
O El Niño continua mostrando seus efeitos no Pacífico Norte, com poderosos swells acima dos 15 pés e forte vento.
Ontem um swell de 20 pés plus atingiu a bancada de Peahi (Jaws), em Maui.
E a atração foram as esquerdas e o vento fortíssimo.
O swell, com maior influência de Oeste, deixou as esquerdas muito longas e as direitas com muitos ”bumps” devido ao forte vento contra (Konas-South/West). Os surfistas se pareciam toureiros enquanto dominavam as pranchas.

Apesar de ter atingido os 26 pes com 20 segundos de intervalo, a bóia desta ondulação está mais constante do que a do dia 15 de dezembro – com 26 pés com 17.
A direção de Oeste sofre um pequeno bloqueio feito pela ilha de Molokai, localizada no trajeto do swell que atinge Maui.
Desse modo, as ondas não entraram grandes como sugeriam as previsões e esperança dos big riders.
Pela manhã, foral surfadas altas ondas ainda sem vento.

Laird, Darrick Dorner e Dave Kalama estreiavam dois jets-skis novinhos da Honda, novo patrocinador deles.
Dizem que a empresa despachou os dois brinquedos para o trio junto com dois cinegrafistas, focados somente na obtenção de imagens para o novo comercial da marca. E, como sempre, o trio arrepiou.
Rodrigo Resende e o baiano Yuri Soledade fizeram uma dupla muito entrosada.
Danilo Couto quebrou um dedo e deixou seu conterrâneo no seu lugar.
E Soledad, garoto ”homeboy” de Maui, arrepiou. Pegou um bonito tubo, caiu dentro de outro e colocou Rodrigo em altas ondas, tambem com direito a um tubo.
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O crowd estava menor do que em swells anteriores. Mesmo assim, o tráfego era intenso. Burle, Eraldo, João Mauricio, Edison de Paula, Daniel Skaf, Haroldo Ambrosio, Pato, Jorge Pacelli, Romeu Bruno, Alfredo Vilas Boas, e os estreantes Formiga, Renato Phebo e Luciano Brandão formaram a gang verde-amarela no outside.
Entre os gringos, destaque para Ross-Clark Jones, Noah Johnson, Mark Healey, Jamie Stearling, Garret Mcnamara, Ikaika Kalama, Mike Parsons e Brad Gerlach.
O australiano Dickie Dickson surfou um belo tubo e tomou nas costas umas das maiores ondas do dia, depois de ir reto em uma verdadeira bomba.

“O caldo foi tão animal que eu bati com tudo no fundo. Depois tomei mais três na cabeça até conseguir ser resgatado”, disse o aussie.
Com o vento contra soprando forte nas direitas, o local Robbie Sieger tirou o windsurf de sua embarcação – com cerca de 120 pés ancorado no outside – e arrepiou nas esquerdas.
Detalhe, jamais um windsurfista havia atacado as esquerdas. Eu fiquei no inside no resgate do Alemão, onde ele saía da onda.
Ali o vento fica mais fraco e, se houvesse qualquer problema, ele estava disposto a abandonar o equipamento e subir no morey de resgate, o que não foi preciso.
Robbie arrepiou as esquerdas com várias rasgadas no pocket. O mais bacana era ver os jet-skis abortarem missão quando vinham um dos pioneiros no pico entrando a toda com seu windsurf.
Mais uma vez um jet-ski foi parar nas pedras e quase nada pode ser reaproveitado. No final de tarde, o vento chegou a mais de 25 nós, o surf ficou radical e muita gente abortou a missão.
Shane Dorian, Ian Walsh, Burle, Eraldo, Haroldo, Formiga e eu éramos os únicos no outside na hora em que Dorian dropou uma das maiores, ou a maior onda do dia para a esquerda.
Os helicópteros deram um show à parte. Don Shear, ex-piloto na guerra do Vietnã, amigo e piloto particular de Laird Hamilton, colocou seu ”brinquedo” abaixo da linha do lip algumas vezes.
Quando olhava do outside para o inside, o helicóptero desaparecia. Algumas vezes a nave acompanhava a onda de tal modo, que parecia que ela surfava a onda. Mais tarde, surgiu um helicóptero da guarda-costeira e deu fim ao show de Shear, além de outros helicópteros que captavam as imagens de modo bem radical.
A bóia ainda está marcando 20 pés… El Niño!
Aloha.