Kiko Ferreira faz a mala no Chile

A expedição “Surfistas de Alma” continua atrás das ondas perfeitas e geladas do litoral chileno.

 

O big rider Evaristo “Kiko” Ferreira segue em sua busca e encontra mais amigos pelo caminho.

 

Juntaram-se à barca Everaldo “Pato” Teixeira, Zeca Sheffer, Alemão de Maresias e Ricardo Amassado.

 

Na última quarta-feira, o mar apresentou séries com ondas sólidas de 2 metros na série.

 

A galera pôde fazer a mala nos tubos. As condições pela manhã eram atípicas em Arica.

Havia sol forte logo cedo, maré bem baixa, e ondas com vento terral, lisas e tubulares.

 

Por volta das 7 horas, as ondas estavam muito difíceis com drops insanos para a esquerda e ninguém no line up de El Gringo. Simplesmente perfeito!

 

Tudo o que queríamos estava em nossa frente, sem crowd e sem aquela vibe ruim do localismo que encontramos mundo afora.

 

Por ser uma onda que exige muito do surfista, em El Gringo não existe localismo, pois ninguém quer surfar lá quando passa dos seis pés.

 

Eu, Pato e o Alemão pegamos tubos irados. Zeca também pegou um bom tubo, mas não deu muita sorte pois teve sua prancha triturada por uma onda.

 

Logo mais foi a vez do Pato partir sua prancha e, em seguida, eu trincar minha prancha mágica em um drop mal calculado.

 

Numa análise geral, todos pegaram altas ondas, bons tubos e saíram de cabeça feita. A previsão indicava a entrada de um novo swell e vamos seguir viagem para Iquique, onde rola o campeonato “Heroes de Maio”.

 

Seguem na barca somenta Fábio Capstrano, eu

e o Formiga Jones, o mais ídolo da barca (risos). Hoje, vi bons surfistas dedicando-se ao que mais gostam de fazer: arriscar suas cabeças por nada.

 

A grande maioria não tem patrocinadores principais, porém estavam lá para surfar e se divertir.

 

É incrível esta sensação de estar com amigos que surfam de verdade e sem compromisso com empresas ou patrocinadores. Quando comecei a surfar, era assim. Surfávamos por amor.

 

Meus ídolos eram outros. Com certeza as empresas de hoje estão com a faca e o queijo na mão, mas estão longe de sentir o sabor porque não sabem investir. Fica o toque!

 

Surfo por amor, nada mais que isso. Eu e meus amigos viemos com muito pouco dinheiro. Seguimos pelo amor, coragem de viver intensamente e pela fé de que tudo irá melhorar.

 

Essa é uma expedição de irmãos, em que nossa bagagem mais importante é a fé e a vontade. Viva a grande família do surf! Independente de ter patrocinadores, seguirei em frente com a mochilinha e os contatos. Essa é a vibe!

 

Clique aqui e confira a galeria de fotos da barca.

 

  

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