
A terceira rodada da categoria masculina foi concluída na tarde desta sexta-feira, em ondas até 1,5 metros e formação irregular na praia de Maresias, São Sebastião (SP).
Destaque para a vitória do paranaense Jihad Khodr sobre o catarinense Thiago Bianchini na 13a bateria do dia. Num confronto bastante disputado, Jihad totalizou 13.40 pontos, contra 12.54 de Bianchini.
Com o resultado, Jihad assume a liderança do ranking, já que o cearense Claudemir Lima – vencedor da primeira etapa – caiu no segundo round em Maresias.

“A bateria foi suada, muito difícil. O mar não está muito legal, então fica complicado achar uma onda boa. Disputamos a liderança até o fim, felizmente consegui levar a melhor e estrear com vitória”, fala Jihad, que chegou a Maresias como vice-líder do ranking.
Outro que ralou bastante para obter a classificação foi o paraibano Fábio Gouveia, atual campeão brasileiro.
Fabinho sofreu para eliminar o jovem cearense Martins Bernardo e só conseguiu a vitória nos últimos minutos da bateria.
O carioca Marcelo Trekinho, defensor do título da etapa de Maresias, não conseguiu superar o catarinense Andreas Eduardo na terceira rodada.
Andreas descolou 8.67 em sua melhor onda e deixou Trekinho precisando de 6.58 pontos.
Duas situações inusitadas marcaram a terceira rodada da competição nesta sexta-feira. A primeira delas teve como protagonista o baiano Jojó de Olivença, que vencia tranquilamente o catarinense Guga Arruda.
Guga precisava de nota superior a 7 pontos para vencer e pegou uma onda sem potencial na contagem regressiva. Jojó era o dono da prioridade e dropou a onda logo em seguida, mas a sirene já havia tocado, fazendo com que acabasse a prioridade de Jojó.
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Os juízes computaram interferência e Jojó perdeu uma bateria praticamente vencida. Fato idêntico ocorreu com o potiguar Fabrício Júnior em 2005, também na praia de Maresias, numa bateria contra o baiano Flávio Costa.
Outro surfista da Bahia que estava numa tarde infeliz nesta sexta-feira foi Armando Daltro.
Enquanto seu adversário Odirlei Coutinho reinava no confronto, Mandinho não achava uma onda sequer.
Nos últimos minutos ele encontrou uma esquerda e sofreu uma interferência infantil de Odirlei, que revelou não ter visto o baiano.

Odirlei passou a computar apenas uma onda e Daltro ficou a apenas 2.85 da vitória. Faltando 30 segundos, o baiano pegou uma onda e resolveu abandoná-la perto do inside, quando ela iria começar a armar.
A platéia ficou surpresa com a cena, pois a onda certamente renderia uma nota acima de 3 pontos. Ainda deu tempo de Mandinho voltar ao outside e pegar outra onda na contagem regressiva, mas a direita fechou.
“Não ouvi o locutor dizer eu estava precisando de 2.85. Quando vi o Odirlei interferir minha onda, achei que tinha de fazer um 6 e tal para vencer, pois ele tinha duas ondas boas e não tinha nada. Por isso abandonei a onda”, revela Daltro.
As melhores atuações do dia ficaram por conta do paraibano Jano Belo, do gaúcho Daison Pereira e do paulista Wagner Pupo.
Jano descolou notas 8.17 e 7.60 para derrotar o cearense Heitor Alves. O paraibano fez uma boa apresentação e deu-se ao luxo de descartar 7.10.
Daison Pereira não deu chance alguma ao carioca Alexandre Almeida, o “Dadazinho”. Com notas 8.50 e 6.83, o gaúcho deixou o adversário em combination.
Na última bateria do dia, o local Wagner Pupo mostrou todo o seu conhecimento nas ondas de Maresias para arrancar a maior nota da terceira rodada. Pupo somou 9.07 e 7.50 para bater o pernambucano Sávio Carneiro, autor de duas notas 6.33.