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Nova geração entra em cena

Nova geração de fotógrafos brasileiros movimenta Oahu. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fedoca, Alberto Cação, Bruno Alves, Nelson Veiga, Flávio Vidigal, Motaury Porto, Sebastian Rojas, Nilton Barbosa e Dentinho são nomes de alguns renomados fotógrafos de surf que estavam no auge de suas carreiras quando eu comecei a surfar.
 
Depois surgiram Agobar Júnior, Nilton Baptista, Rick Werneck, Clemente Coutinho, Basílio Ruy, Nilton Santos e Fred Rosário – todos nomes bem conhecidos nos bastidores  das revistas de  surf .
 
Hoje em dia parece que virou moda ser fotógrafo de surf. Talvez o life style de praia e a atmosfera que cerca o mundo do surf têm atraído muita gente para esse meio.

Acho que mesmo que quisesse eu não conseguiria nomear todos os fotógrafos de surf que existem no Brasil hoje em dia.
 
Nesta temporada havaiana houve literalmente uma invasão da nova geração de fotógrafos brasileiros no North Shore. Nesta reportagem vocês conhecem alguns deles e um pouco do trabalho que fazem.
 
E, pelo que me pareceu, se depender desses novos talentos os fotógrafos de surf brasileiros estarão bem representados durante um bom tempo.

 

Confira entrevista com os fotógrafos Kalani Brito, Manoela D’Almeida, Julio Fonyat, Luiz Blanco, Tony D´Andrea, Gustavo Camarão, Pedro Tojal e Marianna Piccoli.

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Kalani Brito é fotógrafo desde os 14 anos. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

Meu nome é Kalani, tenho 25 anos, sou do Guarujá, cidade onde cresci e morei até os 18 anos. Logo depois fui morar na Costa Rica, onde fixei residência por quatro anos, trabalhando com fotografia, surfando e cursando faculdade de Hotelaria. Depois de concluir a universidade fui para o Rio de Janeiro, onde moro atualmente e que escolhi pelas ótimas condições de surf e fotografia, minhas duas paixões. Trabalhando como fotógrafo de surf, costumo fazer umas quatro viagens internacionais por ano, colaborando para a revista Fluir, Alma Surf e algumas revistas estrangeiras, bem como alguns sites, principalmente o Waves.

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

Visual épico em Mentawaii. Foto: Kalani Brito.

Comecei a me dedicar à fotografia desde cedo. Com 14 anos fiz meu primeiro curso de fotografia com o Sebastian Rojas, que sempre me inspirou e me deu vários toques sobre fotografia de surf. Depois fiz outros cursos, mas a prática constante sempre foi muito importante para o aprendizado e aperfeiçoamento como fotógrafo. Meus pais são surfistas, comecei a surfar aos três anos e desde criança as fotos de surf dentro d’água me contagiam. Assim que sempre tive vontade de fotografar o mar, as ondas, o surf…

Como você vê e o que espera o mercado brasileiro de fotografia de surf?

É um mercado muito importante e em constante crescimento. Através da fotografia de surf, eternizamos momentos únicos, registrando a história do surf. Infelizmente ainda falta investimento por parte de patrocinadores e marcas que apóiem os fotógrafos de surf. Espero que essa nova geração de fotógrafos conquiste mais espaço e uma melhor remuneração para a nossa profissão.

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

Utilizo Canon, tenho uma câmera 40D, uma 20D e a caixa-estanque para elas, na qual eu uso três diferentes lentes – uma olho de peixe 15mm 2.8, a 50mm 1.4 e a 70-200mm 2.8. Para fotografar fora da água, uso uma teleobjetiva 400 mm 2.8, mais o tele converter 1.4x ou 2x. Escolhi esse equipamento pela ótima qualidade fotográfica obtida por ele, e foram longos anos de economia e trabalhos fotográficos com outros equipamentos inferiores até chegar a esse.

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

Tinha planejado esta viagem desde o começo do ano, mas só em novembro confirmei minha vinda, com a ajuda da Nivana, que bancou minha passagem, e da revista Fluir, que alugou uma casa aqui no Hawaii e possibilitou minha estadia. Sempre encaminho o meu material principalmente para Fluir, bem como algumas revistas estrangeiras, site Waves e alguns patrocinadores.

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

Hawaii é um estúdio fotográfico natural. Quando todos os elementos estão a postos – ondas, vento, sol e surf -, o resultado é incrível, altas fotos num dos melhores lugares de surf do mundo. A paciência é um fator crítico também, já que dependendo da temporada e do tempo, pode ficar até um mês sem condições boas para fotografar.

Até o momento, qual o melhor momento em sua carreira como fotógrafo?

Ser convidado pela universidade de Nova Iorque para expor minhas fotografias de um projeto de resgate cultural dos indígenas da Costa Rica. Esse é outro tipo de fotografia que eu amo: cultura… Como fotógrafo de surf, foi ter encarado as pesadas e geladas ondas do Chile fotografando dentro da água algumas sessions insanas dos tops do WCT, registrando imagens alucinantes.

De onde vem a inspiração para fotografar?

Sempre me inspirei com o mar, com a sincronia das ondas perfeitas, com a sensação de tirar uma foto alucinante e querer uma melhor ainda; a busca pelo desconhecido, pelo inexplorado, por ângulos diferentes, exclusivos. Cada amanhecer já é uma ótima inspiração para fotografar…

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

O primeiro fotógrafo que lembro ter me inspirado muito foi o Woody Woodworth, com fotos surreais. Admiro muito o trabalho do Sebastian Rojas, pois sempre produziu imagens alucinantes e inspiradoras, junto com Scott Aichner, Sean Davey, Tony Fleury, Clemente Coutinho, Bruno Lemos, entre outros… E da nova geração, o carioca Pedro Tojal, que tem talento de sobra, e gosto também do trabalho do Luiz Blanco, sempre buscando ângulos novos.
 
Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

Tenho muita vontade de fazer uma seqüência de fotos com uma câmera fotográfica na minha prancha, registrando um tubão de lá de dentro!!!!

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?
 
Persistência, todo começo é difícil. Procure se informar bem sobre as câmeras e lentes antes de fazer o investimento. Não espere ganhar dinheiro logo no começo; o reconhecimento demora, e a profissão não é bem remunerada. Procure aprender a surfar também, e veja o máximo de fotos de surf possível, isso o ajudará a saber quando apertar o disparador.

 

Clique aqui para ver as fotos de Kalani Brito

 

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Manoela D´Almeida trabalha como fotógrafa e repórter free lancer. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Manoela Pezzi D`Almeida, tenho 22 anos e sou gaúcha de Porto Alegre. Acabei de me formar em Jornalismo pela PUC de Porto Alegre e atualmente trabalho como fotógrafa e repórter free lancer. Já publiquei nas revistas regionais Solto e Sul Sports, ambas do Sul, nas nacionais Fluir Girls e Alma Surf e na internacional Huck Magazine.

 

Já viajei para vários lugares com o intuito de surfar e fotografar, e ultimamente este tem sido meu trabalho. Meu foco é mais no surf feminino, fotos de life style e também big surf. Fiz algumas exposições fotográficas como a California Life Style, em 2006, que retratava cultura surf e urbana do Sul da Califórnia.

Há quanto tempo você é fotógrafa? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

Pôr-do-sol na Costa Rica. Foto: Manoela D´Almeida.

Comecei a fotografar quando entrei na faculdade, em 2002, e passei a fotografar profissionalmente há dois anos. Surfo de prancha desde os 13 anos e, na verdade, o surfe nunca foi só um esporte para mim, e sim meu estilo de vida. Entrei na faculdade de Jornalismo com o sonho de poder viajar. Na verdade, pensava em televisão, mas comecei a fotografar e foi só o que quis fazer. Comecei a fotografar minhas trips de surf e passei a publicar em revistas junto com meus textos.

Como você vê e o que espera o mercado brasileiro de fotografia de surf?

Olha, eu sou nova no meio e acho que já estou entendendo como as coisas funcionam. O mercado é bem saturado e, na verdade, não remunera bem os profissionais. O dinheiro que juntamos acaba sendo gasto para comprar mais equipamento. Mas sou apaixonada pelo o que faço e procuro tentar fazer um trabalho diferencial, com enfoque mais em cultura surf, no surf feminino e com reportagens. As fotos publicitárias e para marcas de surf são, na verdade, as que pagam melhor e sustentam o mercado. É preciso achar um caminho alternativo e buscar contatos.

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

Eu acabei de comprar uma Canon 40D e uso a minha 20 D também. De lente, uso uma 24-100 mm f.4, uma 50 mm f1.8 e uma 18-5 5mm. De tele, tenho, por enquanto, uma 100-400 mm f4.5 com tele-conversor 1.4x. Meu foco na verdade é cultura surf, ou seja, paisagens, fotos de life style e retratos. Uso flash e rebatedor para estes trabalhos. Mas também bato fotos de ação e esta tele tem sido boa aqui no Hawaii. Quero muito comprar um 600 mm, mas é um investimento alto. A verba para estes equipamentos vem do meu trabalho e dos meus pais, que me ajudam muito neste início.

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

Sonho desde pequena em conhecer o Hawaii e fiz muitas trips também antes de vir pra cá. Já fui para Austrália, Costa Rica, Califórnia, África do Sul, mas sempre sonhei com o North Shore. Resolvi vir este ano, pois comecei a publicar meu material e sabia que aqui me renderia muitas pautas e fotos. Como sonhava em ver o Pipe Masters, adiantei minha vinda e acabei perdendo minha cerimônia de formatura. Quis vir também para entrar mais em contato com o meio, para ver se vou continuar direcionando minha carreira no surf. Desde que fui cobrir o WCT feminino em Itacaré para a Fluir Girls, fiquei ainda mais apaixonada e com vontade de viajar, fotografar e divulgar o esporte, principalmente o surfe feminino. Atualmente faço as matérias daqui para o Solto, revista da região Sul e também trabalho como free lancer para a Fluir e Alma Surf. Internacionalmente já publiquei na revista inglesa Huck Magazine e espero ampliar o leque depois do Hawaii. Também tenho uma parceria com as pranchas Auckland e estou batendo fotos para eles e para a Freesurf.

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

Olha, a luz deste lugar é impressionante. É realmente um estúdio natural e as ondas são muito perfeitas. O maior problema que enfrentei nos primeiros dias era a instabilidade do tempo. Meu equipamento tomou chuva e está exposto a muita umidade. O bom aqui do Hawaii é que é um lugar super seguro. Na África, por exemplo, eu ficava muito mais preocupada com violência e roubos. Mas, é claro que é sempre bom abrir o olho. E uma dificuldade é o preço das coisas aqui; aluguel e comida são caros.

Até o momento, qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafa?

Eu estou começando, mas posso dizer que ter passado 16 dias na Bahia trabalhando para a Fluir Girls e depois ter feito uma trip com a Billabong pelo Sul da Bahia, acompanhada por Silvana Lima, Marina Werneck e Isabelinha, foi demais. Senti valorizada quando recebi a revista e tinham publicado ao todo 63 fotos minhas. Eu trabalhei duro e obtive o resultado. Foi minha primeira trip com tudo pago e mais material publicado. Todas minhas outras trips foram do meu bolso.

De onde vem a inspiração para fotografar?

Acho que da paixão que eu tenho pelo surfe e do prazer que sinto quando estou surfando. Eu amo o estilo de vida e tenho vontade de retratar tudo o que eu vejo e transmitir para as pessoas. Cresci olhando revistas de surf e, na verdade, são as fotos que alimentam nossa imaginação. É incrível pensar que posso estar mostrando um pouco do que estou vivendo para os leitores. E acho incrível fotografar alguém que tenha uma história legal e dividir com os outros. Por ser mulher, sei como é difícil encarar um mar pesado, e quando olho a Maya fazendo o que ela faz e sendo esse doce de pessoa, fico ainda mais admirada. Posso dizer que atualmente a Maya tem sido uma inspiração para mim.

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

Eu admiro muito a fotógrafa gaúcha Roberta Borges. Na verdade, a Roberta foi minha primeira grande inspiração na fotografia de surfe e na paixão pelo surfe feminino. Tive a oportunidade de conviver intensamente com a Roberta quando eu estava no início da minha faculdade. Nós surfávamos juntas e eu acompanhava o trabalho dela. Na verdade, a Roberta foi minha “sogra”, e o meu ex-namorado, que era enteado dela, é filmaker. Aprendi muito com os dois. Outra mulher que admiro muito é a Juliana Morais. Adoro os textos, a atitude e as fotos dela. Já os fotógrafos de surfe que mais admiro são o Sean Davey, Tim Mckenna e David Pu`Hu.
 
Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

São várias.ultimamente. Principalmente agora que estou no Hawaii, tenho sentido a necessidade de ter uma caixa-estanque. As fotos dentro d?água têm outra perspectiva, ângulos diferentes, maravilhosos… Mas eu entraria na água em condições pequenas, para fazer fotos mais artísticas. Gosto de fotos mais soul; sonho em bater de uma surfista de longboard em um fim de tarde daqueles aqui do Hawaii, com chuva e sol.


O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

Eu diria que é um trabalho maravilhoso, porém mais duro do que parece. É preciso de muito amor e dedicação e também um certo desprendimento para poder ficar longe da família e amigos. Mas os lugares que você conhece, as pessoas e os visuais fazem você se sentir abençoado.

 

Clique aqui para ver as fotos de Manoela D´Almeida

 

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Julio Fonyat reside em San Diego (EUA) há sete anos. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Julio Fonyat, tenho 26 anos. Moro em San Diego, Califórnia, há sete anos. Na Califórnia, me dedico às fotos de surf, curso faculdade de Fotografia e faço uns eventos (casamentos principalmente) para ajudar no orçamento.

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

A fotografia entrou na minha vida muito cedo. Meu pai era um grande fotógrafo no Brasil, José Bina Fonyat Neto, e faleceu quando eu tinha apenas quatro anos. Fiquei, então, com seu acervo e câmeras para tomar conta. Quando fui morar na Califórnia, fiquei impressionado com a qualidade e, principalmente, a diversidade das ondas.

 

Padang quebra com perfeição. Foto: Julio Fonyat.

Como eu sempre fui aquele cara que tinha uma máquina na mão em todas as situações, foi uma coisa muito natural começar a fotografar os amigos surfando. Quando eu vim de férias para o Hawaii pela primeira vez, não tive dúvidas de que a fotografia de surf seria meu foco principal. Ainda uso as câmeras do meu pai para fazer um lance diferente.

 

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

O mercado brasileiro no meio da fotografia de surf é bem ruim. Os veículos de imprensa têm um orçamento muito limitado, e a mesma coisa acontece com as marcas de surfwear brasileiras. Existe uma desvalorização enorme do profissional da fotografia. Além disso, as revistas usam muito material de fotógrafos gringos, o que dificulta ainda mais para os fotógrafos brasileiros. Realisticamente, eu não espero muito do mercado brasileiro!

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Eu tento ser bem diversificado no meu equipamento. Utilizo equipamento digital, 35 mm cromo, formato médio, e até polaroids. Eu curto muito estar em contato com diferentes formas de fotografar, então tento sempre levar coisas diferentes para as minhas viagens. Em cromo, eu utilizo Leicas M3, herdadas de meu pai; meu equipamento digital é todo da Canon, e minha caixa-estanque é da SPL waterhousings. Para falar a verdade, olhando para trás, não sei nem como fui capaz de investir tanto dinheiro em equipamento, mas a gente vai comprando o que pode, com o pouco que sobra no fim do mês, depois das contas. A compra do equipamento foi bem aos poucos mesmo…

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Eu tento vir ao Hawaii o máximo que eu posso, já que é perto da Califórnia. Fugir um pouco daquele inverno lá, que é bem gelado. Eu trabalho como free lancer, encaminho meu trabalho para os mais variados veículos, principalmente revistas especializadas em surf e bodyboarding.

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Fotografar no Hawaii é muito bom, principalmente para quem vive em um lugar tão diferente como a Califórnia. A quantidade das ondas e a luz fazem do Hawaii quase que um estúdio a céu aberto. O fato de o Hawaii ser uma ilha faz com que tudo mude muito rápido – a luz, as ondas… Sem dúvida, o meu local favorito de fotografar até o momento.

Até o momento, qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Acredito que o melhor momento da minha carreira foi ser destaque em uma revista californiana como contribuidor, por ter contribuído com muitas fotos para uma matéria sobre os incêndios que rolaram no Sul da Califórnia em 2007. Minha viagem para a Ásia também foi um dos melhores momentos, sem dúvida alguma.

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

A inspiração para fotografar vem do meu pai. Cresci vendo os livros dele, imaginando como seria ver o mundo pelo viewfinder de uma câmera. Hoje em dia eu sigo os passos dele, e a única coisa que eu tenho certeza é de que sempre trabalharei com fotografia. Outros fotógrafos de surf me inspiram muito também.

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Claro! São tantos… Dentro do surf, gosto muito do trabalho do Nelly, principalmente a parte de flash… Curto muito o estilo do Jack English e Jason Reposar. Dentro d?água, não me canso de olhar as imagens do Scott Aichner, com a fisheye. Não tem ninguém que chegue perto. Da nova geração aqui nos Estados Unidos, eu gosto do Chris Burkard, Todd Glaser, tem muita gente boa aí… Dos brasileiros, admiro muito o trabalho do Bruno Lemos, Fred Pompemayer e do Luiz Blanco. São os tops, com certeza.
 
Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

Existem alguns picos que eu gostaria muito de ter o privilégio de fotografar. Acho que Teahupoo seria um grande sonho. As ilhas Mentawaii também são um objetivo que eu tenho na minha cabeça. Já fui a Indonésia, estive tão perto… Mas acho que gostaria muito de fazer uma foto boa de Copacabana, meu “home break”…

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

É um mercado muito difícil. O equipamento é bem especializado e acaba sendo muito desgastado por viagens, idas à praia, maresia… Viver de fotografia é muito difícil, e a fotografia de surf, provavelmente, é o campo menos rentável dentro da fotografia. Mas, se você curte viajar e fotografar, eu diria para ir fundo e seguir seus sonhos…

 

Clique aqui para ver as fotos de Julio Fonyat

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Luiz Blanco trabalha com fotografia há cerca de três anos. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Luiz Blanco, tenho 24 anos, moro no Rio de Janeiro e estudo Jornalismo na PUC.

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Trabalho com fotografia há mais ou menos três anos. Fiz alguns cursos para aprender melhor, mas a verdade mesmo é que o início foi na marra; li alguns manuais e fui tentando, queimando filme, errando e acertando. O surf está presente na minha vida há um bom tempo, acho que foi natural direcionar meu foco para ele. Além do mais, se não fosse surf não fotografaria mais nada, é a única coisa que realmente me inspira.

 

Marcelo Trekinho voa alto. Foto: Luiz Blanco.

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

Sinceramente, não espero nada do mercado brasileiro, faço minhas fotos sem me preocupar com isso. Acho que, antes de tudo, fotografo pra mim mesmo, por prazer de ver uma foto boa… Depois penso em encaixá-la em algum lugar, mas sei que o mercado no Brasil é muito fraco e desvaloriza totalmente o trabalho do fotógrafo, infelizmente. Por isso não espero nada dele.

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Atualmente tenho uma 20d, uma 300 f4, 70-200 f4 e um 50 f1.8, além de um converter 1,4x. Tudo Canon. No começo tinha uma câmera de filme bem simples, mas que me possibilitava regulá-la manualmente, uma lente bem fraquinha também. Aos poucos fui juntando grana e dando um upgrade no equipamento, comprava uma câmera nova, depois de um tempo uma lente… E quando fui melhorando o equipamento, fui tendo mais retorno nas fotos que fazia, até conseguir o que tenho atualmente, que acho que satisfaz totalmente minha necessidade.

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Vim para o North Shore meio em cima da hora. No fim do ano não tinha decidido o que iria fazer nas férias da faculdade, tinha pouca grana, mas queria viajar. O Camarão botou uma pilha e comprei a passagem. Chegando aqui fui me agilizando, encontrei alguns amigos que me ajudaram muito e vou ficando aqui. Viajo com meu dinheiro, até prefiro ficar livre de algum compromisso com apenas um veículo. Mando meu material basicamente para a Blackwater, Fluir, Transworld, Surfer e Water; são as mídias que eu tenho um contato bom e costumo mostrar meu trabalho. Não necessariamente será publicado.

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e

dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Fotografar no Hawaii é muito bom. Bons surfistas, boas ondas, você não precisa de barco para ir até os picos, o que acho uma grande vantagem. Quando fui ao Tahiti, que é um lugar lindo e com altas ondas, me senti muito preso por ter que ficar fotografando do barco. Não é muito minha especialidade, prefiro ficar livre, buscar novos ângulos. Aqui me possibilita isso, não estou preso a nada e nem a ninguém, minha experiência aqui está sendo muito positiva.

 

Até o momento, qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Acho que o que me deixou mais orgulhoso foi a matéria de Noronha que eu fiz pra Transworld. Ter suas fotos reconhecidas no exterior é muito gratificante. A capa da Fluir que eu fiz ano passado também me deixou muito orgulhoso, porque é uma foto que eu gosto muito!

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

Inspiro-me em quem está fazendo algo diferente e bonito de se ver. Pode ser um filme, um quadro ou a própria foto.

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Admiro muito o trabalho que os gringos vêm fazendo, sempre na vanguarda. Sempre vejo boas fotos, mas um cara que me impressiona bastante é o Kenny Hurtado, staff da Surfing. Me amarro muito no trabalho do cara e de certa forma me identifico bastante. 

 

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

Não sei responder essa. Para mim, as idéias surgem na hora, depende do lugar, do surfista. Não procuro projetar nada muito inacessível na minha cabeça, procuro fazer o melhor do que tenho em mãos.

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

Faça com prazer. Sem prazer, desista.

 

Clique aqui para ver as fotos de Luiz Blanco

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Tony D´Andrea é niteroiense e reside nos Estados Unidos. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Antônio D?Andrea, tenho 28 anos, sou niteroiense e atualmente moro nos ?Esteites?. Aqui fora fui apelidado de Tony – era mais fácil pros gringos não quebrarem a língua. (risos).

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Brinco com máquina fotográfica desde os 15, com Camarão e outros amigos de Itacoatiara. Alguns cursos, uns livros e bastante foto queimada, foi assim que eu aprendi! Profissionalmente, tem dois anos que estou no mercado. A fotografia de surfe veio como uma extensão do dia-dia que tinha quando eu morava em Niterói. Quando não surfava, estava fotografando ou filmando os amigos, assim a gente revezava!

Danilo Couto encara uma bomba em Pipeline. Foto: Tony D´Andrea.

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

O mercado brasileiro de fotos de surfe é uma piada. Enquanto existirem empresas sanguessugas e fotógrafos mercenários, se vendendo por qualquer trocado, a tendência é só piorar! Eu espero que a resposta venha de nós (fotógrafos da nova geração). A mídia necessita da gente, tanto revistas quanto anunciantes.

 

Acredito numa associação ou algo parecido (http://tabeladosurfe.bravehost.com/index.html), na qual exista um bom senso nos preços cobrados e que todos, tanto nova quanto “velha” geração, saibam valorizar cada trabalho. Empresas multinacionais pagam cinco vezes menos por foto publicitárias aqui no Brasil, enquanto nós pagamos o mesmo preço que os gringos nos equipamentos…

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Tudo Canon, porque sempre tive e nunca me deu problema. Então, pra que trocar? Verba pra comprar é 100% vinda do meu suor. Vim pros Esteites com 21 anos pra batalhar e aqui estou sete anos depois, muitos quilômetros rodados e meu equipamento na mochila!

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Este ano não pude ficar muito tempo no Hawaii. Vou ser papai em março e tenho que dar assistência à minha esposa e ao meu primeiro filhão! Meu material é encaminhado a algumas revistas ao redor do globo!

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Hawaii é Hawaii ! Pipe é a onda mais bonita, na minha opinião. Quanto às dificuldades, é só você olhar os precinhos de aluguel e comida na ilha! (risos).

 

Qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Tubo da temporada do Danilo Couto, ano passado! Página dupla, edição de fevereiro da Fluir

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

Quando me lembro das fotos coladas na parede do meu quarto, feitas por outros fotógrafos há 12, 15 anos, ficava viajando nos momentos clicados, e gostaria de passar pra molecada de hoje em dia a mesma vibe que sentia quando via aquelas fotos!

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Posso dizer que admiro uma boa foto, um bom trabalho, independente do fotógrafo. Todos nós temos dias de glória, seja brasileiro ou gringo… Quem é bom, é bom. A nova geração está vindo com força total…

 

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

Meu filho Matheus, que está pra nascer, num tubão em Pipe daqui a 15 anos. Seria irado!

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

Se você acha que vai ficar rico tirando fotos de surfe, escolheu a profissão errada! Se mesmo assim você realmente quiser, vá em frente, pois tudo feito com amor tem retorno!

 

Clique aqui para ver as fotos de Tony D´Andrea

 

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Gustavo Camarão é videomaker e voltou a fotografar recentemente. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Gustavo Bordallo, meu apelido é Camarão, tenho 28 anos e moro em Itaipu, Niterói (RJ). Trabalho com vídeo, fazendo filmes de surf, mas voltei a fotografar recentemente.

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Foi em 98, na primeira viagem de surf que fiz pra fora do País. Fui ao Panamá surfar com dois amigos, Fisy e Cocada, e voltando ao Brasil, conheci um fotógrafo (Fábio Paradise) no avião em que estava voltando da Indonésia.

 

Começamos a conversar e achei uma profissão que tinha muito a ver comigo. Cresci na praia e não me via trabalhando em um escritório, longe do mar.

Tahiti é repleto de cenários encantadores. Foto: Gustavo Camarão.

Assim que cheguei ao Brasil, conversei com meus pais sobre minha idéia de entrar em um curso de fotografia e eles me apoiaram. Meus pais e minha irmã sempre me deram a maior força, na verdade toda a minha família. E foi assim que comecei a fotografar, entrei em um curso na Urca e depois fiz um curso na Estácio de três anos que é como se fosse uma faculdade de Fotografia.

 

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

Não espero muito, faço porque gosto. Tenho meu próprio negócio e não dependo muito. Gosto de valorizar o meu trabalho e vejo que no Brasil a minoria das empresas é séria. É normal você receber uma contraproposta de permuta de roupas. Eu não vou comer um casaco no café da manhã e nem almoçar uma calça jeans.

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Tenho uma 70 / 200 2.8 Ultrasonic da Canon, um converter de 2x, o corpo é uma 30D. Escolhi este equipamento, pois não faço só surfe; gosto muito de fazer teatro também. A 70 / 200 é uma lente bem versátil e me possibilita fazer diversos trabalhos. Comprei o equipamento com o dinheiro dos meus trabalhos.

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Estou preparando dois vídeos novos de surfe e um de bodyboard agora pro ano de 2008, e o Hawaii é muito bom pra colher material. Tenho feito bastante material pra Blackwater e algumas vezes pra Fluir.

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Tenho achado tudo maneiro. A única dificuldade que estou tendo é que estou ficando em Waialua, um pouco distante dos picos.

 

Qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Acho que foi a minha primeira foto publicada. Foi no primeiro filme que fotografei surfe na vida! Foi publicada uma página dupla do Guilherme Corrêa em Itacoatiara, na extinta revista de bodyboard Style.

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

Viajamos para lugares paradisíacos, o difícil é faltar inspiração! Acho que é isso que faz valer essa profissão.

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Gosto muito do trabalho do Luiz Blanco, acho que ele faz um trabalho espetacular, completamente diferenciado dos demais. Dentro d?água, o Pedro Tojal está arrebentando. Na minha opinião ele vai ser, se já não é, o melhor fotógrafo brasileiro que já tivemos dentro d?água.

 

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

Dentro d?água, mas só quando parar de fazer os vídeos. Ainda fico muito preso a eles, na verdade é a minha prioridade.

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

Acho que temos que trabalhar com o que realmente gostamos na nossa vida, só assim ficaremos realizados, talvez não financeiramente, mas com certeza no seu interior você vai estar completo. Um pouco poético demais, isso nem combina comigo, mas é a melhor definição que posso dar. Valeu!!!

 

Clique aqui para ver as fotos de Gustavo Camarão

 

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Pedro Tojal tem 25 anos e nasceu no Rio de Janeiro. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Pedro Tojal, tenho 25 anos, sou carioca e moro no Rio de Janeiro. Diretor e fotógrafo do site zonasurf.com.br e colaborador das revistas Fluir, Alma Surf e BlackWater.

 

Há quanto tempo você é fotógrafo? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Longa história (risos). Fiz faculdade de Comunicação Social na ESPM e durante um ano estudei fotografia voltada para produtos. Nessa mesma época sempre surfava com um grande amigo, Daniel Lima. Em uma das sessions ele apareceu com uma dessas máquinas fotográficas descartáveis e à prova de água. Quando fomos revelar o filme, vi que as fotos que ele havia tirado de mim surfando estavam bem ruins e as que eu fiz dele um pouco melhores.

Backdoor e a luz no fim do túnel. Foto: Pedro Tojal.

Pensei, então, ?ou eu sou um péssimos surfista ou tenho um mínimo de talento?. Resolvi acreditar que tinha algum dom fotográfico e comecei a registrar aquilo que acho mais lindo no nosso planeta, o mar.

 

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

No Brasil, esse mercado ainda tem muito o que evoluir. Só digo uma coisa: é preciso ter muito amor pelo surf para entrar e se manter nesse mundo.

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

Praticamente só tiro fotos aquáticas, por isso procuro sempre equipamentos leves e compactos. Isso me ajuda na hora de nadar e tomar ondas na cabeça. Meu equipamento atual é uma Canon G7 e duas caixas-estanques, uma para a lente 35mm – 210mm e outra que fiz para a lente olho de peixe 9mm – 180 graus. Tenho também uma objetiva, mas já está com teia de aranha (risos).

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

O Hawaii é um estúdio fotográfico em forma de ilha. As facilidades são a perfeição das ondas e o nível dos surfistas. As dificuldades são as correntes, o fundo de coral e o crowd. 

 

Qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Estar no Hawaii e ser pago para isso. Este está sendo o momento.

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

Do mar.

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Brasileiro é o Rick Werneck e gringo é o Scott Aichner. Os dois são mestres da fotografia aquática.

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

No momento existem duas que quero muito fazer no Rio de Janeiro. Uma é do Pão de Açúcar visto de dentro do tubo do Shore Break e a outra é do Morro Dois Irmãos e Pedra da Gávea vistos de dentro do tubo da Laje do Castelinho.

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

Não faça pensando no dinheiro.


Clique
aqui para ver as fotos de Pedro Tojal

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Marianna Piccoli, 20, nasceu em Curitiba e reside em Florianópolis. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Fale um pouco sobre você – idade, onde mora e o que faz na vida.

 

Meu nome é Marianna Piccoli, tenho 20 anos, nasci em Curitiba e mudei para Florianópolis há oito anos. Tenho vivido na ilha desde então. Em Floripa, além de trabalhar com fotografia e filmagem, curso a faculdade de Administração. Pratico bodyboard também, o que me faz estar na praia sempre que posso, seja para surfar ou fotografar.

 

Há quanto tempo você é fotógrafa? Como aprendeu a fotografar e por que escolheu o surf?

 

Desde pequena sempre me interessei pela fotografia. Comecei a fotografar por diversão há quatro anos, quando morei na Austrália durante um ano. Lá tive contato direto com o surf, o que me fez interessar por esse tipo de fotografia. Costumava fotografar meus amigos com uma digital pequena. Ao longo da trip a vontade de fotografar foi crescendo.

Linhas intermináveis em Sunset Beach. Foto: Marianna Piccoli.

De volta ao Brasil, comprei uma câmera e a lente. Meu equipamento era simples, estava longe de ser um equipamento profissional. Aos poucos comecei a vender algumas fotos para amigos e conhecidos e acabei me apaixonando de vez pela fotografia de ação.

 

Nessa época também tive contato com a fotografia de skate, comecei a abrir mais a minha cabeça com relação a outros tipos de fotos além da foto de surf. Em 2006, passei três meses aqui no Hawaii durante a temporada. Nessa época trabalhei em uma pizzaria no North Shore e não pude me dedicar totalmente às fotos. Já decidida a trabalhar com isso, juntei um pouco de dinheiro aqui, peguei minhas economias no Brasil e consegui comprar uma lente profissional. A partir daí, comecei a levar a fotografia mais a sério e a trabalhar com isso. Há cerca de um ano comecei a realizar alguns trabalhos de filmagens, outra coisa que pretendo trabalhar paralelamente com a fotografia.

 

Como você vê e o que espera do mercado brasileiro de fotografia de surf?

 

O mercado atual da fotografia de surf no Brasil é um pouco complicado. Infelizmente temos somente duas publicações grandes e nelas a abertura é um pouco limitada. Nas publicações menores (regionais), rolam alguns trabalhos, mas o retorno ainda é baixo.  Acredito que falta um pouco de abertura para os fotógrafos brasileiros perante os gringos dentro das mídias maiores e marcas. Temos muitos fotógrafos bons, alguns tão ou melhores que os gringos, algo que aos poucos está mudando. Os baixos valores pagos pelas fotos também são desproporcionais aos gastos com equipamentos. Muitas coisas ainda têm que melhorar nesse mercado para que se ganhe justamente e possa-se viver exclusivamente dessa profissão.

 

Qual o equipamento que você usa atualmente? Por que o escolheu e como conseguiu a verba para comprá-lo?

 

No meu equipamento atual de fotografia uso câmera Canon 40 D, teleobjetiva Canon EF 300mm IS USM f 2.8, duplicador Canon 1.4x , duplicador Canon 2.0x , câmera Rebel 350D, objetiva Canon 28-90 mm, tripé manfrotto.  A escolha do meu equipamento, principalmente da lente, foi uma questão de investimento. Pensei que se realmente queria entrar no mercado profissional da fotografia produzindo imagens de alta qualidade, teria que investir pesado num primeiro momento. Estava e estou consciente de que o retorno vem à longo prazo. Pesquisei muito antes de comprar, conversei com alguns fotógrafos e acho que fiz a escolha certa ao comprar minha lente atual. Minha lente, apesar de não ser uma tele das mais potentes (para o surf) e de ter um zoom fixo, por ser uma f / 2.8 é uma lente muito clara e rápida, além de possuir um autofocus muito bom. Dentro de todo o dinheiro que eu consegui juntar, acho que foi a melhor opção. Aos poucos pretendo ir melhorando meu equipamento.

 

Por que e como veio parar no North Shore nesta temporada? Você está representando algum veículo especializado? Qual o destino do teu material?

 

Vim para Hawaii nesta temporada com o objetivo de registrar a temporada inteira, produzir um bom material não só das fotos de ação como eu estava acostumada, mas também de natureza, retratos, entre outras coisas. Além da venda de fotos para o free surf, tenho produzido muitas imagens dos atletas brasileiros para depois tentar negociar com as respectivas marcas. Também tenho feito fotos para revista Juice e fotos e trabalhos em vídeo para a produtora Emotion Surf.

 

O que está achando de fotografar no Hawaii, comparado a outros lugares, e quais as facilidades e dificuldades que têm encontrado por aqui?

 

Fotografar no Hawaii tem sido mais uma vez um grande aprendizado e um intensivo de imagens. A luz, a proximidade e a qualidade das ondas fazem do Hawaii um estúdio natural onde é possível tentar diversos tipos de fotos. A quantidade de surfistas bons também é destaque à parte. As dificuldades, na minha opinião, estão relacionadas aos elevados custos para se manter aqui, como estadia e alimentação. Isso comparado a outros lugares como Indonésia, México …

 

Qual o melhor momento em sua carreira de fotógrafo?

 

Sinceramente, acredito que meu melhor momento como fotógrafa ainda está um pouco longe. Como profissional, estou apenas começando. Sei que tenho muito o que aprender ainda e aperfeiçoar em meu trabalho. A publicação da minha primeira capa na revista Juice foi bem legal. Num momento em que eu estava bem mais ligada nas filmagens, me fez voltar ao mundo da fotografia.

 

De onde vem a inspiração para fotografar?

 

A inspiração para fotografar o surf vem muito da minha vontade de viajar, conhecer novos lugares, novas culturas. Poder registrar cada lugar diferente e, ao mesmo tempo, conhecer as melhores ondas do mundo. Poder trabalhar perto do mar e no meio da natureza. Isso tudo junta com a relação que eu tenho com o mar e com o bodyboard.

 

Você admira o trabalho de algum(s) fotógrafo(s) em especial? Por quê?

 

Dos fotógrafos brasileiros, acho muito legal o trabalho do Sebastian Rojas. Suas fotos, antes mesmo de me tornar fotógrafa, sempre me chamaram a atenção. Gosto muito das fotos aquáticas do Ricardo Borghi também.

 

Qual a foto que você ainda não fez, mas ainda tem muita vontade de fazer?

 

A foto que ainda não fiz, mas que estão nos meus planos começar a fazer, é a foto underwater com uma caixa-estanque. Já caí algumas vezes com uma câmera digital pequena, e as fotos realmente impressionam.

 

O que poderia dizer para as pessoas que gostariam de começar a fotografar surf?

 

Para as pessoas que querem começar, eu diria que nem tudo é fácil nesta profissão. Pelo contrário… Tem que ralar muito para conseguir se dar bem. Mas, se realmente isso está dentro delas e é numa session de imagens que está a satisfação para irem fundo, tem que acreditar e persistir, que a recompensa pessoal valer a pena.

Clique aqui para ver as fotos de Marianna Piccoli

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    O Philippines Pro abre sua janela neste sábado (31), na ilha de Siargao, nas Filipinas, com previsão de ondas fortes e tubulares geradas pelo tufão In-fa, que atua no Pacífico, ao norte do arquipélago filipino. Clique aqui para conferir a previsão das ondas para o evento A primeira chamada está marcada para as 20h30 desta sexta-feira (30), pelo horário de Brasília, quando já serão 7h30 de sábado nas Filipinas. A competição poderá começar meia hora depois, caso as condições sejam favoráveis. A janela segue até 10 de novembro. O tufão In-fa vem gerando ondulações de diferentes períodos e direções, com potencial para proporcionar dois pulsos de swell ao longo da primeira semana da etapa. A previsão aponta boas condições já no início da competição, seguidas por um segundo aumento mais expressivo entre terça (3) e quarta-feira (4). Em inglês: Baterias do Philippines Pro Round 1 Feminino 1 – Caitlin Simmers (EUA) 15,17 x 9,00 Caroline Marks (EUA)2 – Gabriela Bryan (HAV) 7,00 x 10,10 Yolanda Hopkins (POR)3 – Luana Silva (BRA) x Bettylou Sakura Johnson (HAV)4 – Carissa Moore (HAV) x Sierra Kerr (AUS)5 – Molly Picklum (AUS) x Mara Lopez (FIL)6 – Lakey Peterson (EUA) x Isabella Nichols (AUS)7 – Erin Brooks (CAN) x Tyler Wright (AUS)8 – Sawyer Lindblad (EUA) x Nadia Erostarbe (ESP) Round 1 Masculino 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)3 – Cole Houshmand (EUA) x Filipe Toledo (BRA)4 – Liam O’Brien (AUS) x João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) x Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) x Noah Arkfeld (FIL)7 – Samuel Pupo (BRA) x John Mark Tokong (FIL)8 – Kauli Vaast (FRA) x Jayuard Alciso (FIL) Round 2 Masculino 1 – Italo Ferreira (BRA) x Marco Mignot (FRA) ou Seth Moniz (HAV)2 – Miguel Pupo (BRA) x Jack Robinson (AUS) ou Bronson Meydi (IND)3 – Griffin Colapinto (EUA) x Cole Houshmand (EUA) ou Filipe Toledo (BRA)4 – Ethan Ewing (AUS) x Samuel Pupo (BRA) ou John Mark Tokong (FIL)5 – Yago Dora (BRA) x Connor O’Leary (JAP) ou Callum Robson (AUS)6 – Kanoa Igarashi (JAP) x Kauli Vaast (FRA) ou Jayuard Alciso (FIL)7 – Gabriel Medina (BRA) x Liam O’Brien (AUS) ou João Chianca (BRA)8 – Leonardo Fioravanti (ITA) x George Pittar (AUS) ou Noah Arkfeld (FIL)

    Confira o Philippines Pro ao vivo, direto das Filipinas e participe dos debates em nosso fórum.

    A Praia de Carcavelos, em Portugal, volta a receber os melhores especialistas em tubos do mundo. A partir deste domingo (1º), começa uma nova janela de espera do Capítulo Perfeito, competição que reúne 16 surfistas convidados e será realizada em um único dia, quando as condições de mar e vento estiverem ideais. Inicialmente programada para o começo de 2026, a 12ª edição foi adiada depois que sucessivas tempestades impediram a formação das ondas desejadas pela organização. Mesmo com a extensão do prazo até 31 de março, a competição não aconteceu. Agora, a expectativa é encontrar as condições perfeitas até 15 de dezembro, com a chamada oficial anunciada 72 horas antes do evento. “Este é um evento único, marcado pela imprevisibilidade do mar e por um compromisso inegociável com a perfeição. Continuamos determinados a esperar pelo dia perfeito, que acreditamos que chegará entre novembro e dezembro”, afirma Rui Costa, organizador do Capítulo Perfeito. Brasileiros entre os convidados O Brasil terá dois representantes na competição principal. Bruno Santos, campeão do Capítulo Perfeito em 2015, retorna a Carcavelos ao lado de Anne dos Santos, primeira mulher a integrar a lista de convidados internacionais do evento. O grupo também reúne nomes consagrados do surfe mundial, como os ex-campeões mundiais Joel Parkinson e Rob Machado, além de Balaram Stack, Noah Beschen, Soli Bailey, Torrey Meister e Tosh Tudor. O norte-americano Cam Richards, vencedor da edição de 2025, retorna para defender o título. Entre os portugueses estão Nic von Rupp, Miguel Blanco e João Maria Mendonça. A última das 16 vagas será preenchida pelo Wildcard Performance, convite reservado a um surfista internacional que terá seu nome anunciado às vésperas da competição. A programação também inclui o Women Special Heat, bateria especial feminina com Camila Cardoso, Gabriela Dinis, Mafalda Lopes e Maria Salgado. Novo formato de competição Uma das principais novidades da edição de 2026 será o formato de disputa. Todos os 16 participantes competirão em duas rodadas iniciais sem eliminações, com pelo menos três participações garantidas ao longo do evento. Após as duas primeiras rodadas, os oito melhores avançam diretamente para a quarta fase. Os outros oito disputam uma repescagem, que classificará mais quatro surfistas. Na quarta rodada, os quatro melhores avançam à final, na qual o campeão será definido pela soma das duas melhores ondas. O objetivo é permitir que os participantes enfrentem diferentes condições de maré ao longo do dia, reduzindo o impacto de eventuais mudanças nas ondas. Outra novidade é que os quatro finalistas de 2026 garantirão vagas na edição de 2027. Até então, apenas o campeão recebia esse benefício. Capítulo Perfeito também chegou à Indonésia A temporada de 2026 marcou a expansão internacional do evento. Em setembro, o Capítulo Perfeito realizou uma edição em Desert Point, na ilha de Lombok, na Indonésia. O havaiano Makana Pang conquistou o título com uma nota 10 na final e 17,57 pontos no somatório, superando os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi, além do indonésio Usman Trioko. Com a vitória, Pang garantiu um convite para disputar o Capítulo Perfeito de Carcavelos em 2027. Convidados do Capítulo Perfeito 2026 Internacionais Anne dos Santos (BRA)Balaram StackBruno Santos (BRA)Joel ParkinsonNoah BeschenRob MachadoSoli BaileyTorrey MeisterTosh Tudor Portugueses João Maria MendonçaMiguel BlancoNic von Rupp Convidados especiais Cam Richards (campeão de 2025)Pedro Boonman (escolhido pelo público)Tomás Valente (vencedor dos Trials)Wildcard Performance (a definir) Women Special Heat Camila CardosoGabriela DinisMafalda LopesMaria Salgado O Capítulo Perfeito tem como característica realizar a competição apenas quando o mar apresenta ondas grandes e tubulares, com os tubos sendo a única manobra considerada na pontuação. A organização divulgará a chamada oficial em seus canais e no site capituloperfeito.com.

    Capítulo Perfeito reúne 16 surfistas em Portugal entre 1º de novembro e 15 de dezembro. Brasileiros Bruno Santos e Anne dos Santos estão entre os convidados da 12ª edição, que estreia novo formato.

    A organização do Eddie Aikau Big Wave Invitational uma das competições mais tradicionais e prestigiadas do surfe de ondas gigantes, anunciou nesta quinta-feira (29) os convidados para a temporada 2026/27. A lista reúne 32 atletas, entre eles John John Florence, Kai Lenny, Landon McNamara, Grant Baker e Luke Shepardson. O brasileiro Lucas Chumbo Chianca está entre os alternates. Chumbo, que integrou a lista principal na temporada passada, aparece agora na nona posição entre os 20 suplentes masculinos. Caso algum dos convidados não possa participar, o brasileiro poderá ser convocado conforme a ordem de substituição estabelecida pela organização. A janela de espera do evento começa em 6 de dezembro de 2026 e segue até 4 de março de 2027, em Waimea Bay, na costa norte da ilha de Oahu, no Havaí. A tradicional cerimônia de abertura está marcada para 3 de dezembro. A tradição do The Eddie Criado em homenagem ao lendário surfista e salva-vidas havaiano Eddie Aikau, o campeonato é conhecido por suas exigências extremas. A competição só acontece quando as ondas atingem consistentemente 40 pés de face, aproximadamente 12 metros, e as condições permitem realizar todas as baterias em um único dia. Desde sua primeira edição, em 1985, o The Eddie aconteceu apenas 11 vezes. Naquele ano, a competição foi realizada em Sunset Beach, com vitória de Denton Miyamura. Em 1986, o evento passou para Waimea Bay, onde Clyde Aikau, irmão de Eddie, conquistou o título. As duas últimas edições aconteceram em dezembro de 2023 e 2024, vencidas pelos havaianos Luke Shepardson e Landon McNamara, respectivamente. Na temporada 2025/26, a organização encerrou a janela sem realizar a competição por falta de condições adequadas. A seletividade faz parte da identidade do The Eddie. Diferentemente dos campeonatos convencionais, que seguem um calendário de baterias previamente estabelecido, o evento depende inteiramente da chegada de uma ondulação excepcional a Waimea Bay. Entre os convidados desta temporada estão campeões históricos, como Bruce Irons, John John Florence e Ross Clarke-Jones, além de nomes consagrados do surfe de ondas grandes, como Billy Kemper, Mark Healey, Jamie Mitchell e Nathan Florence. O atual campeão, Landon McNamara, também está confirmado. Em dezembro de 2024, ele conquistou o título com uma apresentação que incluiu uma onda de 50 pontos, nota máxima na competição. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) O legado de Eddie Aikau Mais do que uma competição, o The Eddie celebra a memória de um dos personagens mais importantes da cultura havaiana. Eddie Aikau foi o primeiro salva-vidas de Waimea Bay e de toda a costa norte de Oahu. Ao longo de sua carreira, participou do salvamento de mais de 500 pessoas e ficou conhecido pela coragem com que enfrentava o mar em condições extremas. Em 1978, aos 31 anos, Eddie desapareceu no oceano ao sair remando em busca de ajuda para os tripulantes da canoa tradicional Hokule’a, que enfrentava dificuldades durante uma travessia entre o Havaí e o Taiti. Sua história deu origem à expressão “Eddie Would Go” (“Eddie iria”), que se tornou um símbolo de coragem, solidariedade e respeito ao oceano. A cerimônia de abertura do campeonato preserva essa tradição, reunindo familiares de Eddie Aikau, surfistas, líderes espirituais e membros da comunidade havaiana. O ritual inclui homenagens, bênçãos e um paddle out coletivo em Waimea Bay. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Convidados do Eddie Aikau Big Wave Invitational 2026/27 Aaron Gold (HAV)Annie Reickert (HAV)Ben Wilkinson (AUS)Billy Kemper (HAV)Bruce Irons (HAV)Chad Keaulana (HAV)Eala Stewart (HAV)Eli Olson (HAV)Emily Erickson (HAV)Ezekiel Lau (HAV)Felicity Palmateer (AUS)Grant Twiggy Baker (AFS)Ha’a Aikau (HAV)Ian Walsh (HAV)Jake Maki (HAV)Jamie Mitchell (AUS)Jamie O’Brien (HAV)Joey Cadiz (HAV)John John Florence (HAV)Kai Lenny (HAV)Koa Rothman (HAV)Landon McNamara (HAV)Luke Shepardson (HAV)Makua Rothman (HAV)Mark Healey (HAV)Mason Ho (HAV)Matahi Drollet (TAH)Nathan Florence (HAV)Paige Alms (HAV)Ross Clarke-Jones (AUS)Seth Moniz (HAV)Tom Lowe (ING) Suplentes masculinos (ordem de convocação) 1 – Torrey Meister (HAV)2 – Kala Grace (HAV)3 – Cliff Kapono (HAV)4 – Kaiwi Berry (HAV)5 – Russell Bierke (AUS)6 – Josh Moniz (HAV)7 – Tyler Larronde (HAV)8 – Ivan Florence (HAV)9 – Lucas Chumbo Chianca (BRA)10 – Tiger Doerner (HAV)11 – Mikey O’Shaughnessy (HAV)12 – Barron Mamiya (HAV)13 – Nic von Rupp (POR)14 – Francisco Porcella (HAV)15 – Mitch Sanborn (HAV)16 – Steve Roberson (HAV)17 – Kipp Caddy (AUS)18 – Koa Smith (HAV)19 – Isamu Sumi (JAP)20 – Jojo Roper (EUA) Suplentes femininas (ordem de convocação) 1 – Laura Enever (AUS)2 – Bianca Valenti (EUA)3 – Tiare Lawrence (HAV)4 – Makani Adric (HAV)5 – Justine Dupont (FRA) Os 11 campeões da história 1985 – Denton Miyamura (HAV)1986 – Clyde Aikau (HAV)1990 – Keone Downing (HAV)1999 – Noah Johnson (HAV)2001 – Ross Clarke-Jones (AUS)2002 – Kelly Slater (EUA)2004 – Bruce Irons (HAV)2009 – Greg Long (EUA)2016 – John John Florence (HAV)2023 – Luke Shepardson (HAV)2024 – Landon McNamara (HAV)

    Eddie Aikau Invitational divulga lista de 32 convidados para a temporada 2026/27 em Waimea Bay, no Havaí. Brasileiro Lucas Chumbo Chianca aparece entre os alternates.

    A estreia de Cloud 9 no Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL) pode acontecer em condições excepcionais, se as previsões se confirmarem. O Philippines Pro abre sua janela neste sábado (31), na ilha de Siargao, nas Filipinas, com previsão de ondas fortes e tubulares geradas pelo tufão In-fa, que atua no Pacífico, ao norte do arquipélago filipino. Clique aqui para assistir ao vivo A primeira chamada está marcada para as 20h30 desta sexta-feira (30), pelo horário de Brasília, quando já serão 7h30 de sábado nas Filipinas. A competição poderá começar meia hora depois, caso as condições sejam favoráveis. A janela segue até 10 de novembro. O tufão In-fa vem gerando ondulações de diferentes períodos e direções, com potencial para proporcionar dois pulsos de swell ao longo da primeira semana da etapa. A previsão aponta boas condições já no início da competição, seguidas por um segundo aumento mais expressivo entre terça (3) e quarta-feira (4). Tubos e ondulação em alta A expectativa é de ondas entre 1,2 e 1,5 metro de face na abertura, com aumento gradual ao longo do fim de semana. No domingo (1º), o swell de período mais longo deve favorecer a formação dos tubos que tornaram Cloud 9 mundialmente conhecida. Após uma redução temporária na segunda-feira (2), uma nova entrada de ondulação de nordeste deve ganhar força na terça (3). As maiores séries podem atingir aproximadamente 3 metros de face entre o fim de terça e as primeiras horas de quarta-feira (4). Apesar do tamanho, os dias de maior ondulação não necessariamente serão os melhores para os tubos. Cloud 9 costuma apresentar seu funcionamento mais clássico com ondas na faixa de 1,5 metro. Quando o mar cresce além disso, as ondas podem quebrar mais afastadas da bancada, reduzindo a frequência dos tubos mais profundos e constantes. O vento também será determinante. A previsão indica condições mais favoráveis no início da janela, com vento terral fraco e oportunidades de tubos limpos. Já na terça-feira, o vento maral de nordeste poderá comprometer a qualidade das ondas, justamente durante o pico da ondulação. Como a trajetória e a intensidade do tufão ainda podem mudar, a previsão permanece sujeita a alterações. Mesmo assim, o cenário é promissor para a estreia de Cloud 9 na elite mundial. Brasileiros disputam a liderança Além da expectativa pelas ondas, o Philippines Pro terá peso importante na corrida pelo título mundial de 2026. Penúltima das 12 etapas da temporada, a competição pode alterar a liderança do ranking antes da decisão em Pipeline, no Havaí. Atual campeão mundial e líder do ranking, Yago Dora chega às Filipinas com a lycra amarela e boas expectativas para sua primeira experiência em Cloud 9. O brasileiro ainda não encontrou a onda em suas melhores condições, mas já se mostrou impressionado com o potencial do pico. “É minha primeira vez aqui, mas já acho que pode se tornar um dos meus lugares favoritos. Chegamos há poucos dias, então ainda não vimos a onda em todo o seu potencial, mas dá para perceber o que ela pode oferecer. Sinto que é uma onda que combina com meu estilo de surfe, então estou confiante”, afirma Yago Dora. O brasileiro lidera o ranking, seguido por Italo Ferreira, em segundo, Griffin Colapinto, em terceiro, Gabriel Medina, em quarto, e Miguel Pupo, em quinto. O italiano Leonardo Fioravanti ocupa a sexta posição e também tem chances de assumir a liderança. O resultado nas Filipinas será especialmente importante porque a última etapa, em Pipeline, distribuirá pontuação 50% maior que as anteriores. Uma vitória em Cloud 9 vale 10 mil pontos, enquanto o campeão no Havaí receberá 15 mil. Yago fará sua estreia diretamente no Round 2, assim como Italo Ferreira, Miguel Pupo e Gabriel Medina. Filipe Toledo, João Chianca e Samuel Pupo começam a disputa no Round 1. Entre as mulheres, Luana Silva será a única representante brasileira. Atual sétima colocada do ranking, ela enfrenta a havaiana Bettylou Sakura Johnson na primeira rodada. Filipe Toledo busca resultado Bicampeão mundial, Filipe Toledo já demonstrou bom desempenho nos treinos e não esconde o entusiasmo com a estreia em Siargao. O brasileiro destacou a qualidade da onda, a receptividade dos moradores e a possibilidade de proporcionar um espetáculo ao público. Segundo Filipe, os atletas chegaram a brincar sobre a quantidade de notas 10 que poderiam surgir durante a competição, diante do potencial de Cloud 9. O brasileiro também falou abertamente sobre as dificuldades enfrentadas nesta temporada. Depois de muitos anos no circuito, reconheceu que nem sempre é fácil encontrar motivação, especialmente diante dos resultados abaixo das expectativas. A descoberta de um pico como Cloud 9, porém, trouxe um novo estímulo. “Lugares como este reacendem a chama em mim”, afirma Filipe, em declaração na coletiva de imprensa. Estrelas e convidados locais A estreia do CT em Siargao também reúne alguns dos maiores nomes do surfe mundial, como os atuais campeões Yago Dora e Molly Picklum, além de Filipe Toledo, Gabriel Medina, Caroline Marks e Carissa Moore. Os convidados locais prometem dificultar a vida dos favoritos. O filipino John Mark Tokong, especialista em Cloud 9, venceu quatro competições em nove participações no pico e enfrentará Samuel Pupo na primeira rodada. Outro destaque é o indonésio Bronson Meydi, convocado para substituir o lesionado Jake Marshall. Conhecido por seu repertório de manobras e tubos, ele estreia contra o australiano Jack Robinson. Na chave feminina, a australiana Sierra Kerr, já classificada para o CT de 2027, enfrenta a pentacampeã mundial Carissa Moore. Baterias do Philippines Pro Round 1 Masculino 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)3 – Cole Houshmand (EUA) x Filipe Toledo (BRA)4 – Liam O’Brien (AUS) x João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) x Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) x Noah Arkfeld (FIL)7 – Samuel Pupo (BRA) x John Mark Tokong (FIL)8 – Kauli Vaast (FRA) x Jayuard Alciso (FIL) Round 2 Masculino 1 – Italo Ferreira (BRA) x Marco Mignot (FRA) ou Seth Moniz (HAV)2 –

    Philippines Pro abre janela nas Filipinas, com previsão de ondas de até 3 metros impulsionadas pelo tufão In-fa. Confira ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    O surfe brasileiro se despede de um de seus personagens mais originais. Dávio Correia Figueiredo, o Dadá Figueiredo, morreu no último sábado (24), aos 61 anos, deixando um legado que ultrapassa as conquistas nas competições. O carioca ajudou a transformar não apenas a maneira de surfar, mas também o comportamento e a identidade de uma geração. Segundo informações de amigos próximos e familiares, Dadá estava internado para tratar uma infecção pulmonar. Reportagens posteriores apontaram complicações de uma pneumonia, mas detalhes médicos sobre as circunstâncias da morte não foram oficialmente esclarecidos. Rebelde, provocador e dono de um estilo explosivo, Dadá surgiu em uma época em que o surfe brasileiro ainda construía sua identidade competitiva. Nas décadas de 1980 e 1990, suas batidas verticais, rasgadas potentes e manobras inspiradas no skate surpreendiam o público e, muitas vezes, os próprios juízes. Enquanto muitos surfistas seguiam linhas tradicionais, Dadá buscava explorar os limites das ondas. Sua postura radical e sua personalidade irreverente fizeram dele uma referência dentro e fora da água. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Um revolucionário nas ondas Nascido no Rio de Janeiro, Dadá cresceu na Tijuca e desenvolveu uma ligação intensa com o skate antes de transportar parte dessa influência para o mar. A combinação de velocidade, explosão e movimentos verticais ajudou a antecipar características que se tornariam comuns no surfe profissional anos depois. Em janeiro de 2005, o jornalista Fabrício Fernandes publicou no Waves a reportagem “Dadá, o anti-moda”, um retrato de sua personalidade e de sua importância para o esporte. Na matéria, Fernandes descreveu como Dadá executava manobras que só ganhariam espaço no circuito mundial anos depois, citando movimentos como laybacks, re-entries e off-the-tops verticais. O jornalista também apontou sua influência sobre surfistas como Neco Padaratz, Léo Neves, Binho Nunes e Raoni Monteiro, representantes de uma geração que ajudou a consolidar o surfe brasileiro no cenário internacional. Dadá era uma atração à parte nos campeonatos. Sua presença nas baterias despertava expectativa entre os espectadores, que acompanhavam suas manobras com entusiasmo, mesmo quando o julgamento não refletia o impacto de suas apresentações. O carioca conquistou o título estadual em 1989 e venceu o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema, no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido pelos leitores de uma revista especializada como o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento que demonstrava sua popularidade para além das competições. Embora nunca tenha conquistado o título brasileiro profissional, esteve durante cinco temporadas consecutivas entre os 16 melhores do ranking da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional). A final histórica contra Picuruta Um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira aconteceu em maio de 1988, durante a final do Niasi/Tribuna FM, disputada no Canto do Maluf, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP). Dadá enfrentou Picuruta Salazar em uma bateria marcada por manobras radicais e uma decisão apertada dos cinco juízes. O santista venceu por 3 a 2, mas o resultado provocou discussões sobre os critérios de julgamento. Décadas depois, em março de 2023, o jornalista e editor Alceu Toledo Junior recuperou a história na reportagem “Picuruta 3 X 2 Dadá”, publicada no Waves. Alceu, que acompanhou a bateria da areia, contou que o equilíbrio entre os dois surfistas era tão grande que considerava o empate um resultado justo. Seu relato destaca a potência das manobras de Picuruta e a capacidade de Dadá de aproveitar as ondas desde o outside até a beira. A reportagem inclui imagens da final e preserva um capítulo importante da história do surfe brasileiro, contado por quem testemunhou a disputa. Punk, anti-moda e contracultura Fora da água, Dadá também desafiava convenções. Influenciado pelo punk rock e pelo hardcore, adotou uma estética que contrastava com o visual tradicional do universo do surfe. Cabelos ousados, roupas escuras, atitudes provocadoras e críticas ao comportamento da indústria fizeram parte de sua identidade. Dadá rejeitava padrões e fazia questão de demonstrar sua independência. Essa personalidade também se manifestou na música. Foi baixista da banda punk Os Normais e participou da criação de marcas como Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua visão alternativa para o vestuário. Em um período de crescente profissionalização do surfe, Dadá representava uma forma diferente de viver o esporte. Suas atitudes despertavam admiração e controvérsia, mas dificilmente passavam despercebidas. Seu impacto também chegou aos novos talentos. Alexandre Almeida, o Dadazinho, recebeu uma prancha de Dadá no início da carreira e adotou o apelido em homenagem ao ídolo. O episódio foi registrado pelo Waves na reportagem “Dadazinho Almeida busca o bi no Carioca 2004”. Os desafios e a reconstrução A trajetória de Dadá também foi marcada por períodos difíceis. O abuso de álcool e drogas comprometeu sua carreira e trouxe consequências pessoais e profissionais. O próprio surfista falou abertamente sobre esses episódios em entrevistas, reconhecendo que a dependência química prejudicou seu desempenho nas competições e afastou oportunidades importantes. Em maio de 2003, o jornalista Fernando Gaspar publicou no Waves a reportagem “A luz no fim do tubo”, que acompanhou uma fase de reconstrução da vida de Dadá. O texto apresentou depoimentos sobre sua recuperação, a importância do apoio familiar e sua aproximação com a religião evangélica, que se tornou parte fundamental de sua vida. Na época, Dadá havia criado uma escola de surfe na Barra da Tijuca, com apoio de integrantes da igreja Sara Nossa Terra. O projeto começou com algumas pranchas e, segundo a reportagem de 2003, chegou a reunir cerca de 300 alunos e 12 professores. O mesmo espírito de liderança que havia marcado sua carreira competitiva passou a encontrar espaço no ensino do esporte e no trabalho com jovens. Em junho de 2007, a jornalista Monique Arruda voltou a contar parte dessa trajetória na reportagem “Dadá no comando”, quando ele assumiu a vice-presidência da Associação de Surf da Barra da Tijuca, entidade da qual havia sido um dos fundadores. Dadá defendia a valorização dos veteranos e o retorno das categorias Master aos campeonatos. Para ele, preservar a memória dos pioneiros era uma maneira de aproximar as novas gerações da história do surfe.

    Pioneiro do surf progressivo e símbolo da contracultura, carioca Dadá Figueiredo morreu no último sábado (24), ao enfrentar uma pneumonia. Sua trajetória foi marcada por talento, rebeldia e superação.

    O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS) recebe, a partir das 15h deste sábado (31), o primeiro encontro do Naborda Film Festival – Melhores do Ano 2026. A abertura terá uma exposição com 60 fotografias de surfe produzidas por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de sessões de curtas-metragens documentais, exposição de pranchas e apresentações musicais. Idealizado por Bruno Espósito e Dêmi Viola, o festival promove três meses de atividades dedicadas à cultura do surfe e do oceano, reunindo fotógrafos, cineastas, artistas e apaixonados pelo esporte. A proposta é dar visibilidade à produção artística ligada ao mar e reconhecer os melhores trabalhos do ano. A edição de 2026 contará com quatro encontros em diferentes espaços culturais de Santos. Cada etapa dará destaque a uma linguagem artística, começando pela fotografia em outubro, passando pelas artes visuais em novembro e chegando ao cinema em dezembro. Programação do Naborda 2026 31 de outubro – Fotografia: A abertura acontece no MISS, localizado no térreo do Teatro Municipal Brás Cubas, com exposição de 60 fotografias de surfe, exibição de curtas-metragens, mostra de pranchas e música ao vivo. 29 de novembro – Artes: O Cine Arte Posto 4, cinema localizado em frente ao mar, recebe uma exposição com trabalhos dos artistas inscritos, além de sessões de curtas, mostra de pranchas e apresentações musicais. 11 de dezembro – Curtas-metragens: O Cine Roxy será palco da exibição dos filmes finalistas em uma tela de 15 metros, acompanhada de exposições de fotografia e artes no hall do cinema. 12 de dezembro – Premiação: O encerramento acontece na Frontaria Azulejada, com a cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores das diferentes categorias, exposições e apresentações musicais. O Naborda Film Festival é apresentado pela Cerveja Praya, com patrocínio da South to South e Surfmappers. O evento conta com apoio do Waves, RTL FM – A Rádio Rock, Empório Bolshoi, Óculos Mandalla, Future Fins, Fuwax, Arakawa, Santa Areia Beachwear, Instituto Ecosurf e Prefeitura Municipal de Santos. Serviço – Abertura do Naborda Film Festival 2026 Data: 31 de outubro (sábado) Horário: a partir das 15h Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), Teatro Municipal Brás Cubas, Santos (SP) Entrada: gratuita Instagram: @naborda_film_festival Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Naborda (@naborda_film_festival)

    Naborda Film Festival começa neste sábado (31), em Santos (SP), com entrada gratuita, exposições de fotografia, filmes e música ao vivo; programação segue até dezembro.

    Das praias ancestrais da Polinésia aos campeonatos que movimentam milhões de fãs ao redor do mundo, o surfe percorreu um longo caminho até se consolidar como um dos esportes mais populares da atualidade. No Brasil, a modalidade vive um momento de expansão impulsionado por conquistas internacionais, pelo surgimento de novos talentos e por investimentos que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia esportiva. Embora hoje seja um esporte global, foi no Havaí que o surfe ganhou maior notoriedade e passou a ser difundido para o restante do mundo a partir do início do século XX. A modalidade, no Brasil, começou a se popularizar entre as décadas de 1960 e 1970 e, desde então, passou por uma evolução que transformou o país em uma das principais potências da modalidade. Ao longo dos anos, o país revelou atletas capazes de conquistar títulos nas maiores competições do mundo, consolidando o movimento conhecido como “Brazilian Storm”, geração que projetou o país no circuito internacional e inspirou uma nova leva de praticantes. Dados da World Surf League (WSL) mostram que a temporada de 2025 alcançou 80 milhões de espectadores em plataformas lineares e digitais, um crescimento de 39% em relação ao ano anterior. E em 2026 os números também reforçam a consolidação do surfe profissional como um produto esportivo de alcance global. Apenas na etapa de abertura do Championship Tour, em Bells Beach, o Brasil respondeu por 43% da audiência ao vivo nos canais próprios da liga durante o Finals Day, mesmo com o fuso horário desfavorável. Os resultados acompanham uma tendência de crescimento da modalidade em escala internacional. Os títulos conquistados por atletas brasileiros refletem em como essa maré de vitória influencia no consumo do público ao surfe, posicionando cada vez mais a modalidade no mainstream esportivo. Em maio deste ano, por exemplo, Italo Ferreira conquistou o título da etapa em Raglan, na Nova Zelândia, válida pelo Championship Tour (CT) da WSL, reforçando o protagonismo brasileiro no circuito mundial e mantendo o país entre os principais candidatos aos títulos da temporada. Já Tatiana Weston-Webb, um dos principais destaques no surfe feminino, segue em uma crescente significativa. Em 2024, nos Jogos Olímpicos de Paris, a atleta voltou com uma medalha de prata no peito e sagrou-se a primeira brasileira a receber uma medalha olímpica na modalidade. “O surfe mudou bastante e continua mudando. Atualmente as mulheres têm muito mais espaço, visibilidade e respeito dentro do esporte. Temos mulheres competindo nos mesmos palcos, com a mesma premiação, e mostrando cada vez mais que podemos estar em ondas grandes e competir em alto nível. Isso é muito importante”, explica a atleta Tatiana Weston-Webb. Nesse cenário, o apoio do Banco do Brasil tem sido um dos pilares para a evolução da modalidade no país. O BB é um dos parceiros que impulsionam esse movimento ao patrocinar atletas de destaque no circuito mundial, como Luana Silva, Tatiana Weston-Webb e Italo Ferreira, além de apoiar ações voltadas ao desenvolvimento do esporte e ao incentivo de surfistas que estão iniciando suas trajetórias nas competições. “O sucesso do surfe brasileiro é resultado de talento, dedicação e da construção de um ecossistema cada vez mais forte. O apoio de marcas, entidades esportivas e parceiros tem papel importante nesse processo, criando condições para que atletas possam se desenvolver e competir em alto nível. O Banco do Brasil acredita no esporte como ferramenta de transformação e vê no surfe uma modalidade capaz de gerar impacto positivo, promover inclusão, inspirar pessoas e fortalecer comunidades. Por isso, buscamos contribuir para o crescimento sustentável do esporte em diferentes frentes, do incentivo a atletas à realização de competições que ajudam a ampliar o alcance da modalidade no país”, afirma Larissa Novais, diretora de marketing e comunicação do Banco do Brasil. Para a empresa, investir no surfe significa contribuir para o desenvolvimento de um esporte que reúne valores como superação, disciplina, conexão com a natureza e inclusão. Além do apoio aos atletas profissionais, a marca busca incentivar a formação de novos talentos e fortalecer a comunidade do surfe brasileiro. Na Onda Com BB Mastercard Além do patrocínio aos atletas, o Banco do Brasil incentiva o público a consumir o esporte por meio de campanhas. Na promoção vigente, em parceiria com a Mastercard, o consumidor concorre a uma viagem para acompanhar a etapa de Pipeline, no Havaí, durante o Championship Tour da World Surf League (WSL), em dezembro de 2026 e a ida a uma etapa do CT 2027 que será revelada após a divulgação do calendário oficial da WSL. O regulamento completo da campanha, critérios de participação e demais informações estarão disponíveis na página oficial da campanha.

    Ascensão da Brazilian Storm marca uma nova era para modalidade e mostra como o incentivo ao esporte é fundamental para ampliar oportunidades dentro e fora das competições.

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.