
Mais uma notícia impactante recai sobre a cabeça de um dos principais surfistas brasileiros que disputam o circuito mundial da ASP (Association of Surfing Professionals).
A entidade que rege o surf profissional no mundo acaba de anunciar a suspensão do catarinense Neco Padaratz, 28, por uso de doping.
Essa é a primeira vez na história que a ASP toma esse tipo de decisão, oficializada neste sábado por Robert Gerard, juiz de regras e disciplina da entidade.

Bicampeão mundial do WQS (2003 e 04) e atual 27º colocado no ranking, Padaratz recebeu a notícia na África do Sul, onde acontece a sexta etapa do WCT.
Neco é um dos quatro brasileiros que permanecem na prova e disputaria a 12ª bateria da terceira fase, contra o australiano Phillip MacDonald.
A decisão da ASP é retroativa e vale de 1 de janeiro de 2005 a 1 de janeiro de 2006.
Além de não poder mais disputar a etapa sul-africana, ele fica fora dos circuitos WCT e WQS até o fim do ano e perde todos os pontos conquistados.
Com isso, terá que começar do zero sua corrida para reconquistar a vaga na elite mundial. O pernambucano Bernardo Pigmeu, primeiro substituto da lista, assume a vaga de Neco e Guilherme Herdy passa a ser o primeiro alternate do WCT.
A decisão de suspender Padaratz foi resultado de um exame anti-doping realizado por autoridades francesas durante a etapa do ano passado em Hossegor, que teria acusado o consumo de esteróides anabolizantes para melhora de desempenho.
Em depoimento ao canal por assinatura Sportv, o brasileiro afirmou que nunca tomou alguma substância com intenção de melhorar o desempenho nas competições. Alegou também que as substâncias eram parte de tratamento para uma contusão nas costas.
“A maior parte dos atletas toma suplementos. Esses suplementos contêm algumas substâncias, mas não tomei com a consciência de melhorar meu desempenho”, disse Paradatz.
Em comunicado oficial, porém, a ASP confirma que as substâncias encontradas realmente têm a função de melhorar o desempenho e que a suspensão é a punição cabível nestes casos.
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