Mudança de comportamento – Parte I

O modo de vida adotado pela humanidade, ao longo da história, tem causado sérios efeitos sobre o meio ambiente, tanto em escala local como em escala global. Entre estes efeitos podemos citar alguns:

1o) A diminuição crescente no número de espécies vivas e um aumento crescente no número de espécies em vias de extinção, em risco e já extintas.
2o) A contaminação dos recursos hídricos, escassez de água potável e aumento de doenças de veiculação hídrica.
3o) A destruição crescente dos recursos naturais, em certos casos além do ponto onde é possível reverter a situação (poluição, desflorestamento, ocupação errônea do solo, sobre pesca, caça indiscriminada etc).
4o) A desertificação e a diminuição na quantidade de solos férteis para a agricultura.
5o) Aquecimento global, desequilíbrios climáticos e aumento do nível do mar em escala global.
6o) Destruição da camada de ozônio.
7o) Poluição do ar e aumento de doenças das vias respiratórias, em especial nas grandes cidades.
8o) Erosão das praias.

As conseqüências disso tudo são as mais desastrosas possíveis. Ruína da economia mundial, epidemias, doenças etc… E os mais pessimistas afirmam que a própria espécie humana pode acabar extinta como parte deste processo de desequilíbrio.

A situação é gravíssima. Desde a década de 60 os cientistas alertam o mundo do que poderá acontecer se a humanidade mantiver essa forma destruidora de vida. Entretanto, a situação pouco mudou nos últimos anos. Ainda se destrói demais, se polui demais, se desmata demais etc.

E por que o ser humano continua destruindo o planeta? Por várias razões, como ignorância, ganância, egoísmo entre outras. Mas, talvez a principal e mais difícil de ser combatida é o modelo de desenvolvimento inadequado. Nosso modelo é baseado na exploração predatória e imediatista. O homem deliberadamente destrói os recursos até exaurí-los por completo. Então, procura outro lugar e repete a mesma tática destrutiva. Não há a menor preocupação em manter os recursos naturais, para assim poder explorá-los de modo sustentável e, por isso mesmo, por um tempo indeterminado, talvez até infinito.

Se nada mudar, talvez não sobre muito para nossos filhos e netos. E como mudar a situação? Não é fácil, mas você pode começar fazendo um exame de consciência. Será que seus atos estão ajudando a destruir o planeta ou a salvá-lo?

Na próxima semana discutiremos novamente este tema com a segunda parte deste artigo.

Aloha!

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