O que poderia ser uma terapia, um momento de descanso da desgastante rotina de médica de UTI, se tornou um esporte de alto-rendimento. A médica vicentina Monica Pasco é hoje uma das melhores atletas do País no Stand Up Paddle, o SUP. A força e técnica nas remadas em cima da prancha foram confirmadas no último domingo, com a conquista do vice-campeonato brasileiro de maratona, após remar 30 km no Pantanal, Mato Grosso do Sul, em meio a jacarés e calor de 40 graus.
Neste sábado (30), ela é favorita para novos títulos na final do 1º Campeonato Stand Up Paddle Tri FM, na Praia do Gonzaguinha, em São Vicente. Na etapa inicial, dia 2, no mesmo local, a atleta venceu a categoria open feminina e depois o revezamento misto, ao lado de André Paiva, o Dé.
A disputa terá 3 km, 10% da distância da prova no Pantanal, mas nem por isso, será mais fácil. “Ainda estou me recuperando. Será duro, por ser de explosão”, avalia a competidora, afirmando ter gostado de seu desempenho na etapa inicial do Campeonato Tri FM. “Principalmente por ter sido a primeira vitória depois de um longo período fora das competições, devido a gravidez (tem uma filha de um ano, chamada Vitória) e uma séria lesão no braço. Com certeza, teve um sabor especial”, conta.
Mesmo cansada da prova do último domingo, Monica quer repetir a boa atuação por dois motivos. “Estou competindo em frente de casa e para faturar a super premiação”, diz a atleta, referindo-se às pranchas de SUP, oferecidas pela Raglan Surf Shop aos campeões da open.
Aos 36 anos de idade, Monica começou no SUP em 2009, incentivada pela amiga Milena Amaral, outro destaque no sábado e a líder da categoria master. “Praticava natação e corrida. O SUP é um esporte que trabalha o corpo e a mente, colocando as pessoas em contato com a natureza”, afirma. “Esse novo circuito da Tri FM tem tudo para se tornar tradicional do calendário do SUP e da Cidade”, comenta.
Seu parceiro no revezamento é outro grande nome do evento. Assim como ela, também faturou a sua categoria, a master masculina, com direito ao melhor tempo entre todos os participantes do evento. “Por ser uma prova curta, é bem difícil, porque exige explosão o tempo todo. Não pode errar e qualquer imprevisto pode estragar o desempenho”, ressalta o advogado de 42 anos, que pratica do SUP há três.
Junto aos dois, o evento conta com vários destaques, como o casal Milena Amaral e Rogério Mendes, de São Vicente, que subiram aos pódios em suas disputas; Naomi Costa, também da Cidade, a revelação feminina; Arthur Santacreu, de São Paulo, vitorioso na open masculina; Michel Jonas, de Guarujá, o segundo colocado na open; e Everdan Riesco, de Bertioga, concorrente direto de Dé.
“Temos atletas de alto nível e muitos iniciantes. Um pessoal que veio para se divertir, começar a competir. Esse é o grande objetivo do evento, o incentivo e crescimento da modalidade”, afirma o diretor técnico do 1º Campeonato Stand Up Paddle Tri FM, Marcos Bukão.
Além das duas pranchas de SUP para os campeões da open masculina e feminina, a Raglan Surf Shop oferece outro equipamento que será sorteado entre todos os participantes da disputa. Os primeiros colocados na soma das duas etapas de cada categoria ganharão troféus. Todos que completarem as provas recebem medalhas, sendo que os três primeiros colocados levam medalhas especiais. Também há kits dos apoiadores aos seis melhores de cada categoria.
10 HORAS – A 2ª e decisiva etapa do 1º Campeonato Stand Up Paddle terá a primeira largada às 10 horas, com a master masculina. A master feminina começa às 10h50. Os atletas da open e da junior masculina competem às 11 horas, enquanto que a open feminina, às 11h05.
Nessas provas, os atletas completarão duas voltas, totalizando três quilômetros. O revezamento misto encerra as disputas, com largada ao meio-dia, e apresenta outra inovação, com percurso menor, com 2,2 km (1,1 km para cada atleta). Mais informações sobe o 1º Campeonato Stand Up Paddle Tri FM no site www.triesportes.com.br.



