Crise existencial

Irons em parafuso

Andy Irons enfrenta problemas psicológicos e sai fora do tour para balanço. Foto: Aleko Stergiou.

Conforme o site Waves adiantou com exclusividade há algumas semanas, o tricampeão mundial Andy Irons confirmou que pretende dar um tempo para o Tour e revelou os motivos ao site Surfline em entrevista surpreendente.

 

Em conversa com o jornalista Lewis Samuels, o havaiano de 30 anos diz enfrentar problemas psicológicos e nega boatos sobre o uso de drogas.

 

Segundo Irons, sua volta ao circuito mundial só acontecerá quando estiver totalmente focado nas competições.

 

Depois de ficar de fora da etapa em Mundaka, o atleta confirma a ausência também em Imbituba (SC), mas diz que espera participar do tradicional Pipeline Masters.

 

Em Hossegor, França, Andy nem entrou na água para enfrentar o paranaense Jihad Khodr na repescagem.  “Um dia antes eu estava me achando um completo idiota, não me sentia no campeonato. Era como se fosse me derreter se eu ficasse ali e tentasse ir adiante”, diz o havaiano, que abandonou a disputa e deixou perplexa a imprensa que cobria o campeonato.

 

Segundo ele, sua crise começou antes mesmo da etapa francesa. “É difícil explicar, mas isso aconteceu durante J-Bay, quando eu estava congelando, me sentindo miserável, e eu realmente queria perder aquela bateria contra o Granger (Larsen). Preferia estar no inferno do que ali. Ainda deixei passar uma onda, esperando que ele conseguisse virar”, revela Irons.

 

“Desde então, todas as vezes que coloco uma lycra de competição, é como se estivesse batendo a minha cabeça na parede e causando ainda mais problemas para os meus patrocinadores, fãs, juízes e todos aqueles sites na internet. O que as pessoas não entendem é que estou tão confuso quanto elas mesmas”, fala Irons.

 

A entrevista completa você lê em inglês no site Surfline.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)