México recheado de Guaraná

André Guaraná fez uma trip para o México, entre os dias 13 e 29 de junho. Os companheiros de viagem foram Marcelo Roichman e Roberto Brício, o Pimpa. Confira abaixo o relato de tudo que aconteceu em mais essa bodyboard trip.

 

Começamos a trip na cidade do México, culturalmente muito interessante. Conhecemos todo o centro histórico da capital e fomos até Teotihuacán, que significa “o local onde os homens se tornam deuses”.  A cidade foi fundada antes da era cristã e chegou a ter mais de 125 mil habitantes, além disso, abriga as famosas pirâmides Astecas, monumentos ao Sol e a Lua. Vale muito a pena , pois a

passagem de ida e volta custa apenas 50 pesos – o equivalente a 4,5 dólares.

 

Depois de muito andar pelas ruas e ver de perto as fantásticas pirâmides, nossa missão cultural estava cumprida. Estávamos prontos para conhecer Puerto Escondido, há 40 minutos de avião da cidade do México. Nossa chegada trouxe também o vento terral, que não havia entrado em junho. Era o início da temporada em Puerto Escondido.

 

Puerto é uma pequena cidade de veraneio, no lado pacífico do México, e está longe das loucuras de Cancun, Cozumel ou qualquer outra cidade tipicamente turística. Ainda assim a cidade é visitada por pessoas de todo o mundo,

principalmente surfistas e bodyboarders. Japoneses, australianos e até ingleses são vistos dentro da água, procurando a luz no fim do tubo, na praia Zicatela.

 

Não posso deixar de falar da forte presença local, que, apesar de marcar seu espaço, respeitam os bodyboarders muito mais do que aqui no Brasil. Os Mexicanos são amigáveis e muito cordiais. Em poucos dias já estavamos conversando e fazendo amizade com os locais que tem uma especial simpatia pelos brasileiros. Basta ter respeito e humildade com os caras.

 

O mar amanhece sempre clássico, com vento terral bombando na precisão de um relógio. E nós pudemos comprovar todo potencial da onda de Zicatela, assim que chegamos. Pude constatar que tudo que havia ouvido falar sobre o pico era verdade. Ondas tubulares para os dois lados, com perfeição impressionante para um beachbreak.

 

Por volta das 11 horas da manhã a grande bandeira mexicana, no alto do morro, nos avisa que o vento está mudando. Depois de muitos tubos irados, é hora de sair. Nessa hora, o vento maral entra forte e deixa o mar apenas para os desavisados que foram para a night e perderam a hora.

 

O final de tarde também nos brinda com altas ondas. Em Puerto, anoitece por volta de oito horas. O happy hour acontece dentro da agua. Pegamos dias perfeitos, com ondas variando entre quatro a oito pés plus. Tubo atrás de tubo. O visual das ondas 

é de enlouquecer, de dentro do mar, ainda mais impressionante.

 

Vale mencionar que no canto esquerdo de Zicatela, 30 minutos a pé – ou 25 pesos de táxi, chega-se a La Punta. O pico é totalmente diferente da pressão de Zicatela, apesar de ser a mesma extensão de areia. São ondas longas, que variam entre cheia e tubular.

 

Pegamos dias clássicos em La Punta, quando o mar em Zicatela estava sem condições. Ondas de até um minuto finalizando com tubos extensos de esquerda. Típico pico gringo. Para finalizar, algumas dicas são importantes. A companhia aérea mexicana – Aeromexico, dependendo do humor da equipe de check-in, pode chegar a cobrar 50 dólares por capa de prancha. Fique preparado.

 

Muito cuidado com a alimentação. Água sempre de garrafa e evite comer frutas e verduras cruas. Ficar de cama do hotel com as ondas rolando lá fora não pode estar no roteiro da viagem. O pessoal de Puerto adora “cambear”, ou seja, fazer “rolo”. Desde “patas de rana” – pés de pato, a pranchas usadas. Na hora de trazer aquela lembrança para a namorada, lembre-se de fazer uma boa pesquisa. As pratas são otimas opções. Nunca aceite o primeiro preço e pergunte se não há interesse em trocar por alguma mercadoria do Brasil.

 

Confira aqui a galeria de fotos da trip.

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