
O guarujaense Adriano de Souza, 17, é o grande nome do surfe mundial. E são os gringos que estão dizendo isso…
Dono de um surfe moderno, ele possui características que contam pontos a seu favor: é equilibrado, direcionado, determinado, raçudo, humilde e treinado.
Acredito que Mineirinho, a médio e longo prazo, pode dominar geral. Um título mundial Pro Junior ele já tem, e com essa pouca idade, ainda tem muitos títulos para buscar.
Confira abaixo a entrevista com Mineirinho, em que o atleta fala sobre a conquista do Mundial Pro Junior e suas viagens neste primeiro semestre.
Como foram as viagens para Austrália e Hawaii ?
Fui para a Austrália no dia 27 de dezembro e fiquei por lá até 18 de fevereiro, quando segui para o Hawaii. Logo em seguida, no dia 1º de março, fui para Los Angeles.
Você foi para a Austrália buscar o prêmio?
Não deu para ir.

Quando você saiu daqui para disputar o campeonato na Austrália, o fuso-horário interferiu, já que o evento começou logo depois de sua chegada?
Mais ou menos.
Onde você se hospedou?
Na casa da Billabong, que estava a disposição dos atletas e ficava ao lado do campeonato.
O que passou pela sua cabeça quando conquistou o título?
O mundo todo ficou sabendo e rolou uma pressão. Meu manager, o Pinga, está me ajudando a trabalhar isso para absorver tudo normalmente.
Fale sobre as pranchas gringas que você está usando.
Eu paguei essas pranchas, pois queria testá-las. Para mim, o Ricardo Martins é um dos melhores do mundo e foi com sua prancha que disputei o campeonato. Desenvolvo um trabalho com o Ricardo há cinco anos. Usei a Al Merrick para fazer uma comparação e já tirei minhas conclusões.
Como foi sua passagem pelo Hawaii?
Foi uma experiência animal. Fiquei lá duas semanas e só peguei ondas grandes. Surfei em todos os picos famosos, como Sunset, Rock Point, Pipeline, entre outros.
Você desenvolve algum tipo de trabalho paralelo ao surf?
Treino no Projeto Marazul, em São Paulo. Lá são desenvolvidos vários aspectos, inclusive o psicológico, para estar sempre bem quando disputo os campeonatos.
E aquele campeonato do circuito australiano que você venceu em Duranbah?
Esse foi sorte, pois estava há um mês na Austrália estudando inglês e disputei o campeonato por acaso.

E o inglês?
Evoluí bastante. Estudei durante seis semanas e já consigo me virar sozinho para comer e resolver outras coisas.
E a escola no Brasil… Como anda?
Estou no primeiro colegial e pretendo terminar o Ensino Médio antes de me dedicar ao circuito em tempo integral.
Neste ano, a ASP mudou alguma regra no Pro Junior?
A ASP criou uma nova regra que permite que o campeão e o vice mundial entrem no round 96.
Como o povo australiano te tratou após ter conquistado o título do Mundial Pro Junior?
Normal, ninguém me bajulou, mas me respeitaram. Lá eles só idolatram australianos. Não é igual ao Brasil, que é bem mais alegre.