Por trás das notas

Noronha recebe o WQS

A paradisíaca ilha de Fernando de Noronha será palco do primeiro evento importante do circuito mundial de 2003. Com status de 4 estrelas e distribuindo US$ 75 mil em prêmios, o “Hang Loose Pro” começa nesta terça-feira e dá inicio a caça aos pontos que dão acesso ao WCT, o “Grand Slam” do surfe.

 

Na realidade o circuito já começou. Tivemos uma etapa de 1 estrela no Hawaii, onde o carioca Yuri Sodré fez a final. Valeu muito mais pela moral e pelo respeito ao fazer uma final em Sunset do que pelos pontos ou pelo dinheiro.

 

No atual sistema de pontuação, apenas os eventos de quatro estrelas para cima oferecem pontos suficientes para classificação.

 

Este evento de Noronha será uma boa oportunidade para os brasileiros começarem bem o ano. Por ser começo do ano, pode servir como incentivo e vitrine para um novo valor se destacar e convencer o patrocinador para investir no resto do circuito.

 

São esperados quase trinta estrangeiros, mas nenhum australiano. Por ser a época de descanso após a temporada havaiana, seria muita contramão para eles competirem no Brasil, para voltar no começo do circuito em março na Austrália.

 

Neste ano, não haverá eventos no sul e não é negócio gastar milhares de dólares para um evento só, ainda mais de quatro estrelas.

 

Por outro lado, os sul-africanos vieram em peso, pois o Brasil tem sido fonte de preciosos pontos para eles. Ano passado, o campeão mundial pela ISA, Travis Logie, venceu o Petrobras Open, e Greg Emslie fez a final no Onbongo seis estrelas.

 

Haverá presença ainda de mais alguns americanos e europeus que têm no Brasil uma opção mais barata para este começo de ano, apesar dos altos custos para chegar e viver em Noronha.

 

Nossos surfistas interessados em se classificar para o WCT do ano que vem, têm que se concentrar nos eventos cinco e seis estrelas durante o ano, e, com planejamento, fazer todo esforço para não gastar tempo e dinheiro em vão. O seis estrelas de Margareth River, na Austrália, é uma obrigação.

 

Depois, nas Maldivas em junho, há um cinco estrelas. E, em seguida, Durban, África do Sul, outro seis estrelas. No final de julho, Huntington Beach, na Califórnia, e, em seguida, a perna européia com quatro eventos, um quatro, um cinco, e dois seis estrelas.

 

Para os que podem, ainda em agosto terá outra etapa seis estrelas, só que no Japão, e, no final do ano, ainda haverá dois eventos de pontuação máxima, um em Florianópolis e a última etapa em Haleiwa, no Hawaii.

 

Para se classificar para a elite do surfe, muitos fatores são importantes: talento, estilo, equipamento, preparação física e psicológica, mas, principalmente, planejamento de carreira para focalizar o WCT como objetivo máximo, incluindo o investimento e a paciência necessária para chegar lá e não se perder no meio do caminho e virar mais um profissional do surfe.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.