Internauta cansou de injustiça

 

Para Pedro Macedo, gaúcho Rodrigo Dornelles foi prejudicado pelos juízes em Teahupoo, Tahiti. Foto: ASP / Covered Images.

Já cansei de ler revistas de surf com notícias sobre a perseguição e o sub-julgamento das ondas dos brasileiros por parte dos juízes do WCT. 

Como os campeonatos raramente passavam ao vivo, onda-a-onda, nunca tive real noção do que acontecia. 

 

O esporte evoluiu e cresceu. Atualmente é possível acompanhar todas as etapas, bateria por bateria, ao vivo pela internet.

 

Infelizmente, fico muito decepcionado com o que acontece com os brasileiros no WCT. 

Não estou discutindo o nível dos nossos surfistas, que realmente muitas vezes deixam a desejar, mas sim a extrema falta de profissionalismo por parte de uma entidade que deveria ter como interesse o desenvolvimento do esporte e a credibilidade que o surf profissional merece.
 
Se a ASP tem como pretensão elevar o surf a nível verdadeiramente profissional, terá de rever a postura de seus juízes urgentemente. Assisti à bateria entre Rodrigo Dornelles e Bede Durbidge no terceiro round do Billabong Pro realizado em Teahupoo.

Foi vergonhoso ver o brasileiro ser injustiçado de forma gritante. Não digo nem que ele havia vencido a bateria (eu particularmente acho que ganhou), mas a discrepância entre as notas dadas ao autraliano e ao brasileiro foi ridícula.

Qual a credibilidade que um campeonato terá perante a um telespectador que se conecta à net para assistir ao campeonato e se depara ao vivo com uma situação dessa?
 
Erros são cometidos, mas tenho acompanhado todas as etapas do WCT em 2007 pela internet e a mão pesada dos juízes no julgamento dos brasileiros tem estado presente de forma sistemática.

Como a ASP vai querer vender os direitos de transmissão de um campeonato em que existem “cartas marcadas”?

 

Não tem a menor graça saber que existem “queridinhos” dos juízes em uma competição. Que seriedade e profissionalismo é esse? Não tem a menor graça esse discurso de que para vencer “os caras”, os brasileiros têm de arrebentar. Que p* é essa?

Será que o interesse das grandes marcas mundiais de surfwear em ter suas estrelinhas que lhes rendem milhões ganhando todos os campeonatos está acima dos interesses do esporte, e mais do que tudo, acima da justiça e honestidade?

Esta questão deve ser abordada com mais seriedade pelos surfistas brasileiros e pela mídia especializada do Brasil!

Se um grupo de surfistas é favorecido pelo julgamento em uma competição, ela perde a sua validade e credibilidade, e isso é algo muito sério!

Sugiro que haja uma mobilização séria por parte dos meios de comunicação especializados no surf do Brasil em relação a esta questão absurda.

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