Onda artificial

Não é mar, mas é legal

Pode-se dizer que surfar em piscina não é exatamente surfar. Não há aquela dose de envolvimento e conhecimento do oceano e seu comportamento em cada pico. Não há o inesperado, aquela conjunção de fatores naturais e aleatórios que faz com que uma onda, talvez a sua, seja a melhor do dia.

 

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O surf começou com essa característica de diversão perante sua habilidade em lidar com os humores da natureza e, claro, definir quem seria o “Rei” ao domar a maior onda. Progredimos, desenvolvemos outras maneiras de desenharmos as paredes das ondas. As pranchas progrediram, criando possibilidades cada vez mais verticais, movimentos mais ousados, mais velocidade e controle.

 

O motor dos jet skis nos levou a outros parâmetros. Um trampolim de onde saltamos para ondas maiores, na remada, com experiência e equipamentos desenvolvidos a partir dessa maneira, digamos, não muito natural de entrar numa onda.

 

Voltando às piscinas – Sim, elas não substituirão o prazer e desafio de surfarmos no mar, mas, com certeza, criam condições para desenvolvermos habilidades e equipamentos. As piscinas são um grande trampolim. Um túnel de vento. O surf conseguiu, novamente, criar uma fonte paralela e acessível a mais gente daquilo que buscamos. Diversão e desenvolvimento.

 

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Wave Garden, um oásis em San Sebastian, no País Basco. Foto: Wave Garden.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.