André Silva

Memórias de Zarautz

Estava em Portugal para acompanhar a etapa do WCT que acontece na praia de Supertubes, Peniche. A chuva e o frio chegaram antes do início do inverno na Europa. 

 

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Depois de três meses por aqui, passamos pela Inglaterra, França, Espanha, ilha de Açores, Pantin e agora chegamos às Canárias para fechar a perna europeia. Apesar de sempre achar que devo colocar ou retirar algo, posso falar que estou com o meu segundo vídeo pronto. 

 

Nesses anos de viagem, aprendi que o melhor momento para contar sobre uma viagem é depois que ela termina. Desta forma você enxerga de longe todos os acontecimentos daquela época. 

 

Hoje acordei com frio e com saudades de Zarautz, dos dias com meus amigos brasileiros e estrangeiros, das ondas confortáveis e da língua que pretendo aprender na minha próxima visita. O charme daquela pequena cidade e sua historia no decorrer de tantos anos me atraem. 

 

O dono de um restaurante nos contou que um big swell varreu a orla inteira, e além de cadeiras e mesas que ficaram boiando, muitos peixes foram parar dentro do estabelecimento. 

 

A festa basca acontece uma vez por ano e dura um dia inteiro. Existe uma festa muito famosa na última cidade do mapa basco, que fica em território francês e se chama A festa de Baiona. 

 

Ela acontece cada dia em uma cidade, mas podia ser todas no mesmo dia, assim seriam mais populares e trariam uma ideia da independência definitiva do País Basco.

 

Todos na festa se vestem com roupas antigas, dando um charme para as meninas, com seus vestidos longos, e um ar machão aos meninos. Os carrinhos de supermercado que usamos para carregar compras, são usados como bar ambulante. 

 

Forramos ele com um grande e grosso saco plástico, colocamos gelo, bebidas, água, refrigerantes e levamos umas baguetes recheadas com queijo e uma espécie de presunto. Passamos o dia na rua. Cantamos, dançamos e encontramos amigos pelas ruas.

 

Devo admiti que foi uma das coisas mais interessantes que vi durante meus anos de viagens pela Europa. Pude fazer uma viagem no tempo e ter uma ideia de como eles viviam há dezenas de anos atrás. Para algumas vovós no Brasil aquilo seria um sonho. 

 

Fiz algumas imagens dos brasileiros durante a etapa de Zarautz. Naquelas condições, nós brasileiros realmente nos sobressaímos. O que poderia ser monótono, se torna uma sessão instigante de muito surf. 


Foto de capa Arquivo Pessoal

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