Saímos de Todos os Santos no domingo de manhã e fomos surpreendidos com muito trânsito na fronteira do México com a Califórnia (EUA).
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A viagem durou até às 4 horas da madrugada. Danilo (Couto) e o fotógrafo Fred (Pompermayer) dominaram o som do carro mandando bala no funk.
Na madrugada, Danilo trocou por tecno, pois dirigiu por 12 horas seguidas para que não perdêssemos o swell.
Nos instalamos no hotel em Half Moon Bay e
depois de três horas de sono já nos preparávamos para surfar um mar enfurecido.
De nossa janela só avistamos o tempo nublado e espumas gigantes. Passando de carro pela marina em direção ao estacionamento, notamos a grande movimentação de jet-skis, pranchas e fotógrafos.
Havia até um helicóptero e tudo isso indicava o ‘big day’. No estacionamento durante nossa preparação para o surf, Danilo recebeu o report de alguns locais: 20 a 25 pés ainda um pouco storm.
Andamos em direção ao cliff para olhar as ondas e também para o Danilo me passar informações sobre o pico. Depois de analisarmos o mar, partimos para o outside. A remada é longa, mas demos sorte e chegamos em 20 minutos. Mavericks é conhecido também pela dificuldade de varar a arrebentação.
Chegamos ao outside e havia vários jet-skis, um barco e um helicóptero, que registravam as ondas gigantes e os drops insanos de caras como o Danilo, Peter Mel, Anthony Tashnick, Skin Dog, entre outros.
As maiores séries passavam vazias, com cerca de 30 pés. A água estava gelada e os lips eram os mais grossos que vi na vida. Cenas de tubos gigantes, baforadas animais e surfistas puxando os limites ficarão na memória de todos que assistiram à session neste dia.
O jovem Nick Lamb, 17, impressionou. Magrinho, ele é filho de um big rider da área. Logo depois de quebrar sua prancha ao meio, voltou ao outside com uma gun emprestada e mostrou muita disposição pegando várias no pico.
Não foi apenas mais um dia de surf em Mavericks. Mas, sim um dia histórico em que foram surfadas as maiores ondas possíveis de dropar na remada.
Para mim foi mais uma ótima experiência. Apesar de não ter pego nenhuma onda, foi minha primeira vez no pico e tive a oportunidade de ver meus ídolos dropando no limite.
Agora é treinar muito e me programar para surfar um swell um pouco menor para um dia ter condições de encarar um mar como esse.
Aloha!

