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Liga Paulista de SUP

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Agora vai? Remadores do litoral sul de SP fundam a Liga Paulista de SUP com a difícil missão de organizar e unir os praticantes de stand up do estado. Foto: Arquivo pessoal
 

Por Redação SupClub

Foi no estado de São Paulo que o SUP surgiu pela primeira vez no Brasil. Quatro, dos cinco primeiros colocados no ranking profissional de SUP race, incluindo o campeão brasileiro, vivem em SP. Leco Salazar e Nicole Pacelli, campeões mundiais de SUP Wave, assim como a campeã brasileira da modalidade, Aline Adisaka, são paulistas. Algumas da maiores marcas e fábricas de produtos ligados ao stand up paddle também estão localizadas naquele que é considerado o estado mais rico do país.

No entanto, inacreditavelmente, até hoje, não há no estado uma entidade verdadeiramente reconhecida por atletas e pessoas ligadas ao esporte como apta a reger e organizar o stand up paddle de São Paulo. A Federação Paulista de SUP, é verdade, existe e está legalmente constituída. Porém, a maneira pela qual foi feita a sua fundação, sem a participação de nenhum atleta ou empresário reconhecido por seus pares, além de sua limitada área de atuação, restrita à cidade de São Vicente, acabaram por criar um afastamento e até antipatia por grande parte dos atletas em relação à entidade. Na outra ponta dessa corda, a inércia e falta de mobilização dos atletas de SP contribuem ainda mais para que a organização do stand up paddle paulista se mantenha engessada. 

Essa história, porém, pode estar prestes a mudar. No final de 2014, um grupo de remadores de Praia Grande, no litoral sul do estado, fundou a Liga Paulista de SUP e pretende encarar a difícil missão de organizar e regulamentar o esporte unindo praticantes da capital, interior e litoral.

Conversamos com Karl Stricker, fundador e presidente da Liga para conhecer mais sobre os trabalhos que a entidade pretende por em prática e trazer à luz da comunidade do SUP de SP uma pauta muito importante.

ENTREVISTA – KARL STRICKER

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Envolvido com o stand up desde 2012, Karl Stricker pretende, com a Liga, regulamentar e organizar o esporte em SP, além de oferecer apoio aos atletas. Foto: Arquivo pessoal

Fale um pouco sobre a sua história com o stand up paddle

Primeiramente, agradeço pelo espaço e oportunidade! Bom, minha primeira experiência com o SUP foi no carnaval de 2012, na praia da Barra Seca, em Ubatuba, em uma prancha de um amigo, o Eric Mocotó. Não fui muito bem sucedido pois não ouvia as dicas que ele me passava (risos)… Pô, pego onda de pranchinha tem 25 anos, nunca pensei que ia fazer feio numa prancha de SUP, mas fiz… Deparado com a situação e o crescimento do esporte eu e minha esposa Vania tivemos a ideia de trabalharmos juntos para montar uma empresa de aulas, locações e vendas de equipamentos, podendo ser mais um ponto de disseminação do esporte. Surgiu então, em setembro de 2012, a “Rema Forte” na cidade de Praia Grande e, em novembro, criamos a Associação de Stand Up Paddle de Praia Grande onde sou diretor esportivo. E a partir de 2013 comecei a participar de algumas competições de funrace e wave aqui da região e sempre que posso ainda compareço nos eventos. 

Como surgiu a ideia de formar LPSUP?

Pela falta de regulamentação do esporte pelos órgãos estatais. São muitas as dificuldades encontradas, desde um registro de uma marca até um alvará de funcionamento e por ouvir de atletas reclamações da falta de campeonatos dentro do estado, falta de organização de atletas e profissionais que exploram a atividade.


Quais são os objetivos da LPSUP?

Difundir, organizar, promover e incentivar o SUP em todo o estado de SP. Objetivos de 2015: Cadastrar os atletas para mapear e assim elaborar as competições regionais http://www.remaforte.com/lpsup.html. Regulamentar e disciplinar a exploração econômica de aulas e locação da atividade gerando renda e criando mais adeptos. Já está quase pronto o processo jurídico, pedimos apoio popular com esse abaixo assinado http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR79169.

O estado de SP já conta com uma Federação Paulista de SUP, mas o raio de atuação da entidade, praticamente restrito à cidade de São Vicente, gerou uma forte rejeição por parte dos atletas e praticantes de stand up de SP a ponto de não haver um reconhecimento real, mesmo estando ela legalizada. Como você pretende trabalhar para que isso não ocorra com a LPSUP?

Através do cadastro e mapeamento dos atletas, abriremos diretorias regionais, onde colocaremos em cada cidade pessoas responsáveis que estejam interessadas em tratar dos assuntos da LPSUP, pois elas é que saberão a real necessidade e o potencial da sua região.

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Karl Stricker. Foto: Arquivo pessoal 

Mais especificamente, como a LPSUP irá unir os praticantes do litoral sul, central e norte de SP, juntamente com a capital e o interior, para que finalmente possamos contar com um circuito bem estruturado e que vislumbre todo o estado?

Vamos por etapas, primeiro estamos cadastrando atletas e entidades, então teremos as diretorias regionais, a união pela causa é que irá estruturar isso, tipo a liga da justiça tem vários super-heróis é uma boa equipe, não é? (risos) A LPSUP também precisa de uma boa equipe para obter o sucesso, com isso fica claro que teremos todos os anos um circuito paulista de responsa.

Como se filiar a LPSUP? 

A filiação é de forma gratuita sem taxas, os interessados podem ser atletas ou praticantes e também entidades é só enviar e-mail para[email protected] Contendo: Nome, Idade, Modalidade, Categoria, Cidade onde reside e Telefone ou acesse o link http://www.remaforte.com/lpsup.html

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