Manoa Drollet e Liam McNamara se dão bem em Teahupoo

Em mais um dia de tubos fantásticos de 2,5 metros na rasa e perigosa bancada de Teahupoo, o taitiano Manoa Drollet e o havaiano Liam McNamara ganharam as duas últimas vagas para disputar a terceira etapa do ASP Foster?s World Championship Tour (WCT).

 

Eles confirmaram os dois wildcards num verdadeiro show de tubos durante as semifinais. O primeiro a garantir presença na chave principal do campeonato mais adrenalizante do mundo foi o veterano Liam McNamara, que derrotou o jovem Heiarii Williams por 17,95 x 16,25 pontos.

 

E na segunda bateria, Manoa Drollet tirou até

uma nota 10 para bater o havaiano Danny Fuller com o incrível placar de 19,40 x 17,60 pontos.

 

Na final, Drollet superou McNamara por 17,20 x 16,10 pontos, mas os dois festejaram a classificação para o Billabong Pro Teahupoo, cujo prazo começa na quinta-feira e vai até o dia 17 de maio.

 

O pernambucano Bernardo Pigmeu e o carioca Pedro Henrique foram barrados nas oitavas-de-final e o Brasil competirá no Tahiti somente com seus sete integrantes da elite mundial do WCT 2005.

 

A escalação das baterias da primeira fase

classificatória ainda não foi divulgada, mas o time brasileiro que vai enfrentar as temidas

 

ondas de Teahupoo já está formado e será composto por Peterson Rosa, Paulo Moura, Neco Padaratz, Raoni Monteiro, Victor Ribas, Marcelo Nunes e Renan Rocha.

 

Todos vão tentar um primeiro bom resultado na temporada, pois nas duas primeiras etapas da Austrália ninguém conseguiu passar da terceira fase, ou seja, vencer duas baterias tanto na Gold Coast como em Phillip Island, que neste ano sediou a etapa masculina do Rip Curl Pro de Bells Beach.

 

Neco Padaratz, Marcelo Nunes e Victor Ribas dividem a 24a posição no ranking com mais três atletas. Peterson Rosa está em 31o lugar, enquanto Paulo Moura, Raoni Monteiro e Renan Rocha, que não venceram nenhuma bateria no WCT 2005, estão empatados na 36a e última colocação com mais sete surfistas.

 

Só que as duas provas acabaram sendo realizadas em ondas bem pequenas e agora a situação é diferente e vai ter tubo para todo mundo poder mostrar seu potencial numa quase igualdade de condições.

 

Nos três dias do Von Zipper Tahiti Trials as ondas apresentaram tubos perfeitos de 2 a 2,5 metros e o pernambucano Bernardo Pigmeu chegou invicto no último dia, com três vitórias nas baterias formadas por quatro surfistas. O carioca Pedro Henrique também realizou grandes apresentações nos dois primeiros dias.

 

Mas, ambos acabaram eliminados pelos donos-da-casa nos dois confrontos diretos entre Tahiti e Brasil nas oitavas-de-final que abriram a quinta-feira no Tahiti. Bernardo Pigmeu disputou a segunda bateria do dia e só conseguiu 6,75 pontos em sua melhor apresentação. Ao contrário, o jovem Heiarii Williams pegou vários tubos e com notas 8,5 e 7,75 nos dois melhores venceu com facilidades por 16,25 x 11,25 pontos.

 

O carioca Pedro Henrique também foi totalmente dominado pelo seu adversário e Kevin Johnson arrancou sua segunda nota 10 nos tubos de Teahupoo para sacramentar outra bela vitória sobre o brasileiro pelo placar de 17,25 x 8,25 pontos.

 

Os dois já haviam se enfrentado na terceira rodada, quando Johnson deu um verdadeiro espetáculo tirando seu primeiro 10 unânime dos quatro juízes, além de uma nota 9,80 para registrar impressionantes 19,80 pontos de 20 possíveis. E ainda se deu ao luxo de jogar fora um 9,5, um 8,65 e um 8,5.

 

Kevin Johnson parou nas quartas-de-final, mas o algoz de Bernardo Pigmeu, Heiarii Williams ainda chegou nas semifinais e ficou a um passo de garantir sua vaga no Billabong Pro Teahupoo. Mas, o experiente Liam McNamara impediu uma decisão tahitiana e vai reforçar o Hawaii na terceira etapa do ASP Tour 2005.

 

Clique aqui para ver a galeria de fotos do Air Tahiti Nui / Von Zipper Trials 2005.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)