo brasileiro que já tivemos dentro d?água.

 

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

Dentro d?água, mas só quando parar de fazer os vídeos. Ainda fico muito preso a eles, na verdade é a minha prioridade.

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

Acho que temos que trabalhar com o que realmente gostamos na nossa vida, só assim ficaremos realizados, talvez não financeiramente, mas com certeza no seu interior você vai estar completo. Um pouco poético demais, isso nem combina comigo, mas é a melhor definição que posso dar. Valeu!!!

 

Clique aqui para ver as fotos de Gustavo Camarão

 

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Pedro Tojal tem 25 anos e nasceu no Rio de Janeiro. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Pedro Tojal, tenho 25 anos, sou carioca e moro no Rio de Janeiro. Diretor e fotógrafo do site zonasurf.com.br e colaborador das revistas Fluir, Alma Surf e BlackWater.

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Longa história (risos). Fiz faculdade de Comunicação Social na ESPM e durante um ano estudei fotografia voltada para produtos. Nessa mesma época sempre surfava com um grande amigo, Daniel Lima. Em uma das sessions ele apareceu com uma dessas máquinas fotográficas descartáveis e à prova de água. Quando fomos revelar o filme, vi que as fotos que ele havia tirado de mim surfando estavam bem ruins e as que eu fiz dele um pouco melhores.

Backdoor e a luz no fim do túnel. Foto: Pedro Tojal.

Pensei, então, ?ou eu sou um péssimos surfista ou tenho um mínimo de talento?. Resolvi acreditar que tinha algum dom fotográfico e comecei a registrar aquilo que acho mais lindo no nosso planeta, o mar.

 

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

No Brasil, esse mercado ainda tem muito o que evoluir. Só digo uma coisa: é preciso ter muito amor pelo surf para entrar e se manter nesse mundo.

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Praticamente só tiro fotos aquáticas, por isso procuro sempre equipamentos leves e compactos. Isso me ajuda na hora de nadar e tomar ondas na cabeça. Meu equipamento atual é uma Canon G7 e duas caixas-estanques, uma para a lente 35mm – 210mm e outra que fiz para a lente olho de peixe 9mm – 180 graus. Tenho também uma objetiva, mas já está com teia de aranha (risos).

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

O Hawaii é um estúdio fotográfico em forma de ilha. As facilidades são a perfeição das ondas e o nível dos surfistas. As dificuldades são as correntes, o fundo de coral e o crowd. 

 

Qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Estar no Hawaii e ser pago para isso. Este está sendo o momento.

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

Do mar.

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Brasileiro é o Rick Werneck e gringo é o Scott Aichner. Os dois são mestres da fotografia aquática.

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

No momento existem duas que quero muito fazer no Rio de Janeiro. Uma é do Pão de Açúcar visto de dentro do tubo do Shore Break e a outra é do Morro Dois Irmãos e Pedra da Gávea vistos de dentro do tubo da Laje do Castelinho.

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

Não faça pensando no dinheiro.


Clique
aqui para ver as fotos de Pedro Tojal

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Marianna Piccoli, 20, nasceu em Curitiba e reside em Florianópolis. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Marianna Piccoli, tenho 20 anos, nasci em Curitiba e mudei para Florianópolis há oito anos. Tenho vivido na ilha desde então. Em Floripa, além de trabalhar com fotografia e filmagem, curso a faculdade de Administração. Pratico bodyboard também, o que me faz estar na praia sempre que posso, seja para surfar ou fotografar.

 

Há quanto tempo você é fotógrafa? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Desde pequena sempre me interessei pela fotografia. Comecei a fotografar por diversão há quatro anos, quando morei na Austrália durante um ano. Lá tive contato direto com o surf, o que me fez interessar por esse tipo de fotografia. Costumava fotografar meus amigos com uma digital pequena. Ao longo da trip a vontade de fotografar foi crescendo.

Linhas intermináveis em Sunset Beach. Foto: Marianna Piccoli.

De volta ao Brasil, comprei uma câmera e a lente. Meu equipamento era simples, estava longe de ser um equipamento profissional. Aos poucos comecei a vender algumas fotos para amigos e conhecidos e acabei me apaixonando de vez pela fotografia de ação.

 

Nessa época também tive contato com a fotografia de skate, comecei a abrir mais a minha cabeça com relação a outros tipos de fotos além da foto de surf. Em 2006, passei três meses aqui no Hawaii durante a temporada. Nessa época trabalhei em uma pizzaria no North Shore e não pude me dedicar totalmente às fotos. Já decidida a trabalhar com isso, juntei um pouco de dinheiro aqui, peguei minhas economias no Brasil e consegui comprar uma lente profissional. A partir daí, comecei a levar a fotografia mais a sério e a trabalhar com isso. Há cerca de um ano comecei a realizar alguns trabalhos de filmagens, outra coisa que pretendo trabalhar paralelamente com a fotografia.

 

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

O mercado atual da fotografia de surf no Brasil é um pouco complicado. Infelizmente temos somente duas publicações grandes e nelas a abertura é um pouco limitada. Nas publicações menores (regionais), rolam alguns trabalhos, mas o retorno ainda é baixo.  Acredito que falta um pouco de abertura para os fotógrafos brasileiros perante os gringos dentro das mídias maiores e marcas. Temos muitos fotógrafos bons, alguns tão ou melhores que os gringos, algo que aos poucos está mudando. Os baixos valores pagos pelas fotos também são desproporcionais aos gastos com equipamentos. Muitas coisas ainda têm que melhorar nesse mercado para que se ganhe justamente e possa-se viver exclusivamente dessa profissão.

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

No meu equipamento atual de fotografia uso câmera Canon 40 D, teleobjetiva Canon EF 300mm IS USM f 2.8, duplicador Canon 1.4x , duplicador Canon 2.0x , câmera Rebel 350D, objetiva Canon 28-90 mm, tripé manfrotto.  A escolha do meu equipamento, principalmente da lente, foi uma questão de investimento. Pensei que se realmente queria entrar no mercado profissional da fotografia produzindo imagens de alta qualidade, teria que investir pesado num primeiro momento. Estava e estou consciente de que o retorno vem à longo prazo. Pesquisei muito antes de comprar, conversei com alguns fotógrafos e acho que fiz a escolha certa ao comprar minha lente atual. Minha lente, apesar de não ser uma tele das mais potentes (para o surf) e de ter um zoom fixo, por ser uma f / 2.8 é uma lente muito clara e rápida, além de possuir um autofocus muito bom. Dentro de todo o dinheiro que eu consegui juntar, acho que foi a melhor opção. Aos poucos pretendo ir melhorando meu equipamento.

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Vim para Hawaii nesta temporada com o objetivo de registrar a temporada inteira, produzir um bom material não só das fotos de ação como eu estava acostumada, mas também de natureza, retratos, entre outras coisas. Além da venda de fotos para o free surf, tenho produzido muitas imagens dos atletas brasileiros para depois tentar negociar com as respectivas marcas. Também tenho feito fotos para revista Juice e fotos e trabalhos em vídeo para a produtora Emotion Surf.

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Fotografar no Hawaii tem sido mais uma vez um grande aprendizado e um intensivo de imagens. A luz, a proximidade e a qualidade das ondas fazem do Hawaii um estúdio natural onde é possível tentar diversos tipos de fotos. A quantidade de surfistas bons também é destaque à parte. As dificuldades, na minha opinião, estão relacionadas aos elevados custos para se manter aqui, como estadia e alimentação. Isso comparado a outros lugares como Indonésia, México …

 

Qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Sinceramente, acredito que meu melhor momento como fotógrafa ainda está um pouco longe. Como profissional, estou apenas começando. Sei que tenho muito o que aprender ainda e aperfeiçoar em meu trabalho. A publicação da minha primeira capa na revista Juice foi bem legal. Num momento em que eu estava bem mais ligada nas filmagens, me fez voltar ao mundo da fotografia.

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

A inspiração para fotografar o surf vem muito da minha vontade de viajar, conhecer novos lugares, novas culturas. Poder registrar cada lugar diferente e, ao mesmo tempo, conhecer as melhores ondas do mundo. Poder trabalhar perto do mar e no meio da natureza. Isso tudo junta com a relação que eu tenho com o mar e com o bodyboard.

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Dos fotógrafos brasileiros, acho muito legal o trabalho do Sebastian Rojas. Suas fotos, antes mesmo de me tornar fotógrafa, sempre me chamaram a atenção. Gosto muito das fotos aquáticas do Ricardo Borghi também.

 

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

A foto que ainda não fiz, mas que estão nos meus planos começar a fazer, é a foto underwater com uma caixa-estanque. Já caí algumas vezes com uma câmera digital pequena, e as fotos realmente impressionam.

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

Para as pessoas que querem começar, eu diria que nem tudo é fácil nesta profissão. Pelo contrário… Tem que ralar muito para conseguir se dar bem. Mas, se realmente isso está dentro delas e é numa session de imagens que está a satisfação para irem fundo, tem que acreditar e persistir, que a recompensa pessoal valer a pena.

Clique aqui para ver as fotos de Marianna Piccoli

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    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta é palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Clique aqui para acompanhar as notas ao vivo Clique aqui para saber tudo sobre o evento Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial, com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado, Bruno Santos e Ícaro Ronchi. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito.

    Início de competição programado para às 23h (de Brasília) desta terça-feira (8). Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles três brasileiros. Confira ao vivo.

    A etapa Guarapari do Circuito Bando do Brasil chegou ao fim neste domingo na Praia d’Ulé, no Espírito Santo, reunindo alguns dos principais nomes do surfe sul-americano em disputas válidas pelo QS 4.000 da World Surf League (WSL). A etapa é válida tanto para o ranking sul-americano 2026/27 da WSL South America quanto para o Circuito BB na temporada. O domingo começou com as semifinais nas duas categorias, e na sequência foi a vez da grande decisão em ambas, com aumento de tempo para 35 minutos por confronto para dar mais tranquilidade aos competidores na escolha das ondas no litoral catarinense. Tainá Hinckel (BRA) e Jadson André (BRA) levaram os troféus de campeões para casa, somando importantes pontos na corrida pelo título sul-americano e pela vaga no Challenger Series (CS) de 2027/28. Além disso, os vencedores embolsaram 8 mil dólares de premiação. Luan Wood (BRA) assumiu a liderança do ranking do QS após a etapa. Daniella Rosas (PER) toma a frente de Sophia Medina (BRA) na lista e também assume a ponta. Tainá Hinckel arrasadora na decisão  Em um duelo internacional inédito em finais, Tainá Hinckel (BRA) venceu a experiente Daniella Rosas (PER) e conquistou o título feminino do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari. As duas já haviam se enfrentado seis vezes em etapas do Qualifying Series, com três vitórias para cada lado, mas esta foi a primeira decisão entre elas.  Tainá chega à sua primeira final do Circuito Banco do Brasil em 2026, depois de bater na trave em duas semifinais, em Ubatuba e Natal, e se coloca novamente na briga pelo bicampeonato. A catarinense da Guarda do Embaú também disputa o Challenger Series e chega à terceira posição do ranking do QS na América do Sul após esta etapa, em uma temporada que pode marcar mais um salto importante na carreira da atleta olímpica e integrante do squad BB. A final foi marcada por uma disputa de alto nível e pelo duelo de backside, uma das principais características do surfe de Tainá. A brasileira abriu vantagem com uma onda de 8 pontos, construída com três fortes pancadas, deixando Daniella precisando de 10 pontos para virar. Na sequência, Tainá encontrou uma esquerda mais longa e arrancou 7 pontos dos juízes, ampliando a pressão sobre a peruana. Com apenas quatro ondas surfadas durante toda a bateria, Tainá garantiu o título na Praia d’Ulé e o maior somatório do evento: 15,50 pontos, o mesmo alcançado por Dani nas semifinais.  “Estou muito feliz com essa vitória e muito rouca, porque berrei com tudo o que estava aqui dentro nas minhas duas melhores ondas. Foi uma bateria muito disputada. O surfe feminino está evoluindo muito na América do Sul e estamos caminhando para mostrar nosso potencial mundo afora. Vencer aqui é muito especial para mim. Acreditei do início ao final e sabia que precisava acreditar”, celebra a campeã. “Estou muito feliz e sei o quanto é importante para mim estar com essa garra, mostrar meu surfe em qualquer campeonato. Não é só a onda, mas a conexão que existe dentro de mim. Foi super disputada do início ao final, mas eu sabia que seria minha porque planejei tudo desde o começo. Deus tinha escrito isso para mim”, comemorou Tainá. Jadson é bicampeão na Praia d’Ulé Aos 36 anos, Jadson André escreveu mais um capítulo de superação na Praia d’Ulé. Mesmo competindo durante toda a etapa com uma lesão no pé que chegou a colocar sua participação em dúvida, o potiguar venceu Luan Wood na final masculina do Circuito Banco do Brasil de Surfe – Etapa Guarapari e conquistou o título pelo segundo ano consecutivo. O confronto foi o segundo entre os dois na temporada. Em Imbituba, Jadson e Luan haviam se encontrado na semifinal, com vantagem para o catarinense. Desta vez, porém, o potiguar levou a melhor no duelo decisivo. Em uma bateria com as condições do mar alteradas pela entrada do vento logo após a final do feminino, Jadson apostou em seu forte surfe de frontside e nos aéreos para abrir vantagem, enquanto Luan, de backside para as esquerdas e com um surfe mais de linha, lutou até o fim, encaixando boas combinações de manobras para reduzir a diferença entre eles no somatório final. Apesar de encontrar um 7,27 pontos, Luan não conseguiu trocar sua onda de backup e acabou sendo batido na matemática final por 12,60 (7,27 + 5,33) contra 13,33 (6,83 + 6,5) de Jadson.  “Mais uma vez, toda honra e toda glória sejam dadas a Deus. Sem Ele, seria impossível chegar até aqui e vencer esse campeonato. Eu realmente não conseguia pisar no chão direito e chegou a passar pela minha cabeça abandonar a competição. Mas, como alguém que confia nos planos de Deus, decidi pensar em um dia de cada vez e as coisas foram acontecendo”, contou o campeão. Jadson também revelou que uma série de coincidências durante a etapa o fizeram lembrar da conquista de 2025.  “Durante a competição, várias coisinhas foram trazendo boas lembranças e alguns sinais. No ano passado, competi com a cordinha do meu colega de quarto. Este ano, eu estava competindo com o leash de outro moleque e tinha quebrado a minha única quilha que eu conseguia surfar. Cheguei na praia e encontrei o Rickson (Falcão), que me emprestou uma quilha da prancha reserva dele. Ontem, uma pessoa me perguntou: ‘Vai ganhar de novo?’. E eu respondi: ‘Vou ganhar de novo’. Na minha segunda onda da bateria, foi a primeira vez que consegui pisar na prancha direito. Parece até que estou vivendo o ano passado de novo.”  Emocionado, Jadson ainda mandou um recado para a família: “Estou muito feliz. Mando um beijo para minha esposa, meu filho e toda a minha família. Vou levar essa tartaruga (mascote da etapa) para o meu filho. Estou muito feliz e embalado para a próxima semana, porque já temos outro evento muito importante do ano pela frente.” O caminho dos campeões até a final Traçando o retrospecto até as finais, a manhã

    Jadson André e Tainá Hinckel vencem etapa do Circuito Banco do Brasil em Guarapari (ES), em prova válida pelo QS 4000, enquanto Luan Wood assume a liderança do ranking sul-americano.

    Uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta será palco de um evento pela primeira vez. O Capítulo Perfeito desembarca em Desert Point, na ilha de Lombok, Indonésia, para uma edição histórica, com oito tube riders convidados e apenas um dia de competição. A janela começou na última terça-feira (1) e segue até 15 de setembro. Como manda a tradição do Capítulo Perfeito, o evento só entra na água quando as condições oferecem tubos de classe mundial. A organização acompanha as previsões e fará o call oficial com 72 horas de antecedência. A expectativa agora está voltada para uma ondulação prevista para chegar no próximo dia 8 de setembro. Além de marcar a chegada do evento à Indonésia, a edição entra para a história de Desert Point. Conhecida mundialmente pelas longas esquerdas tubulares, a bancada de coral de Lombok jamais recebeu uma competição de surfe. “Realizar o Capítulo Perfeito em Desert Point é o culminar de um sonho, mas é sobretudo o arranque da fase 2.0 do evento, que anunciamos em janeiro ao incluir Moçambique e Indonésia no nosso calendário. Em Moçambique não tivemos o swell esperado mas, desta vez, temos toda a convicção de que teremos as ondulações de que precisamos”, afirma Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito. Tubos e mais tubos Desert Point exige uma combinação bastante específica de ondulação, vento e maré. A longa esquerda quebra sobre uma bancada de coral extremamente rasa e afiada, característica que ajudou a transformar o pico em uma das ondas mais exigentes do planeta. O cenário combina perfeitamente com a proposta do Capítulo Perfeito. Criado em 2012, o evento tem como essência esperar pelas melhores condições possíveis e colocar especialistas em tubos na água. Somente tubos são pontuados. Serão oito convidados divididos em duas baterias de quatro surfistas. As duas primeiras fases não são eliminatórias, portanto todos entram na água duas vezes. Ao final dos dois rounds, os quatro maiores pontuadores avançam diretamente à decisão. Todas as baterias têm duração de 45 minutos. O campeão em Desert Point também garante uma vaga direta no Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. A edição indonésia distribui ainda 10 mil euros em premiação. Dois brasileiros em Desert Point O Brasil já tem dois representantes confirmados. Pedro Calado conquistou sua vaga depois de chegar à final da edição de 2025, em Carcavelos. Ele estará ao lado de Balaram Stack, Cam Richards e Nic von Rupp entre os quatro classificados a partir do resultado do último evento. Von Rupp herdou a vaga de Noah Beschen, que não viajará à Indonésia por compromissos profissionais. O segundo brasileiro é Bruno Santos, anunciado como o primeiro wildcard global. Campeão do Capítulo Perfeito em 2015, Bruninho passa boa parte do ano na Indonésia e acumula enorme experiência em Desert Point. “Para mim, é uma honra enorme receber este convite. Ser um de apenas dois surfistas internacionais convidados torna tudo ainda mais especial. Existe uma ansiedade muito grande, porque é uma novidade e também porque, desde que o evento foi anunciado, muita gente sonhou com esta vaga e procurou esta oportunidade. Tenho um carinho muito grande por Desert Point, dediquei muito tempo da minha vida àquela onda e conheço bem as condições de lá. Estou muito ansioso e, acima de tudo, muito feliz por viver este momento”, comenta Bruninho Santos. Rui Costa vai além ao falar da experiência do brasileiro na bancada. “O Bruno Santos é provavelmente o surfista com mais horas de tubo em Desert Point. Foi campeão do Capítulo Perfeito em 2015 e acompanhou toda a evolução do evento. Para nós, era uma opção lógica”, afirma. Quem será o último convidado? Sete dos oito nomes estão definidos. Além de Pedro Calado, Bruno Santos, Balaram Stack, Cam Richards e Nic Von Rupp, o evento terá os wildcards locais Sulaiman e Usman Trioko. Resta apenas um wildcard global, mantido em segredo pela organização. E os próprios competidores já começaram a fazer suas apostas. Cam Richards e Bruno Santos apontam Tosh Tudor. Balaram Stack aposta em Craig Anderson, enquanto Usman Trioko acredita que será um brasileiro chamado Leandro. Nic von Rupp foi ainda mais longe e escolheu Kelly Slater. A organização divulgou três pistas sobre o convidado: ele é descendente de uma figura lendária do surfe havaiano, aparece no filme PIPELINE (2026), de Peter King, e já foi candidato diversas vezes ao Wave of the Winter (WOTW). O nome será revelado antes do call para o evento. Primeira temporada internacional A passagem por Desert Point faz parte de uma nova fase do Capítulo Perfeito. Pela primeira vez desde sua criação, em 2012, o evento ampliou seu calendário para fora de Portugal em 2026, com Moçambique e Indonésia. Ao longo de sua história, o evento já passou por Supertubos, em Peniche; Praia do Norte, em Nazaré; e Carcavelos, em Cascais. A etapa de Moçambique prevista para este ano não foi realizada porque a ondulação esperada não chegou durante a janela. Agora, todas as atenções estão voltadas para Desert Point. Os surfistas permanecem em stand-by e a organização acompanha o oceano à espera das condições que justificam colocar na água o primeiro evento da história da famosa esquerda de Lombok. Confirmados no Capítulo Perfeito de Desert Point Classificados por Carcavelos 2025 Balaram Stack (EUA)Cam Richards (EUA)Nic von Rupp (POR)Pedro Calado (BRA) Wildcards locais Sulaiman (IND)Usman Trioko (IND) Wildcards globais Bruno Santos (BRA) A definir

    Capítulo Perfeito estreia na Indonésia com oito tube riders, entre eles os brasileiros Pedro Calado e Bruno Santos; janela vai até 15 de setembro e organização monitora swell previsto para o dia 8.

    Gabriel Medina foi vice-campeão do Fiji Pro 2026, encerrado nesta quinta-feira (3), em Cloudbreak. O tricampeão mundial chegou à decisão depois de uma grande campanha nas ondas pesadas da etapa, mas foi superado pelo norte-americano Cole Houshmand. O resultado marca uma forte recuperação do brasileiro, que vinha de eliminações na primeira fase nas duas etapas anteriores, no Brasil e no Taiti, e agora sobe para a quarta colocação no ranking mundial. A final ganhou emoção na segunda metade. Houshmand abriu vantagem e chegou a 16,87 pontos, deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com a melhor onda da decisão: entubou com profundidade, acelerou por dentro, atravessou diferentes seções e saiu limpo para receber nota 10. Medina voltou à disputa, mas Houshmand, com a prioridade, controlou os cinco minutos finais e garantiu o terceiro título de sua carreira no Championship Tour. “Sair daquele tubo na final foi a melhor sensação. Eu estava esperando por aquela onda e estou muito feliz por ter conseguido o 10. Me sinto bem por ter chegado à final com o Cole. Ele é um bom amigo e vem surfando muito. Estou muito feliz de estar aqui e feliz pelo Cole também. Hoje foi incrível”, disse Medina. Medina, bicampeão em Fiji, buscava a terceira vitória em sua quarta final no evento. No dia decisivo, marcou 9,33 nas quartas, somou duas notas acima de 9 para chegar a 19,04 pontos na semifinal e fechou a campanha com o 10 na decisão. No feminino, Erin Brooks conquistou o título sem entrar na água na final, depois que Isabella Nichols desistiu da disputa por causa de uma lesão no tornozelo sofrida na semifinal. A canadense de 19 anos, que também venceu no Taiti, chegou ao segundo triunfo consecutivo no CT e à segunda vitória da carreira em Fiji. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por People On Tour (@peopleontour) Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Matthew McGillivray (AFS) 5.33 x 1.43 Luke Thompson (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 12.00 x 8.33 Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) 12.16 x 11.23 Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) 11.50 x 6.10 Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 12.67 x 11.80 Marco Mignot (FRA)2 – Cole Houshmand (EUA) 15.17 x 12.70 Ethan Ewing (AUS)3 – Yago Dora (BRA) 15.40 x 13.67 Mateus Herdy (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.27 x 11.66 Alan Cleland (MEX)5 – Morgan Cibilic (AUS) 14.34 x 13.17 João Chianca (BRA)6 – Leonardo Fioravanti (ITA) 11.06 x 9.17 Eli Hanneman (HAV)7 – Callum Robson (AUS) 9.10 x 8.94 Liam O’Brien (AUS)8 – Jake Marshall (EUA) 13.17 x 7.33 George Pittar (AUS)9 – Italo Ferreira (BRA) 12.70 x 10.56 Matthew McGillivray (AFS)10 – Connor O’Leary (JAP) 16.40 x 16.00 Filipe Toledo (BRA)11 – Samuel Pupo (BRA) 13.50 x 12.73 Alejo Muniz (BRA)12 – Griffin Colapinto (EUA) 15.17 x 9.73 Rio Waida (INA)13 – Miguel Pupo (BRA) 12.26 x 10.70 Ramzi Boukhiam (MAR)14 – Kauli Vaast (FRA) 16.17 x 10.43 Crosby Colapinto (EUA)15 – Barron Mamiya (HAV) 13.87 x 10.50 Jack Robinson (AUS)16 – Gabriel Medina (BRA) 13.94 x 9.83 Joel Vaughan (AUS) Round 3 1 – Cole Houshmand (EUA) 10.17 x 4.00 Seth Moniz (HAV)2 – Yago Dora (BRA) 14.40 x 6.83 Kanoa Igarashi (JAP)3 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.33 x 10.43 Morgan Cibilic (AUS)4 – Callum Robson (AUS) 10.50 x 8.77 Jake Marshall (EUA)5 – Connor O’Leary (JAP) 14.33 x 7.27 Italo Ferreira (BRA)6 – Griffin Colapinto (EUA) 14.00 x 12.60 Samuel Pupo (BRA)7 – Kauli Vaast (FRA) 19.07 x 11.17 Miguel Pupo (BRA)8 – Gabriel Medina (BRA) 13.77 x 13.33 Barron Mamiya (HAV) Quartas de final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.13 x 13.27 Yago Dora (BRA)2 – Leonardo Fioravanti (ITA) 14.10 x 10.94 Callum Robson (AUS)3 – Griffin Colapinto (EUA) 13.00 x 10.50 Connor O’Leary (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 15.66 x 7.33 Kauli Vaast (FRA) Semifinais 1 – Cole Houshmand (EUA) 17.10 x 11.33 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 19.04 x 14.57 Griffin Colapinto (EUA) Final 1 – Cole Houshmand (EUA) 16.87 x 15.17 Gabriel Medina (BRA) Feminino Round 1 1 – Yolanda Hopkins (POR) 9.77 x 9.57 Tya Zebrowski (FRA)2 – Sally Fitzgibbons (AUS) 9.97 x 8.37 Stephanie Gilmore (AUS)3 – Vahine Fierro (FRA) 14.17 x 6.66 Alyssa Spencer (EUA)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.66 x 4.60 Anat Lelior (ISR)5 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 9.73 x 8.50 Bella Kenworthy (EUA)6 – Francisca Veselko (POR) 12.17 x 12.00 Tyler Wright (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) 18.00 x 3.06 Sophie McCulloch (AUS)8 – Isabella Nichols (AUS) 9.33 x 3.80 Ulukilupetea Kurop (FIJ) Round 2 1 – Carissa Moore (HAV) 12.13 x 11.50 Sally Fitzgibbons (AUS)2 – Bettylou Sakura Johnson (HAV) 14.60 x 9.00 Luana Silva (BRA)3 – Vahine Fierro (FRA) 11.67 x 10.43 Sawyer Lindblad (EUA)4 – Erin Brooks (CAN) 10.83 x 6.00 Caroline Marks (EUA)5 – Yolanda Hopkins (POR) 10.17 x 9.93 Gabriela Bryan (HAV)6 – Isabella Nichols (AUS) 11.60 x 8.93 Nadia Erostarbe (ESP)7 – Brisa Hennessy (CRC) 8.57 x 5.67 Molly Picklum (AUS)8 – Lakey Peterson (EUA) 13.10 x 8.04 Francisca Veselko (POR) Quartas de final 1 – Carissa Moore (HAV) 14.34 x 11.00 Bettylou Sakura Johnson (HAV)2 – Erin Brooks (CAN) 11.10 x 10.67 Vahine Fierro (FRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 9.67 x 6.77 Yolanda Hopkins (POR)4 – Brisa Hennessy (CRC) 10.83 x 7.47 Lakey Peterson (EUA) Semifinais 1 – Erin Brooks (CAN) 11.84 x 9.97 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10.67 x 10.50 Brisa Hennessy (CRC) Final 1 – Erin Brooks (CAN) vence Isabella Nichols (AUS) por lesão

    Com nota 10 na final, tricampeão mundial Gabriel Medina fica com o vice em Fiji, sobe para quarto no ranking e retoma protagonismo no circuito. Cole Houshmand e Erin Brooks vencem o campeonato.

    Oito anos depois de entrar para a história do surfe de ondas gigantes, Rodrigo Koxa volta a viver a expectativa de alcançar o topo. O brasileiro é o protagonista de DÉJÀ VU, curta-metragem documental que acompanha o período de espera por mais um possível momento histórico de sua carreira. Finalista do Big Wave Challenge 2026 na categoria Maior Onda Masculina, Koxa disputa o prêmio depois de surfar uma onda em Nazaré, Portugal, cuja medição preliminar chegou a 29,15 metros. O resultado oficial será apresentado no dia 19 de setembro, durante a cerimônia da premiação no Lido Theatre, em Newport Beach, Califórnia, nos Estados Unidos. Mais do que acompanhar a disputa por um título, DÉJÀ VU mergulha justamente no período de espera que antecede a definição. Entre ansiedade, memórias, preparação e expectativa, o filme mostra Koxa novamente diante da possibilidade de alcançar um lugar que já ocupou. Em 2018, o brasileiro recebeu o reconhecimento do Guinness World Records pela maior onda já surfada, depois de descer uma onda de 80 pés (24,38 metros) em Nazaré. A marca permaneceu como recorde mundial até ser superada, em 2022, pelo alemão Sebastian Steudtner, que surfou uma onda de 86 pés (26,21 metros). Agora, a nova onda de Koxa pode colocá-lo novamente na disputa pelo posto. Caso a medição oficial confirme os 29,15 metros registrados preliminarmente e sejam atendidos os critérios aplicáveis, o brasileiro poderá conquistar o título de maior onda da temporada e voltar a disputar o recorde mundial. “Estava muito na expectativa de ver minha onda nessa final. Vou trazer de volta esse título de maior da temporada. Foi uma onda diferente em dezembro, surfada do pico até a base, até o final eu estava na adrenalina e na dúvida se conseguiria completar pelo nível de dificuldade.” Rodrigo Koxa Na disputa pelo prêmio também estão outros dois nomes que surfaram ondas em Nazaré: o brasileiro Lucas Chumbo e o francês Clement Roseyro. Por dentro de Déjà Vu Produzido por Rodrigo Koxa e Maskavo Filmes, DÉJÀ VU tem direção de Fábio Webber e edição assinada por Koxa e Webber. O documentário reúne relatos de pessoas que acompanham de perto a trajetória do surfista. Participam do filme Aline Cacozzi, esposa de Koxa; Vitor Faria, parceiro de ondas gigantes; Thiago Jacaré, coordenador do Big Wave Brasil; e Paulo Vinícius, designer. “Estou muito confiante em ter essa medição homologada e recuperar também esse recorde mundial. Agradeço a torcida da galera e peço a todos boas energias, que isso faz toda a diferença!” Rodrigo Koxa Aos 46 anos, Koxa se vê novamente diante da possibilidade de viver uma conquista que já fez parte de sua história. Oito anos depois de entrar para a história, a expectativa está de volta. A pressão também. E é justamente essa sensação que dá nome ao filme: DÉJÀ VU. Um déjà vu que pode terminar com um novo capítulo na história do surfe de ondas gigantes.

    Documentário acompanha Rodrigo Koxa nos bastidores da expectativa por um novo recorde mundial após o brasileiro surfar uma onda de 29,15 metros em Nazaré.

    A oitava etapa do Championship Tour (CT) 2026 desembarca em um dos palcos mais desejados do surfe mundial. O Fiji Pro chega com Italo Ferreira na liderança do ranking, dez brasileiros na disputa e uma previsão que pode colocar a famosa esquerda de Cloudbreak em boas condições ao longo dos próximos dias. Clique aqui para ver ao vivo A primeira chamada acontece às 16h30 desta segunda-feira (24), no horário de Brasília, com possível início da competição às 17h. Em Fiji, onde o calendário já estará na terça-feira (25), a chamada será às 7h30, com possível início às 8h. A janela segue até 4 de setembro. A etapa marca o retorno do elenco completo do CT a Cloudbreak pela primeira vez desde 2017. Em 2024, Fiji voltou ao calendário e, no ano passado, recebeu o WSL Finals, quando Yago Dora e Molly Picklum conquistaram seus primeiros títulos mundiais. Swell a caminho A previsão aponta poucas ondas logo no início da janela, com Cloudbreak pequeno ou praticamente flat durante boa parte do primeiro dia da janela em Fiji. Mas o swell começa a ganhar força ao longo do dia e pode chegar ao fim da tarde com ondas de 1,5 metros de face. A grande mudança aparece já no segundo dia de janelta. Um swell mais consistente deve colocar Cloudbreak na faixa de 3 metros de face durante todo o dia, com séries maiores. A previsão também indica ventos favoráveis, formando o primeiro cenário realmente forte para a realização da competição. Com ondas consistentes, existe ainda a possibilidade de a organização recorrer às baterias no sistema dual heat, com duas disputas acontecendo simultaneamente, para acelerar o cronograma e aproveitar a sequência de boas condições. No terceiro dia de janela, o swell já começa a perder força, mas a parte da manhã ainda pode apresentar quase 3 metros de face, com séries ocasionais maiores. A tendência é de redução gradual durante a tarde, ainda com condições favoráveis. Na sequência, um novo reforço de sudoeste pode manter Cloudbreak na faixa de 2,5 metros pés de face pela manhã do dia seguinte, sem necessariamente provocar novo aumento significativo de tamanho, mas trazendo mais energia e ajudando a prolongar o período de boas ondas. E o maior swell pode ainda estar por vir A também melhora de cenário para os dias 30 e 31 de agosto. Dois sistemas aparecem com potencial para produzir ondas da altura da cabeça até alguns pés acima, possivelmente acompanhadas por vento leve. Mas é a reta final da janela que começa a chamar mais atenção. Entre 2 e 4 de setembro, cresce a possibilidade da chegada de um swell forte e de longo período em Cloudbreak. A previsão aponta a presença de um sistema sólido. A confiança também vem aumentando na possibilidade de que as maiores ondas de toda a janela aconteçam justamente no início de setembro. Por se tratar de uma previsão de longo prazo, o cenário ainda pode mudar nos próximos dias. Cloudbreak para todos os tamanhos Considerada uma das melhores esquerdas do planeta, Cloudbreak quebra sobre um extenso recife de coral e muda completamente de personalidade dependendo do tamanho do swell. Em condições menores, oferece paredes longas e oportunidades para um surfe de alta performance. Quando o Pacífico Sul ganha força, a onda se transforma e passa a produzir tubos grandes, rápidos e extremamente pesados. O amplo campo de competição também reúne diferentes seções e exige leitura precisa do lineup. Depois de receber uma etapa pós-corte em 2024 e o WSL Finals em 2025, Cloudbreak volta agora a colocar todo o elenco do Championship Tour dentro d’água. É a primeira vez que isso acontece desde 2017. Italo chega de amarelo Entre os brasileiros, os olhos estarão principalmente sobre Italo Ferreira. Depois da semifinal em Teahupoo, o potiguar recuperou a lycra amarela e chega a Fiji isolado na liderança do ranking mundial. O campeão mundial de 2019 soma uma vitória, um vice-campeonato e dois terceiros lugares na temporada. Apesar de seu surfe de frontside e da capacidade nos tubos combinarem com Cloudbreak, Italo ainda busca um grande resultado no pico fijiano. A etapa também tem peso especial para Yago Dora. Foi justamente em Cloudbreak que o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial, no WSL Finals de 2025. Atual terceiro colocado no ranking, Yago chega ao Fiji Pro buscando recuperar terreno na disputa pelo bicampeonato. Gabriel Medina completa outro capítulo importante da presença brasileira. Bicampeão da etapa, com vitórias em 2014 e 2016, o tricampeão mundial é, ao lado de Yago, um dos únicos brasileiros que já venceram em Cloudbreak. Dez brasileiros em Fiji O Brasil terá nove representantes no masculino e Luana Silva no feminino. Italo Ferreira, Yago Dora, Gabriel Medina, Miguel Pupo, Samuel Pupo, João Chianca, Filipe Toledo, Alejo Muniz e Mateus Herdy formam o contingente brasileiro entre os homens. Mateus é o único brasileiro escalado para o Round 1 masculino e enfrenta o australiano Jarvis Earle na terceira bateria. Os demais brasileiros entram posteriormente na competição. Além dos principais nomes do Tour, Fiji terá três wildcards: os locais Teo Degei e Ulukilupetea “Tea” Kurop, vencedores das seletivas fijianas, e o australiano Jarvis Earle, campeão mundial júnior de 2022. Kurop faz história como a primeira mulher de Fiji a disputar uma etapa do Championship Tour. Com o líder mundial de amarelo, um campeão mundial retornando ao palco onde conquistou seu título, dez brasileiros na disputa e diferentes pulsos de swell previstos ao longo dos próximos dias, Fiji abre uma das janelas mais promissoras da temporada. E, se os modelos de previsão realmente confirmarem o que começam a indicar para o início de setembro, o melhor de Cloudbreak pode ficar justamente para o final. Baterias do Fiji Pro 2026 Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Teo Degei (FIJ)3 – Mateus Herdy (BRA) x Jarvis Earle (AUS)4 – Ramzi Boukhiam (MAR) x Oscar Berry (AUS) Round 2 1 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)2 – Ethan

    Com dez brasileiros na disputa, janela do Fiji Pro abre nesta segunda-feira (24), com primeira chamada às 16h30 (de Brasília). Previsão indica swell a caminho para os primeiros dias em Cloudbreak.

    ATUALIZAÇÃO: 21/08/2026, às 12h36 (horário de Brasília) Victor Bernardo e sua esposa, Johnni, apresentam evolução no quadro de saúde após o grave acidente de carro sofrido na Califórnia, nos Estados Unidos. Os dois já passaram por cirurgias e, segundo Mike Townsend, manager do surfista, estão conscientes, de bom humor e otimistas. Victor sofreu uma fratura na perna e um ferimento grave acima do joelho. O brasileiro passou por uma nova cirurgia na quarta-feira. Inicialmente, os médicos instalaram uma estrutura externa para estabilizar a perna, mas o equipamento já foi retirado. Segundo Townsend, a evolução indica a possibilidade de uma recuperação mais rápida do que se imaginava inicialmente. Johnni também passou por uma cirurgia considerada bem-sucedida. Ela sofreu uma hemorragia interna no abdômen e fraturas na face em consequência do acidente. Os ferimentos foram tratados cirurgicamente. De acordo com Townsend, os dois permanecem positivos diante de tudo o que enfrentaram nos últimos dias. Até o momento, nenhum deles tem previsão de alta hospitalar. Abaixo, você confere a matéria publicada originalmente sobre o acidente: O guarujaense Victor Bernardo e a esposa, Johnni, permanecem hospitalizados depois de sofrerem um grave acidente de carro na Califórnia, nos Estados Unidos, na noite do último domingo (16). O veículo em que o casal estava se envolveu em uma colisão com um caminhão. Vitinho foi levado de helicóptero ao hospital. O surfista sofreu uma fratura na perna e precisará passar por cirurgia. Johnni foi transportada de ambulância e também permanece sob cuidados médicos. De acordo com as informações divulgadas até o momento, o quadro dela inspira mais atenção, mas não há risco de morte. As circunstâncias exatas da colisão e o local onde ela aconteceu não foram divulgados. O cineasta Logan Dulien, amigo do casal, afirmou que o acidente poderia ter sido fatal e que os dois deverão enfrentar um longo período de recuperação. A notícia mobilizou a comunidade internacional do surfe nas redes sociais. Mick Fanning, Coco Ho, Kanoa Igarashi, Raimana Van Bastolaer e Mikey February estão entre os nomes que manifestaram apoio ao casal. Natural do Guarujá (SP), Victor Bernardo, conhecido também como Vitinho, ganhou projeção ainda jovem no surfe brasileiro. Em 2013, aos 16 anos, conquistou o título brasileiro Pro Junior, em uma geração que também revelou nomes como Italo Ferreira e Caio Ibelli. Ao longo da carreira, disputou etapas do circuito de acesso à elite mundial e competições em diferentes países. Nos últimos anos, Victor passou a dedicar maior parte da carreira ao free surf e à produção de conteúdo ligado ao surfe. O brasileiro se estabeleceu na Califórnia e continuou diretamente ligado ao esporte. Victor nasceu em 8 de fevereiro de 1997 e tem a Praia do Tombo, no Guarujá, como sua onda favorita. Neste momento, toda a equipe do Waves deseja muita força a Victor e Johnni e torce por uma recuperação completa e tranquila do casal. Veja mais sobre Vitinho: Album Surf retrata perfeição Novo capítulo da Album Victor Bernardo inspirado no Havaí Victor Bernardo poderoso Victor Bernardo performático Sopa de peixe Victor Bernardo na estileira Papo com Victor Bernardo Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br)

    Surfista brasileiro Victor Bernardo e sua esposa Johnni são hospitalizados após colisão nos Estados Unidos. Atleta sofreu fratura na perna e precisa passar por cirurgia.