Paulo Imbica

Inspiração havaiana

Na última quinta-feira passada finalizei minha primeira de muitas temporadas havaianas. Sempre foi um sonho conhecer este lugar. Muitos amigos iam todos os anos e eu viajava para outros lugares pela dificuldade de tirar o visto americano. 

 

No ano passado, eu estava conformado em não ir mais uma vez. Apensar de conseguir o visto, machuquei o joelho um mês antes de viajar.

 

Cinco dias antes da trip eu ainda não sabia se conseguiria viajar. Tirei o imobilizador três dias antes e surfei com dores um dia antes de viajar. Deixei tudo isso de lado e pensei só no meu destino. Cheguei no Hawaii com curiosidade de como são as ondas e como eu iria  me sair nessas condições. 

 

Toda sessão era um desafio. Nesta viagem consegui ver o potencial da onda que eu tenho em casa, na praia de Itacoatiara, em Niterói. Pude ver o quanto importante é eu morar onde eu moro e valorizar ainda mais essas ondas.

 

Foi importante crescer ao lado de caras como Beg Rosemberg, Bruno Santos, Guilherme Herdy, Guilherme Sodré, entre outros que sempre me inspiraram a surfar ondas cada vez maiores. 

 

No final deu tudo certo e consegui cumprir o que calculei pra esta primeira temporada. Vi que estou em forma, me sinto bem comigo mesmo.  Agora só falta me associar com empresas que buscam a mesma evolução. 

 

Sempre monitoro os swells pelo mundo e a qualquer momento junto minhas pranchas e parto para uma outra trip.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)