Márcio Farney decola no Brasileiro

#O surfista cearense Márcio Farney começou o ano com duas vitórias importantes e ainda quase garantiu uma das vaga para o ISA Surfing Games, o Mundial Amador, que será realizado em maio, na África do Sul.

O atleta afirma que está satisfeito com os resultados obtidos e fala um pouco sobre sua carreira nesta entrevista.

Como você começou este ano?
Comecei muito bem. Em janeiro, ganhei a categoria Open da primeira etapa do Catarinense Amador na praia do Santinho, em Santa Catarina, e com isso, faturei uma passagem para o Peru.

Como é realizado o seu preparo para as competições?
Treino todas as quartas-feiras num centro de treinamento que fica na praia Mole (SC), com o Netão, chefe de equipe Mormaii, e com vários surfistas profissionais catarinenses de ponta.

Com qual shaper você trabalha atualmente e qual seu quiver atual?
O Nilton Andrade faz as minhas pranchas. O meu quiver atual é composto por pranchas 5?11″, 6?0″, 6?2″, 6?3″ e 6?8″.

Como foi a segunda etapa do Circuito Brasileiro Amador?
Foi demais. Fui campeão na categoria Open e quase consegui a vaga para o ISA Surfing Games, na África do Sul.
Você estava confiante para levar a etapa?
Sim, estava confiante, pois fiquei muito focado na vitória e contei com a ajuda do meu shaper.

Qual foi o seu maior adversário?
Eu mesmo. Não é fácil fazer uma bateria boa e ter que segurar a ansiedade, nervosismo e a adrenalina.

Quem você acha que está quebrando atualmente?
O Martins Bernardes (CE), Michel Rock (CE), Leandro Bastos (RJ), Felipe Martins (CE) e o Adriano Mineirinho (SP).

Você acredita que a premiação dos eventos melhorou?
A premiação nunca foi o forte no Brasileiro Amador. Eles deveriam investir em passagens, pois os atletas evoluem com viagens, surfando em ondas de sonho.

Como você vê o surf amador nos dias de hoje?
O Brasil é uma máquina de novos talentos, pena que não tem patrocínio suficiente para a molecada que está quebrando.

O que você acha da Confederação Brasileira de Surf?
Acho que a Confederação deveria investir cada vez mais em nossos atletas amadores, pois eles são a esperança para termos um campeão mundial.

Como é o seu relacionamento com seu patrocinador, a Maresia Boardtech?
É uma boa parceria. Estou há alguns anos na Maresia e fui bem acolhido. O pessoal da empresa é profissional e sério.

Há quanto tempo você está com a Maresia e como isso aconteceu?
Estou há quatro anos. Em 98, tive bons resultados no Nordeste. Mas, na época não tinha nenhum patrocínio sério. Quando fui campeão nordestino Júnior fiquei sem apoio. Meu irmão, que administra minha carreira para mim, levou meu currículo para a Maresia e deu certo. Aí foi só alegria.

Quais são os seus outros patrocinadores?
O shaper Nilton Andrade Designs e Makaha Surf Shop.

Deixe um recado:
Deixo para a Confederação Brasileira de Surf Amador. Na minha opinião, eles deveriam convocar três amadores e um profissional, pois os amadores precisam de oportunidades para adquirir mais experiência e mostrar seu potencial.

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