Potiguar com asa

Jadson orgulha a nação

Jadson André em 2003: ele nem imaginava que seria o primeiro brasileiro a vencer uma etapa do mundial em casa depois de muitos anos. Foto: Arquivo Pessoal.

Quinta-feira, 29 de abril de 2010, e eu estou em Campinas (SP) para cobertura de um evento da Volkswagen do Brasil.

 

Antes do início da programação, ligo meu computador e, como todos os dias, vou apurar informações de notícias esportivas e do mercado automotivo pelos principais sites e jornais.

 

Desde o início da semana, sabia que o surf brasileiro tinha parado para acompanhar o World Tour, etapa da elite mundial que aconteceu em Imbituba (SC). Desde o início do ano, um surfista potiguar de 19 anos chamado Jadson André vem dando trabalho e conquistando bons resultados no circuito.

 

Ao acessar o site do evento, surpresa. Jadson faz às quartas-de-final e já garante o seu melhor resultado no ano, podendo chegar ao título. “Será que o sonho será realizado hoje?”, pensei antes de descer para o test-drive da linha 2011 da VW.

 

Tenho certeza que assim como eu, pensaram, torceram e sonharam juntos Aldemir Calunga, Tunino Borges, Marcelo Nunes, Joca Júnior, Danilo Costa, meu amigo e parceiro Rogério Vital, Agno Wosen e todos os amigos, parentes e fãs do nosso potiguar voador de “gelo” – frio, forte e com uma personalidade de campeão impressionante.

 

E o show estava apenas começando, Jadson atropelou seus adversários até fazer a final com o nove vezes campeão e lenda do surf mundial, Kelly Slater, e para entrar na história de vez e virar uma lenda do esporte potiguar e nordestino, Jadson superou o ídolo e maior surfista da história: 14.40 contra 14.00.

 

Meu telefone não parou de tocar. Chorei feito criança. Como um fã, um torcedor, um mortal que viu este atleta nascer para o surf em 2001, quando Aldemir Calunga o “adotou”, deu as primeiras pranchas, ensinou bons modos, colocou em aulas de inglês e o colocou par ao mundo do esporte.

 

Participei junto, como assessor de imprensa dele e o vi crescer pelos sites, notícias e resultados. Jadson ganhou um padrinho forte, Danilo Costa, surfista de Ponta Negra por adoção e São Paulo de nascimento, que o levou para as mãos do empresário e manager Pinga – o cara da Oakley. Jadson ganhou estrutura, ensinamentos, dinheiro e condições de viajar pelo mundo, disputar campeonatos e vencer!

 

Hoje Jadson é o principal atleta potiguar profissional e dá esperanças para que o Brasil, o Nordeste e o Rio Grande do Norte possam ter um campeão mundial de surf. Jadson é o cara e exibiu que com atitude, perseverança e apoio “todo sonho é possível”.

 

Vá em frente potiguar! Bote para descer! Voe nos seus aéreos alucinantes. Detone os campeões. Vença os paradigmas e estereótipos. Leve Alexandria, terra onde nasceu, Ponta Negra, Natal, Rio Grande do Norte, Nordeste, o Brasil, para o mundo! Você é um campeão. Uma lenda. Aproveitou as oportunidades, aprendeu com todos que te ofereceram ensinamento e algo de bom e está conquistando o mundo.

 

Estou emocionado, feliz e realizado por saber que tudo o que pensamentos e fizemos teve um resultado e um propósito. E você é o ídolo que motivará novas gerações e é a nossa realidade.

 

O esporte pode e deve ser fundamental na educação, formação e na oportunidade de uma vida melhor para crianças e adolescentes. Parabéns, Jadson André. O potiguar voador de “gelo”, que não se intimida e arrebentar nas ondas. Estamos contigo e conte sempre conosco. Humildade, perseverança e força, sempre!

 

Freire Neto é jornalista potiguar e fã de Jadson André.


Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.