América Central

Minha vida agora é cool

Alexandre Andreatta pega uma boa da série em Pavones, Costa Rica. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

Minha vida agora é cool…
(meu passado é que foi trash!!!)

Venha provar meu brunch
Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferry boat

 

Clique aqui para ver o vídeo

 

Clique aqui para ver as fotos

Passaporte Aeroporto de Guarulhos, São Paulo, às 2:30 da manhã do sábado, 24 de março de 2007. Pego todas as passagens e passaportes da galera para centralizar o check-in na complicada e demorada Copa Airlines.

 

Cinturones de seguridad, Rivas, Nicarágua. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

De repente, folheando os passaportes, chamo o Carlinhos e digo: ?Como você tá `bonitinha´ aqui na foto, hein??. O cara tinha levado o passaporte da esposa em vez do dele: totalmente animal!!!

 

Ligações para casa, um táxi providenciado na madrugada para trazer o passaporte, duas pessoas monitorando o balcão do check-in para não deixar fechar enquanto não chegasse o passaporte do Charles.

 

Depois da décima segunda ligação para o motorista do táxi (e ele dizendo mais uma vez que já estava ?pertinho?) chega o Chico, que nem conhecia o Carlinhos direito e larga na lata o seu primeiro comentário: ?Pô, Carlinhos, esse motorista já deve estar pensando que além de burro você é chato pra caramba, hein??…

 

Monumental! A viagem começa muito bem, com esse comentário do Chico e com o Carlinhos conseguindo o cartão de embarque já com os caras desmontando todo o balcão do check-in, tirando placas, fechando tudo… somos os últimos a entrar no avião.

Cinturones de seguridad Sábado, 24/03, cerca de duas da tarde, menos de dois quilômetros depois de sair do aeroporto de Manágua com nossa van Toyota Hiace alugada. Advinha se a polícia não parou a gente?

 

Será que tinha algum cinto de segurança que não estava colocado? Sim, justamente o meu. Entre muitos sorrisos, gentilezas e ameaças sutis, os caras levam algumas doletas e seguimos viagem. Alguns quilômetros depois começamos a cruzar com o tráfego local: a maioria dos veículos na estrada são velhos ônibus escolares americanos todos pintados ?estramboticamente? (com certeza deve haver algum concurso nacional disputadíssimo de pintura mais original de ônibus!).

 

Legal (ou melhor, muito cool…). Mais legal ainda é ver em alguns deles os passageiros viajando na capota, levando porcos e galinhas… Segundo comentário do Chico: ?É lógico que o cinto de segurança só se aplica a quem viaja ?dentro? do carro. Quem viaja ?fora? do carro está liberado …?. Perfeitamente, Chinês!!!

Mansão Buscapé No mesmo dia das cenas anteriores, depois de rodar uns 150 quilômetros em direção ao Sul da Nicarágua (essa região é muito seca – ao contrário da Costa Rica e Panamá, que têm muitos rios e florestas ? e também muito pobre e muito suja, com o lixo espalhado por todos os lados), e já imaginando que iríamos passar uma semana de roubada, finalmente chegamos ao Rancho Santana, onde havíamos reservado uma casa: Uauuu!!!

 

Cacete! O lugar é um tipo de um ?enclave? gringo, os caras compraram uma área enorme que cobre quatro praias, cercaram tudo, organizaram, botaram segurança, limparam, fizeram hotel, restaurante, mercado, e construíram altas casas ali nas encostas. Cinematográficas. Comentário do Dr. Carlos ?Wild Kildare?, renomadíssimo aventureiro internacional, o verdadeiro inspirador do personagem Indiana Jones, ao entrarmos na ?nossa? casa: ?Cara, depois de tudo que eu já passei, nunca imaginei que eu iria morar um dia na Mansão Buscapé !?.

 

Para completar aquela noite tinha estrela saindo pelo ladrão, as quais admirávamos de nosso deck com vista ao mar, à beira da piscina, tomando umas cervas, ouvindo um puta som do estéreo da casa… Irreal. Surreal… ou melhor ainda, totalmente cool…!

 

Eu tenho savoir-faire
Meu temperamento é light
Minha casa é high-tech
Toda hora rola um insight
Já fui fã do Jethro Tull
Hoje me amarro no Slash
Minha vida agora é cool
Meu passado é que foi trash…

 

##

 

Mansão Buscapé, Rancho Santana, Nicarágua. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

Só prego! Dia seguinte, logo cedo pé na estrada, Popoyo, cerca de meia hora de carro dali do Rancho (Popoyo é bem ao lado do Rancho Santana mas para ir de carro tem que dar uma baita volta…). Sem muito swell, tinha umas ondinhas de meio a 1 metro com um terral forte e constante, abrindo pros dois lados, e, o detalhe ?cool?, só nós na água!

 

Quando a maré subiu o mar começou a melhorar e entraram várias séries bem boas, com ondas bem gostosas de surfar e relativamente fáceis para quem estava ainda chegando e se acostumando com o lugar.  Wagão (Doble U) e Glaucon (Shane Dorian Cover) foram tentar a sorte no ?Outside Popoyo?, outro reef mais para a esquerda da praia e mais para fora (daí o nome ?outside?) e que dizem os locais que segura ondulações de até 20 pés, mas o swell estava pequeno e as ondas ali, apesar do dropão irado, engordavam demais logo depois.

 

Wagão Martinez: pode cair porque aí só tem prego! Foto: F. Massei / R. Boaventura.

À tarde resolvemos dar uma caída na praia do hotel do Rancho Santana, um beach break rápido pra caramba, com algumas séries abrindo umas direitas e esquerdas boas mas a maioria fechando geral. Este pico tem um crowdezinho razoável de gringos que gostam daquela onda ali.

 

Quando chegamos e vimos aquele crowd, o Wagão soltou na lata: ?Pode cair, não precisa se preocupar não porque aí só tem prego!?. Foi ele acabar de falar e um gringuinho pegou um tubaço numa esquerda, mal saiu do tubo e já mandou um 360 na parede, para terminar com um puta floater na seção final da onda.

 

Ao ver aquilo, o Chico imediatamente vira para o Wagão e manda o seu terceiro comentário: ?Ainda bem que você entende muito de surf, hein, Doble??????…

Pantalones Surfamos ainda mais dois dias em Popoyo praticamente sozinhos ou com muito pouca gente na água. Ondas de meio a 1,5, conforme a variação da maré (que é grande), com vento terral direto (às vezes chegava até a incomodar) e sempre abrindo pros dois lados. Maravilha!

 

Incidentes apenas com o Glaucão, que começava a desenvolver ali seu método ?japonês? de dropar para a esquerda e dar a virada ao contrário, voltando com toda a força para a direita. Aí, o coitado que tinha dropado para a direita via-se de repente, vindo do nada, frente à frente com o bico amarelo da sua ?Titanic?. Catzo!!! Mas, graças a Deus, não tivemos nenhuma vítima fatal desta técnica inovadora de despiste…

 

Um dia, depois do surf, estávamos nos trocando e guardando as pranchas no carro para encarar brevemente e bravamente uns ?pargos a la plancha? ali no restaurante da tiazinha de frente ao pico (muito fácil de reconhecê-la: é a tiazinha gorducha que anda de moto com capacete de peão de obra!) quando do terreno ao lado começamos a ouvir uns gritos de um sujeito.

 

O começo do que ele dizia era incompreensível mas sempre terminava com ?Pantalones!?. Pensamos que o cara queria vender calças ou bermudas e chegamos a gritar de volta ?no, gracias!?.

 

Depois de um tempo vem o filho dele falar com a gente que o pai estava pedindo para a gente vestir as bermudas por cima das sungas, porque ali na Nicarágua ficar só de sunga é imoral e ofensivo.

 

Quarto comentário do Chico: ?Que sorte a nossa que o filho do cara tava em casa. Depois de tudo que ele gritou e depois desses `no, gracias´ que vocês responderam, acho que ele entrou na casa para buscar um trabucão e mandar bala nos imorais! Sorte que o moleque tava por ali…?. Isso já é sabedoria divina, Chicão…

 

Segredo desvendado Tinha uns gringos com uma Toyota Prado hospedados numa casa bem perto da nossa. Várias vezes cruzávamos com eles, chegando ou saindo com pranchas no rack, mas nunca tínhamos cruzado com eles em nenhum dos picos da região. A pergunta geral do grupo era: ?Onde esses caras tão indo surfar??.

 

Puta curiosidade. Já tinha matado até o gato! Tanta que já estava gerando até alguns planos mirabolantes de tocaias e perseguições… Até que um dia à tarde o Chico, Glaucon e Carlinhos foram até a cidade de Rivas para encher o tanque da van e comprar alguns remédios (eu e o Boss caídos de gripe por causa do terral frio).

 

Na volta, resolveram tentar chegar à quarta praia, aquela que já vínhamos suspeitando que poderia ser o destino secreto de nossos vizinhos. No fim da tarde pararam no topo de um morro de onde se avistava essa praia e, já quase escuro, disseram ter visto umas linhas de espumas bem no meio dela.

 

No dia seguinte de manhã, saímos direto para essa praia. No meio do caminho, num trecho de mata, cruzamos com um grupo de macacos. O Wagão, superentendido em macacos (veja mais à frente o texto ?Night in the Jungle?!!!), já foi logo dizendo que o líder estava com a pata machucada. Foi acabar de falar e o macacão saiu a milhão pelas árvores. Chico no ato: ?Sabe tudo de macaco, hein, Doble???.

 

Chegamos à essa praia linda e lá estava a Prado dos gringos!!! Segredo desvendado. No meio da praia tem uma bancada de pedras que deve ter entre 30 a 60 metros de largura onde entram ondas “muito” boas. Se em toda a região estava quebrando de 1 metro pra menos, ali estava o famoso ?metrão?.

 

Esquerdas e direitas, a escolher. Na água, só os gringos da Prado, um gringo gordão que só gostava de ficar mais no inside das esquerdas e que estava hospedado num outro condomínio de gringos ali nessa praia, e um gringo velhão da Virgínia, que o Chico logo começou a chamar de ?Leôncio? (aquele personagem do desenho do Pica-Pau), que também surfava de longboard, de muito bom astral.

 

Esse cara estava construindo uma casa quase de frente ao pico (vai ser o verdadeiro ?dono do pico?) e dizia que o que a Nicarágua tinha de bom eram só as ondas e a marijuana. Veja você os tipos que a gente cruza por aí…

 

O que viemos a descobrir na água é que, além daquele pico ser espetacular, os gringos da Prado (estes sim!) eram uns baitas duns pregos, não surfavam nada. Então, juntos com o gringão doidão, Mr. Leôncio, tomamos conta do pico só na técnica, na maior boa educação!

 

Comentário extra do Boss: “Imaginem então como os caras eram ruins!”. Depois daquele dia não fomos mais pra nenhum outro lugar: todos os dias restantes na Nicarágua surfamos muito boas ondas nesse pico.

 

Teve um fim de tarde especial, com um pôr do sol fantástico no Pacífico, os pelicanos dando aqueles rasantes fenomenais nas ondas (tive até que desviar de um numa esquerda, puta susto!), só nós na água e séries de 1 metrão (aquela famosa medida brasileira!) bombando… Todo mundo feliz!!! A vida é bela!!! Deus é grande!!! Tudo ótimo e perfeito! Maravilha, Albertoooooooooo!!!!

 

Fica ligada no link
Que eu vou confessar my love
Depois do décimo drink
Só um bom e velho engov
Eu tirei o meu green card
E fui para Miami Beach
Posso não ser pop star
Mas já sou um nouveau riche

 

Clique aqui para ver o vídeo

 

Clique aqui para ver as fotos

 

##

Chicão Massei passeia em Pavones, Costa Rica. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

Boca Barranca Nossa primeira parada na Costa Rica. O lugar não é bonito, a água é marrom por causa do rio (dizem que a água do rio é superpoluída, mas eu pessoalmente não senti assim não), e o único lugar decente pra ficar é a Pousada do Diego e da Catita (ou no resort para gringos Fiesta, muito (muito!) mais caro).

 

Mas que puta onda que é essa!!! Apesar de estar pequeno, meio metro, você anda muito na onda e ela é gostosa, vai abrindo, tem umas seções mais rápidas, outras pra você se acertar, uma delícia! E ainda tem o muito bom astral do Diego, da Catita, do Léozinho (filho deles) e do Leon, o melhor local.

 

Só dá para ficar com muita inveja daqueles relatos de Boca Barranca 1,5 metros, 2 metros… Deve ser muito alucinante! Comentário do Chico: ?Eu peguei assim no ano passado…?. Sei, Chico, acredito…

 

Laura Pecoraro enfeita Pavones fora da água e arrepia dentro. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

Por falar em Chico, o cara quase não fala porra nenhuma de espanhol, mas tem uma capacidade de pronunciar ?lombôrr? (longboard) e ?pecsi lai? (pepsi light) como o mais local dos locais. Então, nos dias de muito crowd, bastava ele sentar perto da gangue dos locais e soltar um ?Qué buenas olas para lombôrr!?, seguida por um ?Qué gana de una pecsi lai?, que seria naturalmente tomado por um costarriquenho de nascença!

Night in the jungle!! ?En route? para nosso destino principal, Pavones (o Wagão já estava começando a ter tremedeiras devido à síndrome de abstinência ? esta era a oitava ou nona vez que estava vindo para cá ? até a mulher da aduana no aeroporto perguntou porque ele vinha tanto para a Costa Rica…), paramos para dormir no Hotel Rio Mar, em Dominical, um hotel de holandeses de frente para o rio e no meio da selva, um lugar muito especial, sempre cheio de europeus eco-turistas de luxo (a que ponto chegamos!).

 

Antes do jantar, na piscina, matamos uma garrafa de rum que o Glaucão tinha trazido da Nicarágua. Então o jantar já começou animado. Aquela risadaria geral e costumeira, todo mundo de bom humor e espírito elevado, um puta rango maravilhoso e algumas rodadas de cerveja fizeram o efeito esperado: europeus escandalizados.

 

Foi aí, entre a sobremesa e o café, que o Wagão resolveu nos brindar com um pouco da sua ?expertise? sexual e, de um ponto de vista totalmente “metro”, começou a lançar ao ar genuínas pérolas de sabedoria, para total estupefação de todo o grupo.

 

Entre outras coisas, afirmou categoricamente que o comportamento sexual das mulheres, bem como suas preferências neste campo maravilhoso e sempre surpreendente da vida, estão diretamente ligados ao seu peso e tipo físico.

 

As bem magrinhas, por exemplo, gostam muito de apanhar. Mas não é palmadinha não, dizia o Doble U com convicção, elas gostam é de porrada mesmo! Forte! E por aí foi, fazendo um inventário completo das preferências sexuais da mulherada, para delírio total da galera. Mas isso foi só o começo. Foi bem mais tarde que o fato realmente curioso aconteceu.

 

Entre os diversos passeios eco-turísticos oferecidos pelo hotel, havia um chamado ?Night in the Jungle?, um passeio guiado pela floresta para observar animais de hábitos noturnos. Para ser totalmente justo devo dizer que ninguém até hoje sabe ao certo o que aconteceu naquela noite.

 

O que temos até o momento são apenas alguns indícios e vagas suspeitas. Sabe-se que o Wagão ausentou-se de seu quarto por algumas horas conforme testemunho do Glaucão, seu companheiro de quarto (mas ele jura que estava sem sono e foi só até a beira do rio ver a lua).

 

O guia da excursão noturna relatou ter notado vultos estranhos esgueirando-se na mata justamente quando se depararam com o grupo de macacos, mas que devido à escuridão não conseguiu distinguir nada. Alguns guinchos e berros medonhos foram claramente ouvidos por diversas pessoas hospedadas no hotel ao longo da madrugada.

 

No dia seguinte, indo a Pavones, o Wagão dormiu quase o tempo todo no banco de trás do carro, numa atitude claramente contrastante com sua alta excitação por estar enfim se aproximando do lugar mais sagrado e adorado da sua vida que mostrava no dia anterior.

 

E, por fim, alguns dias depois, já em Pavones, por um desses grandes acasos da vida (será que são ?acasos? mesmo?) vimos num jornal local que o ICA (Instituto Costaricense Del Ambiente) informava haver resgatado na mata próxima a Dominical uma macaca gravemente ferida.

 

O que intrigou os agentes ambientais do ICA e fez com que o fato virasse notícia nacional foi que apesar da extensão e gravidade de seus ferimentos a macaquinha teimava em exibir um sorriso enorme e permanente em seu rosto. Comentário do Chicão: ?Tadinha, essa devia ser tão magrinha!?…

 

Eu tenho sex appeal
Saca só o meu background
Veloz como Damon Hill
Tenaz como Fittipaldi
Não dispenso um happy end
Eu quero jogar no dream team
De dia um macho man
E de noite drag queen

(Samba do Approach ? Zeca Baleiro)

 

Clique aqui para ver o vídeo

 

Clique aqui para ver as fotos

 

##

Pefeição de Pavones. O que mais você quer na vida? Foto: F. Massei / R. Boaventura.

Johnny Walker Red Label! Domingo, 1o de abril, mais ou menos umas 16:30, e eu estou feliz da vida sentado na minha prancha no line-up de Pavones esperando sobrar uma ondinha pra mim.

 

Tão feliz que as ondas não estarem lá essas coisas, ter um puta crowd dentro d`água e um sol de rachar mané, nada disso me abala. Feliz, primeiro, por poder estar de volta a essa onda e a esse lugar tão especiais, depois de chegar a Pavones há dois anos atrás com uma costela fissurada por uma pranchada em Dominical e só conseguir dar uma quedinha aqui, só pra sentir o gostinho, aí a costela começou a doer tanto que acabei tendo que voltar para casa e ficar 40 dias de molho. Eu estava de volta e isso me fazia muito feliz! E, em segundo lugar, naquele dia fazia exatamente 12 anos da morte do meu pai. Doze anos são um ciclo astrológico completo, hora de recomeçar tudo outra vez, de uma maneira diferente.

 

 

SNI, Pavones, Costa Rica. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

E aí, de repente, o sol se escondeu atrás de umas nuvens e aquela claridade mágica me fez sentir forte a presença dele, parecia que ele também estava curtindo muito que eu estivesse ali.

 

Ele sempre foi um puta curtidor, um cara, diríamos hoje, totalmente cool… Naquela noite primeiro liguei pra minha mãe, pra dizer o que tinha sentido, pra fazer ela feliz também. Aí, fomos jantar a galera toda no ?Castillo de Pavones? (lá no alto, vista linda, lua cheia ? mas não vá que os preços são roubada!).

 

Em homenagem ao “seu” Romeu, meu pai, paguei pra todos uma rodada de Johnny Walker Red Label sem gelo (do jeito que ele tomou a vida inteira), e daí em diante foi só delírio. Rimos tanto que os outros clientes e as garçonetes do lugar devem ter achado que estávamos todos cheiradaços…

 

Mas a única droga que rolou nessa viagem foi ?felicidade?… Comentário do Chico: ?Cara, nunca vi o Boss assim desse jeito!?.

Swell Na segunda-feira o mar já começou a melhorar à tarde, para já ficar bem bom na terça com ondas de 1,5 no pico. Porém, a seção entre o rio e a esquina fechava bastante e eram poucas as ondas que davam para conectar inteiras desde o pico até a prainha dos barcos (mais de um quilômetro de extensão quando isso acontece).

 

Então as opções eram surfar do pico até um pouco antes da esquina ou então esperar as séries maiores bem no meio entre o rio e a esquina e aí surfar a onda até o fim. Todo mundo pegou altas e o crowd dos gringos este ano parecia estar bem mais amigável do que há dois anos.

 

Na quarta-feira o mar subiu ainda mais e muitas ondas conectaram toda a extensão, proporcionando um puta show tanto para quem estava na água quanto para quem assistia de fora. Destaque especial para a argentina Laura Pecoraro, que vive em Pavones há vários anos, surfa muito essa menina!

 

Glaucão ?Dorian Cover? cavou um lugar no crowd do pico e não saía mais dali ? pegou muitas, boas e grandes (na quinta e na sexta já entravam várias séries acima dos 2 metros). Rodrigo ?Claquete? também surfou bem ali no pico nestes dias, com boas ondas, mas minha maior lembrança dele foi a série inteira e enorme que pegou ele no inside na quinta-feira. Puta chacoalhada!

 

Chico foi outro que ficou bastante no pico, muitas vezes rabeando uns caras e fingindo que não tinha nem visto (malandrinho o garoto!). Apesar disso, surfou muito bem o Chicão! Mas o que ele mais gostava mesmo era de dar umas rabeadas na gringa pré-histórica (que figura essa gringa!), ele ia ao orgasmo nestas ondas!

 

Alê ?The Boss? variou bastante, ora no pico, ora no rio, ora na esquina, e fiel às suas características surfou muitas (!!) ondas, exibindo seu estilo ?Pedro Muller? para uma ampla platéia internacional. Wagão fez valer sua condição de ?quase local? e pegou ondas excelentes, as melhores ali no mesmo ponto em que eu tinha escolhido, entre o rio e a esquina.

 

Foi numa dessas horas em que estávamos juntos por ali que passa por nós o Dr. Carlos ?Wild Kildare? numa puta onda boa, rápida e abrindo, que ele fez até o fim na prainha dos barcos. Era a primeira vez que ele conseguia conectar toda a onda.

 

Dali a pouco o Dr. volta remando com aquele sorriso enorme, pára ali um pouquinho, comentamos um pouco da sua onda e aí ele já saiu no maior gás remando direto pro pico em direção ao Glaucon Dorian, num momento em que tava quebrando grandinho, mais que 2 metros. Comentário maldoso do Wagão: ?O Dr. pegou uma boazinha e já tá se achando!!!?…

 

Minha onda Na noite de quarta para quinta feira caiu uma baita tempestade, chuva forte, muitos raios e trovões. Não sei porque naquele dia acordei pilhado ao extremo. Antes das 5 da manhã já estava na praia, de capa, o dia ainda escuro e debaixo de chuva, olhando o mar, que estava cada vez melhor.

 

Pouco depois das 5 eu já estava na água, absolutamente sozinho, meio enlouquecido. Uns 30 minutos depois aparecem o Wagão e o Glaucon acenando na praia para que eu saísse: como o mar estava grande íamos para um secret dentro do golfo que um local tinha dado a letra para o Wagão.

 

Chegamos naquele lugar maravilhoso e realmente havia ondas excelentes, um pouco menores que Pavones, mas abrindo até mais e também muito extensas. Boss e eu fomos checar em frente ao pico e havia apenas seis caras na água.

 

Nos pusemos no lugar deles (surfando tranqüilos entre poucos amigos, numa puta onda, num lugar lindíssimo e vendo chegar de repente “sete” longboarders) e resolvemos não cair ali, numa espécie de consciência ?surfo-ecológica? (rsrsrsrs!), afinal todos somos responsáveis por manter o equilíbrio da espécie…

 

Voltamos pra Pavones. Nessa caída, na quinta-feira, posicionado ali entre o rio e a esquina, esperando só as séries maiores que entravam bem por fora da esquina, já peguei uma onda muito boa, dentre várias legais. Mas foi só no dia seguinte, na sexta-feira, nosso último dia, que a paciência em manter esse posicionamento foi render seus frutos.

 

Ou melhor, para mim, o meu mais doce fruto. Com o mar ainda crescendo, algumas séries entrando cada vez maiores e mais para fora, na terceira onda de uma série bem grande que por pouco não varreu a gente se não remássemos forte para fora, fiz valer minha preferência no pico e remei forte e decidido (o Wagão perto de mim louquinho para que eu não conseguisse entrar para que ela sobrasse para ele mais à frente).

 

Que onda! Apesar de rapidíssima, para mim parecia que estava em câmara lenta. Andei muito, seções lindas à minha frente, só preocupado em não fazer nenhuma cagada, ficar a favor da onda (e não contra ela) e dar muito gás no meio daquele silêncio ensurdecedor.

 

O surf é uma diversão sem igual mas sem dúvida é também algo muito mais profundo. Tem certamente alguma coisa espiritual e primitiva, que vem e bate e fica reverberando no fundo da sua alma num momento desses. Será que algum dia alguém vai conseguir explicar essa sensação em palavras? Esse ?flutuar? além do espaço e do tempo…

 

Sei lá, só sei é que saí gritando muito dessa onda lá no fim dela, mais pra lá ainda dos barcos. Saí do mar, sentei numa pedra na praia e agradeci a Deus, a tudo e a todos por aquele momento. Tanta adrenalina, tanta coisa que passa na cabeça, parece um filme.

 

Nem quis mais voltar pra água outra vez. Ali pra mim tava encerrada a viagem com fecho de ouro. Essa cena então não tem comentários, só flash-backs (?floating down / through the clouds / memories come rushing / up to meet me now / but in the space between the heaven / and the corner of some foreign field / I had a dream !?). Totalmente Pura Vida!!!

 

Clique aqui para ver o vídeo

 

Clique aqui para ver as fotos

 

##

Ruta Sul, Costa Rica. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

Tocando em frente Os dois momentos mais críticos ao escrever um texto são sempre o primeiro e o último parágrafos. No primeiro você precisa introduzir o leitor na sua história com um estilo que o faça se interessar a continuar lendo aquilo.

 

Então se você chegou até aqui é porque de certa forma fui bem sucedido no meu título e no meu andamento. Já no último você tem que achar as palavras certas para concluir toda a história que foi contada de uma maneira que faça o leitor ?pescar? as idéias e sentimentos ali contidos.

 

Confesso que tentei várias vezes e nenhuma delas estava me agradando. Já estava ficando preocupado e aborrecido. Além disso, o editor já estava meio que impaciente com a demora na entrega da matéria.

 

Glaucon Pereira, Pavones, Costa Rica. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

Então, um dia, viajando sozinho a trabalho pelo Centro-Oeste do Paraná, entre Cascavel e Guarapuava, depois de um dia e uma noite inteira de chuva intensa, a manhã ainda chuvosa e cheia de neblina, estava com um CD do Almir Satter tocando no som do carro.

 

De repente, lá pelas 10 da manhã, o tempo estiou, um sol tímido começou a brilhar, aqueles vales verdes, verdes, muito verdes do Paraná, alguns ainda cheios de neblina lá em baixo, naquele momento maravilhoso quando você sente que apesar de todas as dificuldades e tristezas a vida é muito bela e vale a pena, essa música começou a tocar.

 

Apertei o botão do ?repeat? e deixei ela tocando seguida por bem mais que uma hora. Neste tempo cantei junto, gritei, ri muito, quase chorei, lembrei de tanta coisa e tanta gente diferente (tanta coisa boa e bonita que deixamos por dizer ou fazer depois ? depois quando?) e finalmente percebi que tinha encontrado um bom final para esta estória.

 

Afinal, neste mundo globalizado em que o portunhol já começa a se mixar com o spanglish, em que a gente abre uma matéria numa revista de surf com um samba (que puta heresia!), por que não arrematá-la talvez com uma toada sertaneja?

 

Se tudo é possível, as múmias fedem e os coelhos fodem, aqui vamos nós então, sempre ?tocando em frente? (de Almir Satter e Renato Teixeira):

 

Ando devagar porque já tive pressa
Levo este sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor para poder pulsar
É preciso a paz para poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada
Eu vou
Estrada eu sou

Todo mundo ama, um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom
De ser capaz
De ser feliz
…

Como dizia (rindo) a Janis já há muito tempo, “that’s it!!!!!!!!!”

(Nos vemos lá na Baleinha!!!)

Alexandre Andreatta ? Abril/Maio 2007

 

Clique aqui para ver o vídeo

 

Clique aqui para ver as fotos

 

##

 

Ale, Glaucon, Xan e Rodrigo, Pavones, Costa Rica. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

Ficha Técnica

 

Direção Geral, Total, Absoluta e Incontestável Alexandre Gonçalves ? The Boss
Assessoria ?Psicótica? do Boss Alexandre Andreatta ? Tio Xan
Diretor de Transportes e Logística (vulgo ?Chofer?) Francisco Massei ? Chico
Renomado Aventureiro Internacional Carlos Homsi ? Dr. Wild Kildare
Figurinos Wagner Martinez ? Wagão ? Doble U (com o patrocínio de ?Sexy Machine?)
Stunt Man Glaucon Pereira ? Shane Dorian Cover
Claquete Rodrigo Boaventura – Zulão
Diretor de Fotografia Chico (dono da máquina)
Fotografia de Verdade Rodrigo (talento!)
Roteiro Dr. Wild Kildare (com monitoramento GPS !)
Pilotagem 4×4 Extreme Dr. Wild Kildare (só em caso de extrema necessidade)

Pavones, Costa Rica. Foto: F. Massei / R. Boaventura.

Maquiagem / Perfumaria / Hair Stylist & Fashion Consultant Wagão
Metrosexual Approach Wagão
Tio da Balinha Xan
Câmera Vídeo Wagão
Personal Câmera Man do Boss Wagão
Trilha Sonora Xan
Narração e Comentários Chico
Enciclopédia On-Line Xan
Tradução Simultânea em Portunhol Wagão (Bolachones y Copones !)
Diretor do Fundinho (caixinha) Glaucão
Diretor do Fundão (van) Glaucão
Melhor Drop Estrela Wagão
Melhor Drop Pelicano Rodrigo
Melhor Drop Jesus Cristo Wagão
Comissão Julgadora de Saltos Ornamentais toda a equipe, em revezamento
Prêmio Pecsi Lai (melhor onda) Xan em Pavones
Prêmio Victoria Lai (pior onda) a comissão julgadora se declarou incompetente para definir um vencedor diante do alto nível demonstrado por todos os competidores neste quesito!
Prêmio Jaws (banheiro mais insuportável) Chico em Dominical (concedido por unanimidade)
Prêmio Joseph Klimer (aquele que nunca desiste) Dr. Charles, na Nicarágua ? mais de 12 tentativas seguidas de pegar uma onda (tá no filme!)
Prêmio Caldão Master Brastemp Rodrigo em Pavones
Prêmio Comgás Rodrigo e Glaucão
Nosso Ídolo Walter da Julia (Doble V) ? surfa todo dia, usa ?aquela? bermuda com cinto e ainda põe a mulher pra trabalhar pra ele
Corintiano Maloqueiro da Porra (sempre tem um) Chico
Mala Italiano da Cantina
Frasqueirinha Italiana (ex-Cantina)

 

Agradecimentos Ao Sidão da Niastur, organização perfeita, tudo beleza, baita atenção. O cara é bom! Ao Diego e à Katita, da Pousada Boca Barranca, gente finíssimas até quando estão com a casa totalmente cheia. À Júlia e ao Walter, do Hotel La Perla, de Pavones, sempre maravilha! Aos funcionários do Rancho Santana e à polícia da Nicarágua, supereficientes e atenciosos quando fomos roubados (resgataram o óculos querido do Chico em menos de 24 horas!).

 

Aos cariocas Ricardo, Zé e Caio, nossos vizinhos no La Perla, pelo laptop para copiar os filmes do Steve ?Beer?. À Pura Vida, plena, geral e irrestrita! À todas as nossas maravilhosas esposas, pelo espetacular alvará!!! E à galera da barca, 15 dias juntos em sete caras sem nenhum stress! Só alegria e sem chavão! E eu que não gosto de viajar em grupo…

 

Porradaria Na Merdz. Quando chegamos a Nicarágua e fomos pegar o carro que tínhamos alugado, eu e o Boss, e vi que era um carro da Merdz, comentei com ele: há dois anos tive um puta arranca-rabo com essa empresa por causa de um problema no parabrisa (uma longa história).

 

Nunca mais peguei carro dessa arapuca internacional. No check-in do carro a atendente disse que o seguro ?total? que havíamos contratado não cobria ?ni vidrios ni neumáticos? (o que já é um absurdo já que se diz que o seguro é ?total?) e que se quiséssemos poderia ser contratado um seguro à parte.

 

Lembrando da minha histórinha prévia com a Merdz e considerando que estando na América Latina a possibilidade de um ladrãozinho quebrar o vidro do seu carro na praia para levar alguma coisa é de quase 100%, contratamos o seguro extra de ?vidrios?, assim no plural.

 

Alguns dias depois o inevitável aconteceu e quebraram um vidrinho lateral da nossa van. Conseguimos ainda um tipo de Boletim de Ocorrência da polícia local. Quando vamos devolver o carro nos dizem que ?aquele? vidro não estava incluído no seguro.

 

Alguns dias depois chega uma cobrança no cartão do Boss de US$ 595 por aquele vidrinho de merda que não deve custar nem US$ 50 (confira na galeria de fotos). Parece então que este tipo de comportamento dos franqueados da Merdz é uma prática comum em diversos países.

 

Só o que podemos fazer é dar o alerta a todos: quando viajar (e nós surfistas viajamos pra caramba e sempre precisamos alugar carros, então devemos representar um bom faturamento pros caras) nunca alugue carro da Merdz, porque, como o próprio nome diz, com certeza vai dar alguma merda! Quem avisa amigo é!

 

Nota da Redação Alexandre Andreatta é o editor fundador da revista Fluir. Atualmente, “Xan” trabalha com importação de semente de batatas da Holanda e do Chile e renasceu para o surf com longboard.

 

Clique aqui para ver o vídeo

 

Clique aqui para ver as fotos

 

 

Aviso: O Waves está implementando novas regras para os comentários postados neste fórum. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da matéria em questão. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar abaixo você concorda com nossos termos de uso.
Os comentários postados não representam a opinião do portal Waves e a responsabilidade é inteiramente do autor de cada mensagem.

0 comentários

Tem uma reclamação, sugestão ou viu algum erro? Fale direto com a equipe Waves — em vez de postar nos comentários.

    Carregando comentários…

    O Banco do Brasil São Sebastião Pro entrou em sua reta decisiva na Praia de Maresias, em São Sebastião (SP). A Rodada dos 32 foi concluída no masculino e no feminino, definindo os confrontos das oitavas de final da etapa do Challenger Series. A competição segue até sábado (3). Entre as mulheres, Sophia Medina é a única brasileira que continua na disputa. Local de Maresias, ela avançou diante da torcida ao lado da australiana Sally Fitzgibbons, depois de liderar boa parte da bateria e ser superada nos dois minutos finais. Sophia também levou a melhor sobre a peruana Daniella Rosas, adversária que já havia enfrentado sete vezes no Qualifying Series, incluindo duas finais. Com a classificação, a brasileira subiu provisoriamente oito posições no ranking do Challenger Series. Laura Raupp, a outra brasileira que havia chegado à Rodada dos 32, foi eliminada. “Estou muito orgulhosa de ter o mundo vendo aqui o nosso quintal, meu mundo. Eu sempre posto dizendo que todo mundo deveria conhecer Maresias, e hoje todos estão aqui. É muito especial estar aqui surfando com minha família e amigos”, explica Sophia. Nas oitavas, Sophia enfrenta a japonesa Kana Nakashio, destaque do dia entre as mulheres. Nakashio venceu uma bateria de alto nível com 14,40 pontos, maior somatório feminino da competição até agora. A canadense Sanoa Dempfle-Olin avançou junto e marcou 7,83, maior nota feminina do dia. Sierra Kerr segue firme na liderança Líder do ranking feminino do Challenger Series, Sierra Kerr também garantiu lugar nas oitavas. A australiana de 18 anos venceu sua bateria com uma nota 5,77 na reta final, superando Bella Kenworthy e a atual campeã mundial júnior Isla Huppatz. Kerr chegou a Maresias embalada pela vitória no US Open of Surfing, em agosto, resultado que a levou à liderança do ranking. Com seis vagas femininas disponíveis para o Championship Tour de 2027 ao fim da temporada, a australiana segue fortalecendo sua campanha pelo acesso. Ryan Kainalo continua na briga No masculino, Ryan Kainalo segue vivo em Maresias e mantém a campanha por uma vaga no Championship Tour. O brasileiro chegou à etapa entre os cinco primeiros do Challenger Series e vem avançando desde a rodada inicial. Kainalo começou o evento com vitória na primeira fase e permaneceu dentro da zona de classificação para o CT. Na retomada da competição, depois de dois dias sem disputas por causa das condições do mar, voltou a avançar e chegou à Rodada dos 32. “É muito bom poder competir em casa, perto da minha família e com o apoio dos meus patrocinadores. Conheço bem essa praia e já competi aqui muitas vezes quando era mais novo, em diferentes condições. Isso me dá confiança para ler as ondas e encontrar as melhores oportunidades dentro da bateria. Estou feliz e confiante para mostrar meu surfe aqui”, diz Kainalo. Destaques em Maresias O havaiano Jackson Bunch foi um dos grandes nomes dos primeiros dias. Na terça-feira, arrancou 8,83 dos juízes, primeira nota na faixa do excelente da competição até aquele momento, e assumiu provisoriamente a liderança do ranking do Challenger Series. Bunch completou a bateria com 6,17 e avançou com vitória. Nesta quarta-feira, o australiano Joel Vaughan assumiu o protagonismo no masculino. Ele marcou 8,33 na melhor onda do dia e terminou com o maior somatório da competição até agora. Próxima chamada A próxima chamada do Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece nesta quinta-feira (1), às 7h30, com possibilidade de início das baterias às 8h05, na Praia de Maresias. A etapa segue até sábado (3) e vale pontos importantes na corrida pelo Championship Tour de 2027. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados no masculino e as seis primeiras no feminino garantem vaga na elite. Baterias do Banco do Brasil São Sebastião Pro 2026 Feminino Round das 32 1 – Sierra Kerr (AUS) 12.10 x Amuro Tsuzuki (JAP) 11.60 x Isla Huppatz (AUS) 8.97 x Bella Kenworthy (EUA) 7.902 – Anat Lelior (ISR) 11.30 x Kiara Goold (PYF) 11.00 x Tya Zebrowski (FRA) 10.83 x Moana Jones Wong (HAV) 5.703 – Charli Hately (AUS) 12.77 x Sol Aguirre (PER) 12.24 x Vahine Fierro (FRA) 12.10 x Talia Swindal (EUA) 10.334 – Eweleiula Wong (HAV) 11.24 x Anon Matsuoka (JAP) 10.00 x Laura Raupp (BRA) 8.53 x Brisa Hennessy (CRC) 7.635 – Francisca Veselko (POR) 12.20 x India Robinson (AUS) 12.16 x Eden Walla (EUA) 11.04 x Maria Salgado (POR) 8.936 – Teresa Bonvalot (POR) 10.96 x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS) 10.40 x Lucy Darragh (AUS) 8.34 x Sophie McCulloch (AUS) 8.037 – Sally Fitzgibbons (AUS) 12.56 x Sophia Medina (BRA) 11.66 x Daniella Rosas (PER) 10.33 x Ellie Harrison (AUS) 9.778 – Kana Nakashio (JAP) 14.40 x Sanoa Dempfle-Olin (CAN) 13.83 x Kirra Pinkerton (EUA) 13.67 x Alyssa Spencer (EUA) 11.37 Oitavas de final feminina 1 – Sierra Kerr (AUS) x Kiara Goold (PYF)2 – Anat Lelior (ISR) x Amuro Tsuzuki (JAP)3 – Charli Hately (AUS) x Anon Matsuoka (JAP)4 – Eweleiula Wong (HAV) x Sol Aguirre (PER)5 – Francisca Veselko (POR) x Ziggy Aloha Mackenzie (AUS)6 – Teresa Bonvalot (POR) x India Robinson (AUS)7 – Sally Fitzgibbons (AUS) x Sanoa Dempfle-Olin (CAN)8 – Kana Nakashio (JAP) x Sophia Medina (BRA) Masculino Round dos 32 1 – Kade Matson (EUA) 13.06 x Charly Quivront (FRA) 12.77 x Reef Heazlewood (AUS) 12.26 x Douglas Silva (BRA) 12.172 – Joel Vaughan (AUS) 15.26 x Oscar Berry (AUS) 10.43 x Shohei Kato (JAP) 10.03 x Jacob Willcox (AUS) 9.873 – Jackson Bunch (HAV) 13.33 x Yago Dominguez (ESP) 11.97 x Hiroto Ohhara (JAP) 10.87 x Winter Vincent (AUS) 9.934 – Ryan Kainalo (BRA) 11.40 x Lucca Mesinas (PER) 11.27 x Jake Marshall (EUA) 9.36 x Lennix Smith (AUS) 7.905 – Alonso Correa (PER) 13.40 x Jett Schilling (EUA) 12.97 x Deivid Silva (BRA) 11.53 x Jack Robinson (AUS) 8.606 – Kei Kobayashi (JAP) 12.83 x Beyrick De Vries (NED) 9.80 x Connor Slijpen (AFS) 9.03 x Mihimana Braye (PYF) 5.737 – Alister Reginato (AUS) 11.96 x Owen Moss (EUA)

    Próxima chamada nesta sexta-feira (2) às 7h30 (Brasília). CS em Maresias (SP) entra na reta decisiva com brasileiros na briga por pontos importantes na corrida pelo CT.

    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.

    A Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), recebe entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro o Banco do Brasil São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series 2026/27 da World Surf League (WSL). Esta será a primeira vez que o estado de São Paulo recebe uma etapa da divisão de acesso ao Championship Tour. O evento terá 80 homens e 48 mulheres de diferentes países em um momento importante da corrida pelas vagas na elite. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem classificação para o Championship Tour de 2027. A passagem do circuito por Maresias também coloca o Challenger Series em uma região diretamente ligada à história do surfe brasileiro. São Sebastião revelou diferentes gerações de surfistas e terá agora atletas de vários países disputando pontos para chegar à elite mundial. Corrida pelo CT esquenta em Maresias Com as primeiras etapas da temporada concluídas, o Banco do Brasil São Sebastião Pro chega em um momento importante na disputa pelas vagas no Championship Tour. Weslley Dantas lidera o ranking masculino do Challenger Series com 15.700 pontos. O brasileiro começou a campanha com o vice-campeonato no Ballito Pro e reforçou a liderança ao vencer o QS 6.000 Internacional de Matosinhos, em Portugal. Jackson Bunch, do Havaí, subiu três posições e aparece em segundo, com 15.405 pontos, depois da vitória no QS 6.000 Internacional de Saquarema. Jake Marshall, dos Estados Unidos, ocupa a terceira colocação, com 14.745, seguido pelo compatriota Cole Houshmand, quarto colocado, com 13.320. O Brasil tem outros três surfistas dentro do Top 10. Ryan Kainalo é o quinto, com 10.995 pontos, Ian Gouveia aparece em sexto, com 10.105, e Deivid Silva ocupa a oitava posição, com 9.025. Mateus Herdy está logo abaixo da linha de classificação, na 11ª colocação, com 8.065 pontos, mesma pontuação do décimo colocado Taj Lindblad, dos Estados Unidos. Gabriel Klaussner aparece em 13º, com 7.755. Assim, cinco brasileiros estão entre os 13 primeiros antes da etapa de Maresias. O novo formato dos eventos internacionais QS 6.000 também passou a fazer parte da estratégia na corrida pela classificação. Os atletas podem contabilizar um resultado de QS 6.000 Internacional na pontuação total do Challenger Series. Dantas e Kainalo já aproveitaram essa possibilidade com vitórias nos eventos de Portugal e Espanha, respectivamente. No feminino, a australiana Sierra Kerr lidera com 20.745 pontos. Teresa Bonvalot, de Portugal, é a segunda, com 13.590, seguida pela norte-americana Eden Walla, com 13.150. Francisca Veselko, de Portugal, aparece em quarto, com 12.545, enquanto Ariane Ochoa, da Espanha, ocupa a quinta posição, com 11.465. A australiana Ellie Harrison fecha atualmente o Top 6, com 11.020 pontos. Laura Raupp é a brasileira mais bem colocada. Ela ocupa a 14ª posição, com 6.985 pontos, e terá em Maresias a oportunidade de diminuir a distância para a zona de classificação. Com pontos importantes em jogo, os resultados da etapa paulista podem mexer diretamente na corrida pelas vagas no Championship Tour de 2027. Challenger estreia em São Paulo O Banco do Brasil São Sebastião Pro marca a primeira passagem do Challenger Series pelo estado de São Paulo. A etapa será disputada em Maresias, no litoral norte paulista, região com forte ligação com a história do surfe profissional brasileiro. São Sebastião revelou gerações de surfistas que ajudaram o Brasil a se tornar uma das principais potências da modalidade. A chegada do Challenger Series aproxima esse legado de uma nova geração de atletas que busca construir o próprio caminho até o Championship Tour. Música e atividades fora d’água A programação do Banco do Brasil São Sebastião Pro também terá música, bem-estar e atividades fora da competição. No dia 26 de setembro, abertura da janela, o WSL Sunset Reggae Edition terá shows de Maneva, Planta & Raiz e Gabriel Elias na Praia de Maresias. O primeiro fim de semana também recebe o WSL Wellness, com atividades gratuitas nos dias 26 e 27 de setembro voltadas a movimento, preparação física e recuperação. A programação inclui yoga com Sue Moura, Functional Surf Training com Allan Menache, preparador físico dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, e treinamento funcional com Ricardo Lapa, com participação da repórter e influenciadora da WSL Rachel Apollonio. Para participar das aulas programadas, é necessário fazer inscrição antecipada. Entre 28 de setembro e 3 de outubro, as ações de bem-estar e lifestyle continuam. Estudantes da rede pública de ensino de São Sebastião também participarão de clínicas esportivas gratuitas de surfe, skate, altinha e vela. Transmissão ao vivo O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece de 26 de setembro a 3 de outubro de 2026, na Praia de Maresias. Assim que a competição for oficialmente iniciada, as baterias terão transmissão ao vivo pelo site e pelo aplicativo gratuito da WSL. O evento tem patrocínio de Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY, além de parcerias de mídia com Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.

    Válido como etapa do WSL Challenger Series, o Banco do Brasil São Sebastião Pro reúne 80 homens e 48 mulheres na Praia de Maresias, de 26 de setembro a 3 de outubro, na corrida por vagas no CT 2027.

    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.