
O apresentador de televisão Tiago Brant é o mais novo colunista do site Waves.Terra.
Aos 35 anos, Brant, que também é surfista, atua como apresentador desde 95. No esporte ele começou no ano de 81, em Ubatuba.
?Como quase todo mundo na época, minha primeira prancha foi uma ?Guarujá?, de isopor?, revela Brant.
?Ficava na água o dia inteiro e, aos 12 anos, quebrei umas três pranchas. Foi quando percebi que precisava de uma prancha de verdade?, lembra.

Mas o surfe teria que esperar. Seu pai fora transferido para a França e levou toda a família para o velho continente. Nos três anos seguintes Brant morou em Saint Germain en Laye, perto de Paris.
Aos 15 anos embarcou para os Estados Unidos a fim de aprender inglês e conhecer uma nova cultura. Lá morou com uma família texana, perto de Dallas, até voltar ao Brasil em 1987.
?Neste mesmo ano eu comprei uma ?Energia? e finalmente voltei a surfar para não mais parar?, conta.
Integrante da primeira geração do programa “Zona de Impacto”, criado em 97 no Sportv, junto com Suzana Werner, Dora Vergueiro e Suzana Queiroz, Brant participou de 97 a 2000 de várias transmissões inéditas, inclusive do primeiro campeonato mundial de surf WCT, ao vivo, na Barrada Tijuca.
Em 2000, saiu do canal por assinatura para apresentar o primeiro ano de “Super Surf”, na Rede Bandeirantes. Nos dois anos seguintes, dedicou-se a outros projetos, como assistente de direção em filmes publicitários, e desenvolveu pilotos para TV.
Brant voltou ao Sportv em 2002 para fazer a cobertura do Rally Paris – Dakar. De lá pra cá participou de três Rallys do Sertões e também do WCT de 2004.
Casado com Mariana, com quem tem duas filhas, Luana e Maya, em 2003 foi com a família para Florianópolis em busca de qualidade de vida.
?Este ano estou de volta a São Paulo e às coberturas dos campeonatos de surf. Que bom!?, conclui.
Na página seguinte, Tiago estréia como colunista do Waves e começa sua trajetória na internet falando sobre o crescimento do espaço conquistado pelo surf na telinha.
Seja bem-vindo, Tiago!
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Futebol é que é esporte. O noticiário esportivo quase não deixa espaço para outras modalidades. A situação é difícil para vôlei, basquete, atletismo, natação, tênis… Surfe?
Na década de 70, graças a alguma exceção, eu conheci o surfe pela TV assistindo Esporte Espetacular.
Devia ter uns 6 ou 7 anos. Imagens do Hawaii, Sunset, Pipe, Waimea. Aquilo me fascinou desde o primeiro frame. Era fechar os olhos e mergulhar.
Na década de 80 veio o programa ?Realce?. E quase toda semana eu garantia minha dose de surfe. Como numa sessão em Ipanema, tempo nublado, o Victor Ribas, moleque, arrebentando em ondas de menos de meio metro.

Inesquecível! Tirou tubo e tudo na TV. Na década de 90, outro swell começou a bombar no Brasil. A TV a cabo. Com esta ondulação o surfe saiu da sombra e entrou de vez no tubo da TV.
Eu entrei nesse tubo em 95, apresentando o programa ?Click Musical? nas madrugadas da Globo.
Gravava o programa uma vez por mês e pegava onda durante o resto do tempo, imaginando uma forma de unir o útil ao agradável.
Em 97 o programa acabou e eu resolvi bater nas portas do Sportv. Graças a um misto de experiência e sorte, eu comecei no canal em 97 e neste mesmo ano fizemos a primeira transmissão ao vivo de um campeonato de surfe, a etapa brasileira do WCT na Barra da Tijuca.
O pioneirismo foi total. Ninguém na equipe tinha feito surfe ao vivo, eu nunca tinha ancorado um evento ao vivo e foram quase seis horas de transmissão. Que onda! Um tubaço do começo ao fim. Com alguns erros, é claro, mas muitos acertos. E um show de surfe, cortesia de Kelly Slater e companhia. Tudo ao vivo.
Num evento ao vivo tudo é muito pensado e planejado, mas, assim como no surfe, quando entra a onda é puro improviso, concentração, equilíbrio, informação, sensibilidade, intuição, suporte. O imprevisto é uma constante e, definitivamente, não existe uma onda igual a outra.
Sendo assim, fazer um ao vivo é quase tão bom quanto surfar. Antes, aquela adrenalina; durante, fluidez; no fim, exaustão. Mas também felicidade.
Falando em felicidade, 2005 foi um ano de ondas inesquecíveis. Pela primeira vez tivemos cobertura das principais etapas do WCT, transmissão pela internet do outro lado do mundo, Super Surf, WQS, WCT de Floripa. Muito Bom!
E este ano a temporada promete ser ainda melhor. Começamos bem com Fernando de Noronha (outra transmissão inédita) e Santinho (via internet), semana passada foi o SuperSurf em Garopaba (também via internet).
Se você ainda não pegou esta onda, fique ligado no calendário do Sportv. Pelo jeito, vamos sentir ainda muitas vezes o friozinho na barriga que precede toda transmissão de surfe ao vivo. Agente se vê no tubo da TV.
Boas Ondas!