Nesta quarta-feira, foram disputados os duelos pendentes da segunda fase e duas baterias do round 3 do Australian Open Surfing em Sydney, Austrália.
O paulista Jessé Mendes é o primeiro brasileiro garantido entre os 24 melhores surfistas da competição. Outros 9 ainda estão na briga pelo título, bem como o carioca Pedro Henrique e o catarinense Vicente Romero, representantes de Portugal e Espanha, respectivamente.
Os primeiros brazucas na água nesta quarta foram os amigos Robson Santos e Thiago Camarão. A dupla tentava uma dobradinha, mas o australiano Cooper Chapman estragou a festa com 13.70 pontos, deixando Robson em segundo com 12.53 e Camarão em terceiro com 11.73, seguido pelo californiano Tanner Gudauskas, autor de 11.34.
Na sequência, Yago Dora deu adeus à competição, terminando em último lugar na sua bateria, que teve como classificados o costarriquenho Noe Mar e o californiano Nate Yeomans.
Dois confrontos depois, Victor Bernardo e Bino Lopes vinham avançando juntos ao round seguinte, mas o australiano Stuart Kennedy virou nos minutos finais e deixou para trás Bino e também o paulista Flavio Nakagima.
Na sétima bateria do dia, Deivid Silva comandou as ações com 8.23 e 6.67, enquanto David do Carmo amargou o último lugar, ficando atrás ainda do costa-riquenho Carlos Muñoz (2o) e do espanhol Gony Zubizarreta.
No nono confronto, Willian Cardoso arrepiou as ondas de Manly Beach para descolar 8.40 e 7.67 nas duas melhores ondas, avançando junto com o havaiano Keanu Asing, segundo colocado com 8.00 e 6.93.
Em seguida, Luel Felipe mandou bem e somou 6.93 e 6.63 para passar atrás do aussie Dion Atkinson.
O mesmo aconteceu com Heitor Alves, autor de 7.77 e 6.83 na disputa dominada pelo francês Joan Duru, autor de uma nota 10.
Argentino radicado no Brasil, Santiago Muniz superou uma dura batalha envolvendo outro hermano, Marco Giorgi, que terminou em último, atrás também do australiano Wade Carmichael (1o) e do guadalupenho Dimitri Ouvré (3o).
Com 6.53 e 5.90 nas duas melhores ondas, Hizunomê Bettero seguiu firme na batalha, atrás do australiano Lliam Mortensen, deixando para trás o compatriota Michael Rodrigues – que fez a maior nota da bateria (8.50) e foi eliminado por apenas 0.23 de diferença – e o californiano Parker Coffin.
Na sequência, Pedro Henrique e Marco Fernandez passaram juntos ao próximo round. Pedrinho ficou em primeiro com 8.00 e 6.00 nas duas melhores ondas, seguido por Fernandez, autor de 7.07 e 6.17. O australiano Soli Bailey, autor de uma interferência em Pedrinho, caiu de segundo para quarto e foi eliminado junto com o compatriota Nathan Hedge.
Nos últimos duelos da segunda fase, os catarinense Tomas Hermes e Vicente Romero fizeram bonito e venceram seus adversários.
Tomas mandou 8.70 e 7.77 nas duas melhores ondas. No mesmo confronto, o brasileiro naturalizado norte-americano Kiron Jabour ficou em segundo com 9.00 e 6.07.
Na bateria seguinte, Vicente Romero ditou o ritmo na água e foi premiado com notas 8.17 e 6.57.
A terceira fase já teve duas baterias disputadas. Na primeira delas, Jessé Mendes obteve 7.17 e 6.10 para garantir a segunda vaga, atrás do italiano Leonardo Fioravanti, autor de 8.67 e 6.07. Deram deus à prova o português Vasco Ribeiro e o australiano Adam Melling.
Na sequência, Lucas Silveira caiu fora do Australian Open. O carioca ficou em último lugar na sua bateria com 5.60 e 5.43, atrás dos neozelandeses Ricardo Christie (1o) e Billy Stairmand (3o), e do japonês Shun Murakami (2o).