Billabong Pro

Mineirinho segue no topo

Adriano de Souza, quinto colocado no Billabong Pro 2008 em Jeffreys Bay, África do Sul. Foto: Aleko Stergiou.

Quinto colocado no Billabong Pro, quinta etapa do circuito mundial 2008 em Jeffreys Bay, África do Sul, o brasileiro Adriano Mineirinho estava muito contente com mais este bom resultado na temporada, apesar da derrota para o finalista Kelly Slater nas quartas-de-final, afinal ele se mantém entre os 10 melhores do mundo. Porém, caiu de quarto para sexto lugar no ranking.

 

“É a sexta vez que venho para a África do Sul. Cheguei antes para treinar e isso me deu uma base muito forte. Queria muito ganhar de Slater. Tentei me encaixar na bateria. Só que naquela hora o mar deu uma acalmada. Ele pegou ótimas ondas e não deu para mim”, explicou Mineirinho para Zé Paulo, comentarista do Billabong Pro.

 

Para o surfista do Guarujá, sua evolução no tour é o resultado de uma excelente preparação desde o início da temporada na Austrália, quando ele passou bastante tempo treinando na Gold Coast. “Meu negócio é sempre chegar cedo às etapas e treinar muito para me adaptar às condições e testar as pranchas”, explica.

 

“Mudei o equipamento, mexi no quiver, aprendi a surfar as ondas do circuito mundial e com este aprendizado, mais focado, estou aqui num bom momento da minha vida”, diz.

 

Humilde, ele diz que falta muita coisa para ganhar um título mundial e ser um Top 5 ao final da temporada. “Estou me preparando sem pôr muita pressão sobre o meu surf. Procuro ir de bateria em bateria querendo vencer, mas me preocupo mais em evoluir nas ondas do circuito”, garante.

 

Ele acha que pode vencer uma etapa na França ou na Espanha, mas diz que tem possibilidade de levar o título no Brasil. “Nos últimos anos busquei minha evolução em ondas pesadas e vou chegar 15 dias antes à etapa do Hawaii, onde preciso de mais know-how nas ondas tubulares. Não vou disputar as etapas do WQS no Hawaii só pra treinar em Pipeline, onde espero conseguir um bom resultado neste ano”, torce.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

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Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.