
A ISA (International Surfing Association) dividiu o tradicional campeonato mundial amador por equipes em dois. Agora, nos anos ímpares teremos o evento só para os juniores, incluindo aí os mirins (até 16 anos) e as meninas (até 18 anos).
Com esta mudança, nossa equipe terá pelo menos uma competição internacional por ano, pois nos anos pares o mundial para as outras categorias abertas continua para todos os amadores e profissionais.
Já está marcada para agosto de 2003, na África do Sul, mais precisamente no North Pier de Durban, a primeira edição do mundial para a molecada. Teremos ainda este ano, agora em março, o Campeonato Panamericano de Surf, em Salinas, no Equador, prometendo um ano cheio de competições e objetivos para nossos surfistas.
O Circuito Brasileiro Amador, que começa em abril, sempre foi impulsionado pela possibilidade de se formar as equipes que representam nosso país nas competições internacionais. Este objetivo estimula a molecada ao treino, e o confronto com os melhores do país é um excelente intercâmbio e um desafio que resulta na melhora técnica e de performance de uma maneira geral.
Nesta fase da vida as melhoras são diárias e é comum ver os moleques progredirem bateria a bateria. Tenho certeza que o nível do nosso circuito é altíssimo, pois já na primeira fase acontecem grandes disputas entre os campeões de cada Estado. Eu fico chocado com o surfe de gente grande da garotada nas categorias Mirim e Iniciante.

Todos os Estados brasileiros têm pelo menos um surfista de ponta, podendo a qualquer momento ganhar uma etapa. Ao final de cada ano poderíamos formar uma ou duas equipes sem perder qualidade.
A maioria dos surfistas hoje no WCT fez o caminho das equipes nacionais. Essa experiência é super importante na formação de um surfista profissional, como também na fixação do ídolo perante o público e a mídia.
Fazer parte da equipe promove o nome do surfista, nacionalmente e internacionalmente, abrindo novas oportunidades de patrocínio. Para a CBS (Confederação Brasileira de Surfe), quanto mais competições, mais seus produtos se tornam atraentes, e mais retorno pode se oferecido para quem investir.
Como as novas gerações se planejam de acordo com os próximos mundiais, este novo formato trará uma nova configuração para a carreira da garotada, proporcionando maior maturidade aos mirins e juniores ao representar o país no exterior, o que certamente trará bons frutos para o surfe nacional.