Quiksilver Pro France

Jadson e Italo avançam

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Jadson André vence Miguel Pupo no critério de desempate na França. Foto: WSL / Poullenot

 

Em uma batalha sem notas expressivas e muito acirrada, o potiguar Jadson André levou a melhor sobre o paulista Miguel Pupo na repescagem do Quiksilver Pro France.

Eles terminaram empatados e Jadson venceu no critério de desempate por ter obtido a maior nota (5.43, contra 5.10 de Pupo).

A bateria teve uma situação polêmica. Jadson tinha a prioridade e Pupo remou para pegar uma bela esquerda. Quando o paulista começou a se preparar em direção ao cilindro, o potiguar fez menção de ir na onda e desistiu para evitar um choque com o adversário.

Jadson chegou a gesticular em direção aos juízes como se pedisse uma interferência de Pupo. Com a formação da onda prejudicada devido à remada de Jadson, Pupo não conseguiu completar o cilindro.

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Miguel Pupo e Jadson em momento polêmico na bateria que acabou sem interferência. Foto: WSL / Poullenot

Sem punição, o duelo permaneceu acirrado até o fim. Depois de fazer 5.10 numa esquerda, Pupo passou a esperar pelas séries e deixou Jadson a 3.77 da vitória.

Faltando um minuto, o potiguar pegou um tubo rápido, mandou uma rasgada, uma batida e comemorou bastante. O suspense tomou conta da praia. Jadson conseguiu exatamente a nota que precisava e virou o placar.

Outro potiguar que garantiu vaga no terceiro round foi Italo Ferreira, que nem precisou ir para a água, já que seu adversário – Alejo Muniz – sofreu uma contusão no joelho na última quinta-feira e teve de abandonar a competição.

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Filipe Toledo perde para Maxime Huscenot na última onda. Foto: WSL / Poullenot

 
Já os atletas Filipe Toledo, Caio Ibelli e Wiggolly Dantas foram eliminados.

Filipe e o francês Maxime Huscenot travaram um duelo com notas muito baixas pouquíssimas ondas surfadas. O brasileiro saiu na frente com 4.83 depois de entubar de pé e abortar rapidamente da onda.

Maxime fracassou num tubo de backside e mais adiante investiu numa direita. O francês também completou um rápido canudo, saindo pouco antes de a junção explodir.

Com a nota 3.60, o atleta partiu em busca da virada. Filipinho surfou sua segunda onda quando faltavam pouco mais de cinco minutos para o término. O brasileiro tentou completar um pequeno cilindro, mas caiu quando estava prestes a sair.

Precisando de apenas 2.31 para vencer, Maxime tentou duas vezes nos instantes finais. Na primeira tentativa, tentou acertar uma batida de frontside e caiu. Faltando cerca de 30 segundos, o francês pegou uma esquerda e acertou duas manobras sem expressão, mas foi o suficiente para obter 2.50 e virar o placar na França.

“As condições estão complicadas agora. A corrente está muito forte e você não ficar lá parado, tem que se manter em movimento o tempo todo. Cometei nas esquerdas, mas estava lutando para manter o controle da prancha e estava derrapando nos tubos, então mudei para o lugar onde estava Filipe e foi aí que encontrei a minha melhor onda. Estou muito feliz por estar aqui e por receber esse convite. Tenho ido bem no QS e quero terminar a minha temporada de maneira forte, então esta é a melhor maneira de manter o ritmo”, diz Maxime.

Na segunda bateria, o australiano Owen Wright abriu muito bem a disputa contra Caio Ibelli, somando 7.00 pontos na primeira onda. No decorrer da batalha, o australiano ampliou com 7.57 e dificultou ainda mais as ações do novo integrante da elite mundial.

Ibelli esboçou reação na reta final, mas as notas 5.50 e 6.57 não foram suficientes para mudar a situação em Culs Nus.

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Wiggolly Dantas tem tubo pouco valorizado pelos juízes e dá adeus à disputa. Foto: © WSL / Kirstin

Outro paulista eliminado foi Wiggolly Dantas, que caiu diante do taitiano Michel Bourez numa disputa acirrada. Guigui chegou a pegar um bom tubo em sua segunda onda. Apesar de não ficar muito entocado, o atleta teve uma nota muito baixa (3.47).

No decorrer do duelo, Bourez jogou pra dentro de backside e caiu ao mandar uma paulada na junção. O pegou um tubo mais curto, mas conseguiu se esconder um um pouco mais no cilindro e tirou 4.67, pontuação que lhe garantiu a virada. A partir daí, o placar não foi alterado e Bourez saiu vitorioso.

Destaque para a bela atuação de Kelly Slater na repescagem. O norte-americano teve dificuldade para entrar em sintonia com as ondas, mas reagiu em grande estilo e mandou 8.67 e 8.70, totalizando 17.37 pontos na vitória sobre o basco Aritz Aranburu, que escolheu demais as séries e se deu mal.

“Não havia muitas oportunidades, há muita corrente. As condições estão impecáveis, mas há uma grande quantidade de água se movendo ao redor e não o mar ainda não se acertou. Não tenho muita chance de título mundial, pois a galera teria que ir muito mal e isso não tem acontecido”, diz Slater.

Terceira fase

1 Julian Wilson (AUS) x Brett Simpson (EUA)
2 Nat Young (EUA) x Jadson André (BRA)
3 Kelly Slater (EUA) x Kolohe Andino (EUA)
4 Italo Ferreira (BRA) x Keanu Asing (HAW)
5 Bede Durbidge (AUS) x Adrian Buchan (AUS)
6 Mick Fanning (AUS) x Maxime Huscenot (FRA)
7 Adriano de Souza (BRA) x Tomas Hermes (BRA)
8 John John Florence (HAW) x Kai Otton (AUS)
9 Jeremy Flores (FRA) x Michel Bourez (PLF)
10 Gabriel Medina (BRA) x C.J. Hobgood (EUA)
11 Josh Kerr (AUS) x Matt Wilkinson (AUS)
12 Owen Wright (AUS) x Dane Reynolds (EUA)

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