Temporada havaiana

As expectativas de Lapo Coutinho

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Lapo Coutinho se joga nas morras de Jaws durante última temporada. Foto: Lika Maia

Lapo Coutinho é um surfista que gosta de emoções fortes e, não é à toa, já que ele viaja o mundo a procura de ondas pesadas e de qualidade. Lapinho já se encontra em território havaiano e está disposto a ficar por lá até o último swell da temporada. Essa é a primeira vez que ele vai surfar ondas grandes movidas pelo fenômeno El Niño. 

Confira abaixo o relato de Lapo e suas expectativas para esta temporada que promete. 

Já faz tempo que o fenômeno El Niño não é visto no mundo. Para a sociedade em geral, esse efeito climático representa algumas mudanças de temperatura, mais chuva, menos chuva. Toda região tem suas características, mas para os surfistas, o El Niño só quer dizer uma coisa: mais ondas.

Os swells ficam mais fortes, mais constantes e maiores. O último El Niño aconteceu em 2009, justamente na época que o surf de ondas grandes na remada dava uma guinada, com sessões históricas, que puxaram o limite. Mavericks e Waimea em 2010, as primeiras expedições para Jaws gigante em 2011 e 2012, etc. 

Agora fica a grande curiosidade, como irão se comportar os surfistas agora, com o esporte mais evoluído, nesse ano tão esperado? Novas barreiras serão quebradas? Será que veremos o limite da remada ser atingido? 

Nos últimos anos, vimos que temos surfistas com disposição o bastante pra chegar bem perto do limite, como Danilo Couto em Jaws, Shawn Dollar em Cortes Bank, Mark Healey em Puerto, entre outros. Segundo especialistas é bem provável que veremos as maiores ondulações dos últimos tempos nesse inverno.

Como surfista de ondas grandes, esse será meu primeiro inverno havaiano com influência do El Niño então, estou muito animado e espero participar e ver sessões de surf incríveis.

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As ondas grandes ainda não chegaram ao Hawaii, enquanto isso, Lapo Coutinho aproveita os canudos de Pipeline, Hawaii. Foto: Divulgação

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Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

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