
O cearense Adilton Mariano e o paulista Junior Faria fizeram bonito no quarto round do Hang Loose Pro Contest, realizado na manhã desta sexta-feira na Cacimba do Padre, Fernando de Noronha (PE).
Válida como a quarta etapa do WQS, a prova tem nível 5 estrelas e distribui US$ 100 mil em prêmios.
As baterias complementares do quarto round tiveram início em ondas de 1 metro e formação regular, com poucos tubos abrindo na Cacimba.
Depois de passar com velocidade por dentro de um belo canudo para a esquerda, o cearense Adilton Mariano arrancou 9.57 pontos dos juízes na melhor onda surfada na manhã desta sexta.

Em seguida, Adilton quebrou a segunda da três pranchas que levou a Noronha. Mesmo assim, o cearense de 22 anos garantiu a classificação para a quinta rodada da prova, deixando os norte-americanos Gabe Kling em segundo e Jesse Heilman em terceiro, com o alemão Marlon Lipke amargando a quarta posição.
?Infelizmente só tenho esta prancha agora. As outras estavam mágicas, espero que esta ande também nos tubos?, fala o atleta da praia do Futuro, Fortaleza (CE).
?Estou bem encaixado nas ondas, surfando à vontade, graças a Deus está dando tudo certo. Vamos ver o que acontece, cada bateria é uma decisão?, finaliza Adilton, que conta com o apoio do shaper carioca Udo Bastos, mas está sem patrocinador principal.
Outro atleta da nova geração brasileira que avançou no Hang Loose Pro Contest foi o paulista Junior Faria, 18. O surfista do Guarujá eliminou dois especialistas nos tubos da Cacimba: o sul-africano Warwick Wright, campeão da prova em 2004, e o pernambucano Bernardo Pigmeu, terceiro colocado em 2005.
Em primeiro lugar na bateria ficou o carioca Daniel Hardman, outro que tem intimidade com os canudos de Noronha. Hardman, que em 2004 finalizou a prova em terceiro lugar, descolou notas 8.00 e 6.33 para dominar o duelo.
O carioca Leonardo Neves caiu diante do sul-africano Royden Bryson e do taitiano Hira Terinatoofa, com o catarinense Davi de Jesus ficando em último no confronto.
Numa bateria com poucas ondas de qualidade, Leo perdeu a segunda vaga para Hira nos instantes finais. O carioca chegou a sinalizar em direção ao palanque para questionar a onda que deu a virada ao taitiano.
?Tive um 4.30 numa onda bem maior do que a dele, aí os juízes deram praticamente a mesma nota (4.07) nessa merreca. Achei estranho?, reclama Leonardo Neves.
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