Billabong Eco Festival

Jihad investe nas direitas

Jihad Khodr faz bela estréia no Billabong Eco Festival 2008. Foto: Daniel Smorigo.

A primeira fase do Billabong Surf Eco Festival 2008 segue como atração na praia do Forte (BA).

 

O mar apresenta ondas de meio metro e séries pouco maiores, com formação prejudicada pelo vento Leste. 

 

Depois da bela estréia de Adriano Mineirinho na primeira bateria desta quinta-feira, o show de surf teve continuidade com o paulista Heitor Pereira, o paranaense Jihad Khodr e os norte-americanos Patrick Gudauskas e Nathaniel Curran.

 

Numa bateria bastante confusa, Nathaniel arrepiou de backside para descolar 9.17 pontos e empatar com Mineirinho no topo da lista de maiores notas do dia.

 

A segunda colocação ficou com Dennis Tihara, único baiano classificado ao terceiro round até o momento. Dennis sofreu duas interferências do cabofriense Victor Ribas, que no começo do confronto foi interferido pelo norte-americano Matt King.

 

“É uma sensação irada representar bem a Bahia aqui na competição. Estou muito focado e quero fazer um grande resultado aqui. A bateria foi muito tensa e difícil. O Vitinho estava em terceiro, ameaçava minha classificação e acabamos disputando duas ondas ali. Na primeira onda eu estava meio na dúvida, mas na segunda eu tinha certeza de que era minha”, conta Tihara. 

 

“Mas não teve nenhum problema na água, não. A gente está aí pra isso, sempre procurando arriscar. Ele precisava de nota e resolveu arriscar, mas deu interferência. Faz parte do jogo”, conclui o surfista de Ilhéus, que já foi campeão baiano profissional e também em diversas categorias de base.

 

Outro nordestino que fez bonito foi o pernambucano Alan Donato. O atleta não tomou conhecimento dos adversários e deixou para trás os ex-tops do WCT Paulo Moura e Raoni Monteiro, bem como o catarinense Tomas Hermes, que na primeira fase registrou a maior nota (9.50) da prova até o momento.

 

“Aqui parece muito com um pico onde costumo treinar lá no litoral de Pernambuco. Tem que se posicionar bem e fazer uma boa escolha de ondas. Foi isso que procurei fazer e deu certo. Peguei duas ondas boas e passei a administrar a bateria nos oito minutos finais”, revela Donato.

 

De todos os surfistas que apostaram nas direitas da bancada nas 13 baterias iniciais, somente o paranaense Jihad Khodr se deu bem.

 

Especialista nessas condições, Jihad tirou leite de pedra nas valinhas e arrancou notas 8.77 e 5.93 dos juízes. No mesmo duelo, o carioca Gustavo Fernandes barrou o norte-americano Eric Geiselman e o havaiano Charlie Carroll.

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