
As revistas Surfing Magazine e Transworld Surf dedicaram amplas matérias sobre as chances de cada surfista no circuito mundial.
Na Transworld, CJ Hobggod e Sunny Garcia fizeram as análises e na Surfing, o editor Chris Mauro, como de costume, fez os prognósticos.
Conforme publicado em matéria nesta semana, o pernambucano Paulo Moura também participou da avaliação, mas focaremos nas visões apresentadas pelos gringos sobre os brazucas no tour.
Peterson Rosa
Sunny: ?Ele é definitivamente um dos mais vorazes atletas do circuito, nunca o menospreze numa bateria?
C.J.: ?Um dos melhores tubos de backside do circuito mundial. Ele sempre surpreende as pessoas e é muito determinado.?
Chris Mauro (Surfing Magazine): ?Quando todos imaginavam que esse veterano estava no final de sua carreira, uma seqüência de quintos lugares elevou ele para o topo do circuito. Rosa é um surfista que melhora à medida em que as condições pioram. Ninguém batalha num mar bumpy, meio mexido, como ele, porém à medida em que o mar melhora suas fraquezas ficam mais evidentes.?
Paulo Moura
Sunny: ?Paulo é um grande surfista e está cada vez melhor nas ondas grandes, mas gosta de disputar dentro d?água mais do que deveria?.
Chris Mauro (Surfing Magazine): É conhecido como um dos atletas mais dedicados do circuito e um dos que chegam mais cedo dentro d?água para o free-surf antes do inicio das baterias nos dias de competição. Paulo tem um desempenho muito bom em Pipeline e Teahupoo, além de ser um bom competidor, porém ainda precisa se adaptar a surfar bem em diferentes tipos de ondas.
Raoni Monteiro
Sunny: ?Um surfista incrível, realmente fluido e potente. Parece-me que ele precisa de um pouco mais de torque e agressividade no seu surfe, mas é, com certeza, um dos melhores brasileiros que já vi?.
C.J.: ?Esse cara realmente impressionou muitos em 2004. Além de ser o competidor mais jovem do circuito ele surpreendeu a todos e a ele mesmo com sua performance em Pipeline, derrotando de maneira convincente alguns dos Top 10. Posso afirmar sem nenhuma dúvida que esse cara é realmente bom e que vai ficar cada vez melhor.?
Chris Mauro (Surfing Magazine): ?Raoni surpreendeu a todos ao se requalificar para o circuito de 2005 pelo WCT e não pelo WQS. Podemos esperar uma ascensão gradual e consistente desse atleta. Tomamos como certa uma colocação entre os Top 10 para os próximos anos.
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Neco Padaratz
Sunny:?Ele é muito bom, seus resultados nunca refletem o quanto ele realmente é bom.?
C.J: ?Eu continuo dizendo que as revistas de surfe deveriam fazer um artigo sobre que tipo de som toca no cd player do Neco. Ele é o surfista mais intenso do circuito, não desiste nunca. Tem se mostrado bem nas ondas maiores, surfou Tahiti ano passado e fez uma boa bateria em Pipe em ondas pesadas. Se continuar nesse ritmo faturará mais um titulo do WQS esse ano?.
Chris Mauro (Surfing Magazine): ?Neco se caracteriza por ser um surfista que corre ao mesmo tempo o WCT e WQS para assegurar sua vaga no circuito. Ele pode continuar mantendo essa estratégia por quanto tempo quiser, mesmo sabendo que com as novas regras do WQS ele terá que disputar desde as fases iniciais. Porém ele precisa decidir se continuará com essa estratégia em 2005 ou se vai focar as suas energias no WCT, onde ficou em 29º lugar em 2004.?
Marcelo Nunes
Sunny:?Ele surfa realmente bem de backside. É um daqueles caras quietos, meio dissimulados. Acaba que você nunca sabe o que realmente esperar dele. Eu creio que se fosse um pouco mais agressivo, ele conseguiria muito mais no circuito.?
Chris Mauro (Surfing Magazine): ?Marcelo ainda tem que se adaptar ao tipo de surfe exigido no WCT. Quanto melhor o mar, pior ele surfa. Ele foi o último atleta a conseguir entrar no WCT 2005 e parece bem óbvio que ele sempre precisa do WQS para continuar se mantendo no circuito mundial.?
Renan Rocha
Sunny: ?Um bom competidor e que surfa muito bem. Está de volta ao tour e tenho certeza de que terá uma boa atuação. Seu histórico é muito bom, portanto não vejo como ele não possa desempenhar bem em 2005?.
Chris Mauro (Surfing Magazine): ?Renan volta ao circuito depois de um hiato de três anos. Ele sabe que tipo de performance é exigida para se manter no circuito. Seu terceiro lugar na etapa brasileiro do WCT pode ser encarado de forma positiva, mas o resto do circuito é bem diferente do Brasil. Sua caminhada será longa e dura?.