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Kung conta sua maior viagem

Viagens são muito importantes para evolução no esporte. Foto: Kung bodyboards.

Viajar é, sem dúvidas, uma das melhores formas de aprendizado. E, foi viajando que desenvolvi grande parte do conhecimento necessário para me tornar um shaper.

 

Grande parte desse conhecimento foi alimentado pelo grande desejo de transformar um sonho em realidade, contribuindo para que hoje ele seja o veio principal que sustenta minha profissão.

 

As viagens foram inúmeras. Curtas, longas, nacionais e internacionais e, às vezes, elas vinham até a mim como que uma benção. Não perdi nenhuma, acreditem!! Aliás, aconselho a todos que sempre fiquem atentos, pois elas são as verdadeiras oportunidades.

 

Quando você está querendo ir surfar e conhecer aquele pico, aquela pessoa ou pessoas, enfim aprender, e de repente –  ela está diante

Jéssica Becker é piloto de testes da elite da equipe Kung bodyboards. Foto: Kung bodyboards.

de você. Sem estender, mas explicando, o conhecimento vem até você, sacou? Minha primeira viagem foi exatamente assim, uma grande mensagem, bem na minha frente. Inesquecível!! 

 

Praticava bodyboard havia pouco mais de dez anos, na época, o ano era 1984 e o esporte era bastante popular nos picos locais que freqüentava que iam do Leme ao Castelinho, em Ipanema.

 

Abordado por um brasileiro chamado Francisco, que morava na Califórnia e estava de férias no Brasil, o cara disse-me que deveria conhecer uma pessoa chamada Bobby Szabad. 

 

Quando ouvi o nome fiquei petrificado! Após alguns segundos de degelo, comecei o discurso de adolescente apaixonado e obcecado conhecedor do assunto, seus personagens e histórias recentes.

 

Impressionado com meu relato e documentos comprovatórios (revistas e cartas à Morey Boogie, Scott) de minha delinqüente convicção, Francisco me comunicou que estaria retornando entre julho e agosto com o próprio e fazia questão que o conhecesse.

 

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Fundo phaser foi criação do pioneiro do esporte no Brasil. Foto: Kung bodyboards.

Não precisa dizer que durante aqueles gigantescos meses de espera, em que computador, internet e muito menos telefone celular existiam, “esperei” ansiosamente por aquele momento.

 

E finalmente, na última semana do mês de julho daquele ano, Francisco e Bobby Szabad chegaram ao Rio de Janeiro. Arranhando um inglês escolar, e com minha Surfing e meu portifolio em punho, pedi a Bobby que os autografasse, o que foi prontamente feito. 

 

A partir daquele momento iniciava a minha mágica viagem. Eu estava diante daquilo que mostraria o que realmente queria fazer na vida.

 

Através do relato do próprio Bobby Szabad, ouvi o início da história do esporte, Tom Morey, Steve Scott e de como ele havia se transformado em um shaper de pranchas de bodyboard e, finalmente decidido montar sua própria empresa, chamada então de, BZ.

Mestre Kung prepara mais um foguete em sua sala de shape. Foto: Kung bodyboards.

 

Entre uma conversa e outra, é claro, surfamos muito. E numa dessas caídas no canto do Recreio, ainda selvagem e de difícil acesso, Bobby deu o nome de sua primeira filha – Rio, pois segundo o próprio, o local lembrava muito seu local de nascimento, o Havaí.

 

Ao final de sua estadia, Bobby estava convencido de que eu seria um elo importante para o desenvolvimento da sua marca no Brasil. Recebi de suas mãos as primeiras pranchas shapeadas, que me colocaram no final daquele mesmo ano na capa do jornal O Globo, caderno de esportes.

 

De toda essa viagem, as palavras mais importantes que ouvi, foram:

 

?Não importa o meu nome, a minha marca, o que importa é que você tem o real desejo de realizar seu sonho, portanto trabalhe para fazer sua marca, seu trabalho e, conseguirá.?

 

Dois anos depois, estava na Califórnia, passando a Páscoa com Bobby Szabad e sua família e iniciando meu aprendizado como shaper e assessorando os primeiros brasileiros a trazerem a sua marca ao Brasil. 

 

Alguns anos depois, e muitas outras viagens pelo Brasil e o mundo, fundei a Kung Bodyboard. Realizar é preciso, mesmo que ela comece bem na sua frente enquanto você estiver sonhando.

 

Tá com saudade do futuro? Nos vemos na água!

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