Soul surf

Na fronteira do fim do mundo

O avião sobrevoava o incrível e interminável deserto da Patagônia, na Argentina. Tínhamos saído de Buenos Aires há três horas em direção ao ?fim do mundo?.

 

Meu amigo Marcelo Lacerda, sua mulher Adriana e eu. Dois surfistas em busca de um ângulo inusitado do mar: o do velejador polar. Entretinha-me com a biografia do iogue Yogananda, e seu clima hindu, quente e vaporoso, contrastava fortemente com as imagens frias e agressivamente nítidas da paisagem da Tierra Del Fuego.

 

Quando nos aproximamos do extremo sul do continente, as montanhas que cercam e encurralam a pequena cidade de Ushuaia revelaram trechos cobertos de neve e algumas pequenas lagoas de um verde profundo e brilhante, como um patch-work disperso e caprichoso, bordado por Deus e coadjuvado por pingüins. O vento gelado vindo da Antartida ameaçava derrubar o avião. O mesmo vento rude que encapelava as ondas na grande baía e no canal de Beagle.

 

O piloto traçou uma longa curva, sobrevoando o mar, para se posicionar de frente para a pista enquanto o aparelho vibrava fortemente. Eu só respirei quando assentamos a bunda em solo firme. Íamos a procura de alguns sentimentos e objetivos difusos: pegar uma ?carona espiritual? na fantástica viagem de Roberto Pandiani e Duncan Ross, dar um apoio moral e afetivo aos nossos queridos amigos que deveriam estar precisando de todo e qualquer tipo de calor, incluindo o humano, e tentar entender ?in loco? o que realmente aconteceu.

 

Aquecer o nosso coração sem respostas com algo mais substancioso que o ?Fantástico?, os jogos de futebol e os dias cinzas da cidade igual, feitos de momentos iguais. ?É preciso não conter o impulso?, me disse o diabinho no ombro esquerdo, ?mesmo que ele te leve para o inferno!?.

 

?Pondere, equilibre. É possível e prazeroso viver na paz?, dizia o anjinho no ombro direito. Viríamos a descobrir que ninguém, nem mesmo eles, tinha uma noção exata e real da dimensão do que tinha sido realizado. O canal pontilhado de ilhotas misteriosas se estendia como um túnel azul até o mar aberto. Fiquei me imaginando saindo naquele mar, rumo à Antartida, distante 900 quilômetros, agarrado num catamaran Hobie-Cat 21, sem cabine, vestido com várias camadas de roupas diversas sob a roupa especial de borracha.

 

O meu pai também achava que eu era louco de passar o inverno no Hawaii, dropando aquelas ondas que poderiam me matar. Mas isso foi em 1975, hoje era diferente. O medo vivido e visto quando olhamos para trás, habitando a névoa do passado, é apenas mais uma cena engraçada para contar no bar com os amigos. A imagem logo saiu do foco da minha mente, a esta altura obscurecida pelo novo medo, este bem atual. Um presente. A violenta discrepância entre a terra inóspita e o mar gelado, a mais aguda que eu já havia visto entre todas as minhas mais de 50 viagens pelo mundo, tornava o cenário ainda mais poderoso e épico, transmitindo um temor desconhecido e ainda intocado pela minha percepção.

 

O fim do mundo. Eu não poderia imaginar que fosse tão belo. Por que não ouvir o sussurrar dos ventos, acreditar e viajar com eles? Deixar-se levar por Deus, acreditar nas mãos Dele? Foi o que o Betão e o Duncan fizeram. Também no mar, como eu e meus amigos, algumas vezes. Dentro do coração aquático do planeta. O que nos leva a colocar o limite da pele em risco? Algo pode nos perfurar, congelar, quebrar, transformar. Algo externo pode nos descobrir.

 

Muito preparo, muito apoio, muito planejamento e… muita fé, ou sorte, ou ambas. Tudo magicamente no tempo certo. A ?janela? no tempo para a travessia do Drake (são somente duas por ano), embora prevista por conhecidas estações de meteorologia ao redor do mundo, não podia ser totalmente confiável. Como nada, diga-se de passagem e da passagem.

 

O Drake é conhecido por burlar os equipamentos mais sofisticados. Mas porque os quebra-cabeças vão se encaixando na trama do tempo, eu me pergunto? Formando, quando menos esperamos, um quadro pleno da vida? Que força atrai as peças naquele exato momento para que se abracem e se amem, daí encontrando seu mais profundo significado, e por quê? Roberto Pandiani tem alguns talentos. Um é acreditar, o outro, um dos maiores, é conseguir reunir personagens de qualidade em torno de seus projetos.

 

Não estar sozinho é uma arte, e bem acompanhado uma arte ainda mais sutil. Seja com um co-piloto de extrema confiança e competência, seja um patrocinador apaixonado pela aventura, sejam amigos que aconselham e apóiam, sejam companheiros de viagem que se completam em suas habilidades, traçando com suas personalidades uma rede de segurança impecável que transcende o meticuloso planejamento e confirma o poder das mentes e almas convictas e obcecadas em torno de um sonho.

 

Neste caso o improvável e temerário feito de cruzar o Estreito de Drake, palco de inúmeros dramas da navegação mundial, cemitério de navios e barcos de todos os tamanhos e formas durante a história conhecida. ?Simplesmente não se navega no Drake com um barco assim?, dizia no jantar de recepção e alívio aos nossos heróis, Sophie, a esposa de Oleg e co-pilota do seu lendário veleiro Kontic II, que deu o suporte ao Satellite (o catamaran) de Beto e Duncan.

 

Simplesmente não se surfava Waimea em 1957, quando Greg Noll e sua gang, como se dizia na época, colocaram as pranchas no canal e remaram para fora pela primeira vez. Neste jantar na mística Ushuaia, ouvi a voz e o sotaque de Oleg, o velho marinheiro, que sem se levantar da cadeira, e com uma expressão de alívio no rosto sulcado pelos 30 anos olhando o vento gelado da Antártida, tinha estimado em 30% a chance de sucesso da empreitada.

 

Fazer Oleg sair do seu querido barco não é uma tarefa fácil (nos 45 dias do projeto saiu somente 10 minutos, na Antartida, para uma brevíssima supervisão), fazê-lo falar num jantar desse tipo menos ainda. Mas ele falou, só uma frase, depois que todos já haviam discursado: ?Só fico contente que todos tenham chegado inteiros?. Percebendo a expressão de genuíno alívio do velho lobo do mar, caiu a minha ficha; só daí eu tive, com clareza, o impacto da proporção do perigo que eles realmente correram.

 

Na verdade, só Oleg sabia o tamanho da encrenca, depois de ter presenciado todos os tipos de barbaridades que as caprichosas mudanças climáticas do Drake ocasionaram aos marinheiros incautos e mesmo aos precavidos no decorrer da sua longa experiência nas águas geladas. Será que uma certa dose de insanidade é uma característica comum, intrínseca e necessária a todos os desbravadores? Betão diz que não. Amyr Klink também. Laird Hamilton idem. Cuidadoso planejamento e preparo, dizem. Será tão ?simples??

 

Por que os homens se arriscam em aventuras aparentemente acima da capacidade humana? O que faz alguém dropar Jaws 60 pés? O que impulsiona uma alma humana a escalar o Everest ou buscar o extremo e a superação de suas forças até que a consciência se arrebente e ele possa vivenciar, mesmo que por alguns segundos, a ausência de pensamento, o flutuar no espaço/tempo sem matéria definida ou percepção de si mesmo, da sua persona social? A liberdade, para alguns, está na busca do extrapolar. Um movimento para fora, buscando o interior.

 

Na aterrissagem, rostos duros e formosos de mulheres jovens e de aparência decidida transitavam pelo aeroporto segurando placas com nomes de pessoas e hotéis. Algumas notaram meu ar de felicidade pelo extasiamento da descoberta de um novo lugar, mas desviavam pudicamente os olhos assim que cruzavam com os meus. Ao pisar na calçada, percebi um estranho alívio por sentir frio, depois de quatro meses de 30 graus, em média, no Brasil; como se meu corpo tivesse encontrado um velho amigo, ou pelo menos uma temperatura mais familiar à sua genética, talvez de encarnações passadas vividas em latitudes mais altas.

 

Encontramos Betão e Duncan na cidade. Festa. Mil perguntas. Algumas respostas. Muitas perguntas eles ainda estavam se fazendo. Quem somos nós, afinal, no imenso questionário da vida? No dia seguinte fizemos um trekking com uma certa verticalidade até um pico de 900 metros. No caminho os pensamentos fluíam mais fáceis, empurrados para fora pelo esforço realizado pelas pernas. Eu, Betão e Marcelo chegamos até o pico onde Duncan e Patrícia nos esperavam.

 

##

Ventos frios, solo pedregoso e escorregadio. Senti uma insegurança da mesma raça e modelo da que senti 20 anos atrás, remando sozinho para um pico isolado e distante da praia, na ilha de Huahine, no Tahiti. Você só vai saber se é justificada quando completa o trajeto ou a aventura. O que é instinto de autopreservação e o que é medo irracional? Cortando a desolação, desta montanha, no entanto, rajadas de pureza. Um sonho frio vindo da origem do homem. Rostos selvagens e paisagens em formação transitavam por ali. Pressão e amor. Um violento empurrão da natureza no sentido da evolução. Tudo respira e, ao mesmo tempo, tudo permanece estático. O fim do mundo é apenas o começo.

          

Durante a travessia do estreito, seja pelo cansaço, seja pelo clima de tensão, presenças foram sentidas. De pessoas amigas, de entes queridos, ou talvez dos fantasmas das centenas de marujos vitimados nas correntes geladas.

 

Cair na água, mesmo com as “dry-suits” de borracha especiais é morte certa por hipotermia em duas horas; sem elas, em 3 minutos. A pele necrosa e o cérebro pára, perspectiva nada agradável para quem tem o hábito e gosta de sentir e pensar.

 

Quando confrontados com o perigo às vezes sentimos presenças, como entidades que nos sussurram avisos e pairam à nossa volta na esperança de contato. Alguém que morreu e quer retornar por nosso intermédio ou simplesmente vozes sem origem, vindas do fundo da alma.

 

A mente prega peças ou descortina realidades somente pressentidas nestas condições? Quem é a realidade e quem é a ilusão? Os dois tripulantes, sozinhos no meio da imensidão das ondas de até 5 metros, cruzaram o portal onde não se é mais possível discernir qual a nossa verdadeira natureza ou em qual dos inúmeros mundos possíveis vivemos. Tocaram o limiar, e por ele foram tocados.

 

Na cidade fui dar uma volta de reconhecimento. A sensação de estar num lugar inusitado, para mim, sempre foi para como renascer. Quando botei o pé pela primeira vez na vida no solo árido do Peru, em 1972, é como se estivesse chegando em Marte, e todo o meu passado de ?terráqueo? tivesse sido apagado, deletado; e eu começava algo totalmente novo, descobrindo sentimentos que sempre estiverem dentro de mim, mas que só poderiam vir à tona sob a bênção e auspícios de novos ambientes. Ushuaia, a ?cidade de migrantes num país de imigrantes?.

 

Entrei e sentei dentro de um bar envidraçado de frente para o mar, o ?Punto Final?. Um velho molhe de pedra de mais ou menos 50 metros o ligava a um barco semi-afundado. Todo o seu metal enferrujara e as partes de madeira necrosaram tristemente. Ele emborcava meio de lado, apoiado no precário cais, como que cansado de existir. Algumas gaivotas voavam sobre o casco e eventualmente pousavam sobre o que restou da única chaminé. Cecília veio me servir um chá.

 

Perguntei seu nome. Cecília. Tudo se movia como num filme antigo. Não sei se foi o lugar isolado ou o ?descolamento? do meu eu brasileiro, agora distante, mas reconheci uma forma diferente e ao mesmo tempo familiar de vida naquele momento, algo de minha própria vida. Algo que eu tinha perdido ou algo no qual me reconheci. Uma imagem arrastada por um sopro de vento. E não é assim a existência? Um caos que nos apanha em pleno ar? Algo que reconhecemos sem nunca termos visto? Uma paisagem que discernimos no escuro.

 

No ar, algo. Ou será dentro de mim? Reconheço minha própria criação pairando na frente dos meus olhos ou finjo desconhecer o que sinto? Tenho medo do que sou? Mas o que sou? Toda a humanidade evolui quando um só homem ultrapassa o limite? Apostar a vida no jogo. Vaidade ou ambição? O aprendizado através da superação. Ou da vaidade. Várias formas de procura. É mais uma limitação metafísica que moral. Falamos aqui sobre as que envolvem água. Velejar. Surfar. O planeta Terra, 70% água, tem esta empatia com o nosso corpo físico, também 70% água. Um mesmo corpo, diferentes formas, diferentes procuras.

 

Eram exatamente estas e outras mil perguntas que deviam estar assombrando as cabeças de Betão e Duncan durante as 82 horas que durou a primeira travessia do Drake feita por um barco deste tipo. Miragens e alucinações passavam na frente de seus olhos enquanto eles se alternavam nas funções de manejar o leme ou de se amarrar no mastro para poder tentar dormir uma ou duas horas.

 

Tarefa praticamente impossível. Do nada, uma baleia emergiu a poucos metros da frente do barco. Se tivesse roçado o seu imenso corpanzil no frágil casco do Satellite eu estaria contando esta história em tons mais trágicos. Mas não era uma ameaça, talvez fosse exatamente o contrário; uma guardiã. Porque é nisso que Roberto Pandiani acredita: na confluência fortuita dos fatos, de que tudo sempre acontece para o melhor. E agora, quem é que pode duvidar? Se estou vivo depois de todos os corais e caldos e pancadas, também pressinto que o melhor, a única alternativa possível, é sempre o que acontece. Quem duvida? E o mais interessante é que ?o melhor? não é necessariamente a sobrevivência…

 

9 de março de 2003. Último dia no Ushuaia. Sentei-me só à mesa de um restaurante. Pedi centolla (king-crab), quinta vez em quatro dias. De uma mesa em frente detectei a vibração incômoda e maligna da dor vinda de uma velha senhora. Logo depois a ouvi dizendo ao garçom que não estava bem, pois o seu marido, voltando de um charter à Antartida, estava no hospital por algum problema que eu não captei. Não tinha sido, a princípio, solidário ao seu sofrimento, pelo contrário; mas agora, entendendo a sua abrangência e densidade, caíram as minhas defesas e, com elas, a minha aversão.

 

Temos raiva da dor que não compreendemos. Compreendi, a raiva passou. Paguei os 30 pesos, gorjeta incluída, levantei e fui para perto do mar. Eram 19:15 horas. Fim de tarde no porto. O canal Beagle à minha frente parecia querer contar histórias secretas. Desacostumado à ausência de vento, se ?quedava? surpreso, estático e majestoso. Prestei atenção. O arco-íris mais sólido que eu já havia presenciado iluminava as montanhas e cada canto da minha consciência, limpando as pequenas sujeiras e manias de um ego insistente.

 

Senti a antiga e prazerosa solidão dos tempos de juventude e viagens ao redor do mundo. Pensei em me instalar aqui por pelo menos mais duas semanas, ou dois meses ( ! ), e escrever sobre estas ruas e pessoas, sobre os raros encontros que temos com as nossas almas e como elas, maduras e plenas, não se ressentem disso e nos acolhem, como se jamais tivéssemos partido à procura de belas e enganosas superficialidades. O vento recomeçou e quase me levantou do chão apesar de estar estranhamente quente.

 

?Él dia más caliente del año, señor?, como me disse a simpática senhora que se mudou para cá há cinco anos, de Buenos Aires, à procura de melhores oportunidades. O sorriso sulcado pelo tempo emanava um prazer tímido, um azul frágil dentro da força vermelha e lilás do pôr-do-sol. Disse que se lembrava de quando aqueles rapazes saíram naquele incrível barquinho pelo canal.

 

Lembrou-se que tinha pensado: ?Eles vão morrer?. Lembrei-me de que já havia ouvido esta frase antes. Fui até o cais e passei pelos barcos e navios de ferro e fé. Um pequeno veleiro, ?Spirit of Canadá?, saía com três tripulantes em pé ocupando praticamente todo o convés.

 

Dois homens e uma mulher. Senti a apreensão que me dá quando o ínfimo é cercado pelo gigantesco. Um dos homens, o de barba, me acenou. Acenei de volta tentando esconder o mau-agouro que um gesto inseguro ou temeroso na saída de um barco pode causar. Ele pareceu perceber, mesmo de longe, mas ficou imóvel, como se uma inexplicável segurança interior impedisse que pudesse se abalar com o meu medo. Todo o mar flutuava e eu também. A noite enviava algumas sombras como batedores avançados antes do seu domínio completo. Lembrei de respirar. Meu pulmão doeu com o esforço repentino, e foi aí que a noite caiu.

 

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    O Banco do Brasil São Sebastião Pro entrou em sua reta decisiva na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A Rodada dos 32 foi concluída no masculino e no feminino, definindo os confrontos das oitavas de final da etapa do Challenger Series. A competição segue até sábado (3). Entre as mulheres, Sophia Medina é a única brasileira que continua na disputa. Local de Maresias, ela avançou diante da torcida ao lado da australiana Sally Fitzgibbons, depois de liderar boa parte da bateria e ser superada nos dois minutos finais. Sophia também levou a melhor sobre a peruana Daniella Rosas, adversária que já havia enfrentado sete vezes no Qualifying Series, incluindo duas finais. Com a classificação, a brasileira subiu provisoriamente oito posições no ranking do Challenger Series. Laura Raupp, a outra brasileira que havia chegado à Rodada dos 32, foi eliminada. “Estou muito orgulhosa de ter o mundo vendo aqui o nosso quintal, meu mundo. Eu sempre posto dizendo que todo mundo deveria conhecer Maresias, e hoje todos estão aqui. É muito especial estar aqui surfando com minha família e amigos”, explica Sophia. Nas oitavas, Sophia enfrenta a japonesa Kana Nakashio, destaque do dia entre as mulheres. Nakashio venceu uma bateria de alto nível com 14,40 pontos, maior somatório feminino da competição até agora. A canadense Sanoa Dempfle-Olin avançou junto e marcou 7,83, maior nota feminina do dia. Sierra Kerr segue firme na liderança Líder do ranking feminino do Challenger Series, Sierra Kerr também garantiu lugar nas oitavas. A australiana de 18 anos venceu sua bateria com uma nota 5,77 na reta final, superando Bella Kenworthy e a atual campeã mundial júnior Isla Huppatz. Kerr chegou a Maresias embalada pela vitória no US Open of Surfing, em agosto, resultado que a levou à liderança do ranking. Com seis vagas femininas disponíveis para o Championship Tour de 2027 ao fim da temporada, a australiana segue fortalecendo sua campanha pelo acesso. Ryan Kainalo continua na briga No masculino, Ryan Kainalo segue vivo em Maresias e mantém a campanha por uma vaga no Championship Tour. O brasileiro chegou à etapa entre os cinco primeiros do Challenger Series e vem avançando desde a rodada inicial. Kainalo começou o evento com vitória na primeira fase e permaneceu dentro da zona de classificação para o CT. Na retomada da competição, depois de dois dias sem disputas por causa das condições do mar, voltou a avançar e chegou à Rodada dos 32. “É muito bom poder competir em casa, perto da minha família e com o apoio dos meus patrocinadores. Conheço bem essa praia e já competi aqui muitas vezes quando era mais novo, em diferentes condições. Isso me dá confiança para ler as ondas e encontrar as melhores oportunidades dentro da bateria. Estou feliz e confiante para mostrar meu surfe aqui”, diz Kainalo. Destaques em Maresias O havaiano Jackson Bunch foi um dos grandes nomes dos primeiros dias. Na terça-feira, arrancou 8,83 dos juízes, primeira nota na faixa do excelente da competição até aquele momento, e assumiu provisoriamente a liderança do ranking do Challenger Series. Bunch completou a bateria com 6,17 e avançou com vitória. Nesta quarta-feira, o australiano Joel Vaughan assumiu o protagonismo no masculino. Ele marcou 8,33 na melhor onda do dia e terminou com o maior somatório da competição até agora. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece nesta quinta-feira (1), às 7h30, com possibilidade de início das baterias às 8h05, na Praia de Maresias. A etapa segue até sábado (3) e vale pontos importantes na corrida pelo Championship Tour de 2027. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados no masculino e as seis primeiras no feminino garantem vaga na elite. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final feminina 1 – Sierra Kerr (AUS) x Kiara Goold (PYF)2 – Anat Lelior (ISR) x Amuro Tsuzuki (JAP)3 – Charli Hately (AUS) x Anon Matsuoka (JAP)4 – Eweleiula Wong (HAV) x Sol Aguirre (PER)5 – Francisca Veselko (POR) x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS)6 – Teresa Bonvalot (POR) x India Robinson (AUS)7 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Sanoa Dempfle-Olin (CAN)8 – Kana Nakashio (JAP) x Sophia Medina (BRA) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA)

    Próxima chamada nesta quinta-feira (1) às 7h30 (Brasília). CS em Maresias (SP) entra na reta decisiva com brasileiros na briga por pontos importantes na corrida pelo CT.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.

    A Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), recebe entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro o Banco do Brasil São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series 2026/27 da World Surf League (WSL). Esta será a primeira vez que o estado de São Paulo recebe uma etapa da divisão de acesso ao Championship Tour. O evento terá 80 homens e 48 mulheres de diferentes países em um momento importante da corrida pelas vagas na elite. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem classificação para o Championship Tour de 2027. A passagem do circuito por Maresias também coloca o Challenger Series em uma região diretamente ligada à história do surfe brasileiro. São Sebastião revelou diferentes gerações de surfistas e terá agora atletas de vários países disputando pontos para chegar à elite mundial. Corrida pelo CT esquenta em Maresias Com as primeiras etapas da temporada concluídas, o Banco do Brasil São Sebastião Pro chega em um momento importante na disputa pelas vagas no Championship Tour. Weslley Dantas lidera o ranking masculino do Challenger Series com 15.700 pontos. O brasileiro começou a campanha com o vice-campeonato no Ballito Pro e reforçou a liderança ao vencer o QS 6.000 Internacional de Matosinhos, em Portugal. Jackson Bunch, do Havaí, subiu três posições e aparece em segundo, com 15.405 pontos, depois da vitória no QS 6.000 Internacional de Saquarema. Jake Marshall, dos Estados Unidos, ocupa a terceira colocação, com 14.745, seguido pelo compatriota Cole Houshmand, quarto colocado, com 13.320. O Brasil tem outros três surfistas dentro do Top 10. Ryan Kainalo é o quinto, com 10.995 pontos, Ian Gouveia aparece em sexto, com 10.105, e Deivid Silva ocupa a oitava posição, com 9.025. Mateus Herdy está logo abaixo da linha de classificação, na 11ª colocação, com 8.065 pontos, mesma pontuação do décimo colocado Taj Lindblad, dos Estados Unidos. Gabriel Klaussner aparece em 13º, com 7.755. Assim, cinco brasileiros estão entre os 13 primeiros antes da etapa de Maresias. O novo formato dos eventos internacionais QS 6.000 também passou a fazer parte da estratégia na corrida pela classificação. Os atletas podem contabilizar um resultado de QS 6.000 Internacional na pontuação total do Challenger Series. Dantas e Kainalo já aproveitaram essa possibilidade com vitórias nos eventos de Portugal e Espanha, respectivamente. No feminino, a australiana Sierra Kerr lidera com 20.745 pontos. Teresa Bonvalot, de Portugal, é a segunda, com 13.590, seguida pela norte-americana Eden Walla, com 13.150. Francisca Veselko, de Portugal, aparece em quarto, com 12.545, enquanto Ariane Ochoa, da Espanha, ocupa a quinta posição, com 11.465. A australiana Ellie Harrison fecha atualmente o Top 6, com 11.020 pontos. Laura Raupp é a brasileira mais bem colocada. Ela ocupa a 14ª posição, com 6.985 pontos, e terá em Maresias a oportunidade de diminuir a distância para a zona de classificação. Com pontos importantes em jogo, os resultados da etapa paulista podem mexer diretamente na corrida pelas vagas no Championship Tour de 2027. Challenger estreia em São Paulo O Banco do Brasil São Sebastião Pro marca a primeira passagem do Challenger Series pelo estado de São Paulo. A etapa será disputada em Maresias, no litoral norte paulista, região com forte ligação com a história do surfe profissional brasileiro. São Sebastião revelou gerações de surfistas que ajudaram o Brasil a se tornar uma das principais potências da modalidade. A chegada do Challenger Series aproxima esse legado de uma nova geração de atletas que busca construir o próprio caminho até o Championship Tour. Música e atividades fora d’água A programação do Banco do Brasil São Sebastião Pro também terá música, bem-estar e atividades fora da competição. No dia 26 de setembro, abertura da janela, o WSL Sunset Reggae Edition terá shows de Maneva, Planta & Raiz e Gabriel Elias na Praia de Maresias. O primeiro fim de semana também recebe o WSL Wellness, com atividades gratuitas nos dias 26 e 27 de setembro voltadas a movimento, preparação física e recuperação. A programação inclui yoga com Sue Moura, Functional Surf Training com Allan Menache, preparador físico dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, e treinamento funcional com Ricardo Lapa, com participação da repórter e influenciadora da WSL Rachel Apollonio. Para participar das aulas programadas, é necessário fazer inscrição antecipada. Entre 28 de setembro e 3 de outubro, as ações de bem-estar e lifestyle continuam. Estudantes da rede pública de ensino de São Sebastião também participarão de clínicas esportivas gratuitas de surfe, skate, altinha e vela. Transmissão ao vivo O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece de 26 de setembro a 3 de outubro de 2026, na Praia de Maresias. Assim que a competição for oficialmente iniciada, as baterias terão transmissão ao vivo pelo site e pelo aplicativo gratuito da WSL. O evento tem patrocínio de Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY, além de parcerias de mídia com Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.

    Válido como etapa do WSL Challenger Series, o Banco do Brasil São Sebastião Pro reúne 80 homens e 48 mulheres na Praia de Maresias, de 26 de setembro a 3 de outubro, na corrida por vagas no CT 2027.

    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.