A revelação veio poucos dias antes do início da etapa do WQS que será realizada em São Francisco do Sul, Santa Catarina.
O ministro dos esportes Orlando Silva admitiu, em coletiva de imprensa, durante a inauguração de um complexo aquático na cidade de Palhoça (SC), que investir mais no surfe é um desafio de sua gestão e também do governo federal.
?Tem razão. Talvez nós devêssemos dar mais atenção ao surfe como acontece em relação a muitas modalidades. Infelizmente os recursos são limitados e as necessidades são ilimitadas?, reconheceu o ministro.
O curioso é perceber que no Brasil quase todos os campeonatos, e inclusive os internacionais (WQS e WCT), são viabilizados através da ajuda do governo, mas das esferas estaduais e municipais.
O WQS de São Chico, por exemplo, conta com o apoio do Governo do Estado de Santa Catarina e da Prefeitura da cidade, além é claro, do patrocinador oficial do evento que dá nome à etapa e pertence a iniciativa privada.
O mesmo acontece com o WCT Brasil, realizado no município de Imbituba e nos muitos circuitos regionais, estaduais e nacional.
Importante, por isso, é destacar que o responsável por alterar esse quadro de falta de investimento, ou talvez, reconhecimento do surfe pelo governo federal está atento a essa deficiência.
?Eu estive mais de uma vez conversando com Teco Padaratz sobre surfe, chegamos a fazer um trabalho junto ao comitê de patrocínio de empresas estatais, que reúne todas as empresas estatais, para financiar um projeto que o Teco tinha proposto para nós, mas não conseguimos ter êxito ainda?, lamenta Orlando Silva.
?Mas nós não desistimos, não… Vamos insistir… No caso de uma empresa estatal ligada diretamente ao mar (aparentemente se referindo à Petrobras) isso poderia, inclusive, servir como interesse de marketing deles?, completa Silva.
Constatar que o ministro dos esportes reconhece a falta de investimentos no surfe, e mais do que isso, a dificuldade que ele mesmo encontra para angariar recursos para este esporte é, como se costuma dizer, meio caminho andando.
Agora resta saber se a retórica se transformará em prática, pois como é de costume dos políticos, o ministro terminou sua resposta fazendo uma promessa: ?O Brasil tem grandes nomes nesse esporte e talvez nós pudéssemos ajudar mais. Esse é um desafio a ser superado pela gente?, concluiu Orlando Silva.