Lançado alerta de tsunami

Um alerta de tsunami foi lançado na Indonésia depois que um forte tremor sacudiu nesta quarta-feira a capital Jacarta, o Oeste de Java e o Sul de Sumatra, anunciou à rádio uma autoridade indonésia.

“Recomendamos à população que se mantenha em alerta”, afirmou o funcionário da Agência de Sismologia de Jacarta. “Um terremoto desta magnitude pode provocar um tsunami”, acrescentou.

 

O tremor registrou 6,2 graus e o epicentro foi localizado no estreito de Sonde, entre as ilhas de Java e Sumatra, a 190 Km de Jacarta.

 

Equipes de resgate continuavam a retirar corpos dos escombros dois dias após um tsunami que atingiu a ilha de Java, na segunda-feira, matando mais de 525 pessoas. Ao menos 273 pessoas continuam desaparecidas.

 

Um leve tremor que atingiu a praia de Pangandaran fez com que as pessoas corressem para o interior da ilha ao escutar rumores de um novo tsunami.

 

A imprensa indonésia questiona por que não houve um alerta antes de as ondas quebrarem fatalmente na costa na segunda-feira. Desde o enorme tsunami de dezembro de 2004 no Oceano Índico, que matou 230 mil pessoas (170 mil só na Indonésia), as autoridades da região tentam estabelecer um sistema de alerta de tsunamis.

 

Em editoral, o diário The Jakarta Post disse que a agência responsável pela ajuda em desastres não havia feito “nada perceptível para aumentar o preparo das pessoas para os desastres”.

 

O vice-presidente indonésio, Jusuf Kalla, disse que o governo instalaria um sistema de alertas em Java e em outras partes do país dentro de três anos.

 

Equipamento especial foi levado à costa atingida pelas ondas esta semana para ajudar a retirar os corpos presos debaixo dos escombros.

 

Cinco corpos foram encontrados nas praias de Pangandaran nesta quarta-feira, segundo o funcionário da Cruz Vermelha Mehmet Selamat. “Há muitos pescadores desaparecidos”, disse ele.

 

Hadi Tugiman, que trabalha no resgate, disse à Reuters que espera que as buscas continuem por pelos menos mais três ou quatro dias. Segundo o governo, até 54.000 pessoas tiveram de deixar suas casas destruídas em vilarejos de pescadores, fazendas e hotéis à beira da praia.

 

A situação é mais um problemas para as autoridades, que já se empenhavam em dar apoio aos desabrigados de um terremoto em Java que matou mais de 5,7 mil pessoas há dois meses.

 

Mais de uma dezena de corpos em sacos amarelos estavam no chão de um necrotério improvisado perto da praia de Pangandaran, popular destino turístico. Um homem chorava ao segurar a mão de uma mulher morta.

 

As autoridades dizem que quatro estrangeiros – um holandês, um sueco, um japonês e um belga – morreram no tsunami. “Vi uma casa vindo na minha direção, eu não podia correr. Ela parou a 20 metros de mim”, contou Anne-Marie Kingmans, turista holandesa que sobreviveu à catástrofe.

 

“Não ouvimos nenhum alerta. As pessoas passaram correndo”, afirmou, acrescentando que um barco foi parar na recepção de seu hotel.

 

Mais de 4 mil pessoas estão abrigados em campos de refugiados nas montanhas sobre Pangandaran, disse um funcionário da Cruz Vermelha. Outros estão em abrigos improvisados ou dentro de mesquitas em Pangandaran e no porto de Cilacap, um dos locais mais duramente atingidos.

 

Num dos acampamentos, centenas de pessoas se espremiam dentro de oito grandes tendas militares. Os refugiados estão recebendo ali duas refeições por dia. Há também a preocupação de vacinar as pessoas contra doenças.

 

Fonte Terra

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