América do surf

Hermanos inauguram ALAS 2005

O Reef Classic Latin Pro dá início ao circuito latino-americano nesta sexta-feira (14/1), na Rock and Pop Beach.

 

Surfistas de quase toda a América Latina são esperados na costa atlântica argentina, onde serão distribuidos US$ 10 mil em prêmios.
 
Muito além das polêmicas pelo fato de não permitir a inscrição de surfistas brasileiros no circuito, a ALAS chega a seu quarto circuito mais forte do que nunca. Vinte e duas etapas estão planejadas para este ano, totalizando US$ 250 mil em prêmios.

 

O crescimento da instituição não pode ser negado, e isto acompanha e faz crescer o surfe numa região que há alguns anos atrás não tinha muito destaque. Agora, despontam surfistas como Magnum Martínez, Pedro Rangel, Javier Swayne, Luis Vindas, Gilbert Brown e Martín Passeri, etc.

 

De qualquer maneira, acho que a inclusão do Brasil seria mais do que positiva para o crescimento do surfe latino, não somente pelo fato de que os surfistas da ALAS hoje em dia tem muito o que aprender com o Brasil.

 

Também o Brasil pode evoluir muito através da ALAS, levando em conta o fato de que etapas em Iquique, Puerto Rico, El Salvador e Puerto Escondido estão planejadas para este ano. Isso, somado ao ritmo de competição constante (22 etapas), poderia formar um núcleo forte que levaria mais surfistas latinos a um nível de WCT.

 

Não podemos deixar de lado o fato de que o Brasil está em recessão no WCT. Duas razões disso podem ser o critério de julgamento exigindo manobras mais radicais e outra, que acho a mais clara e tem a ver com a anterior, é a qualidade de ondas, que tem melhorado claramente nos últimos anos de WCT. O Brasil não ganhou nenhum dos campeonatos realizados em ondas grandes e perfeitas nos últimos 10 anos.

 

Os surfistas brasileiros estão errados ao irem treinar no Havaí. Somente é necessário dar uma olhada na quantidade e qualidade de ondas que têm em nosso continente para encontrar ondas perfeitas e comparáveis às do WCT. Ondas que os mesmos gringos que estão no WCT surfam constantemente.

 

Caras como Ramón Navarro, do Chile, ficam temporadas inteiras em seu país pegando tubo atrás de tubo e ondas grandes em Iquique e Pichilemu.

Isso deu ao cara uma habilidade nas ondas gigantes. Nas duas últimas temporadas no Havaí, Ramón pegou Waimea gigante, surfou Hymalayas e Pipeline. Acho que ele foi somente três vezes para lá. Mas, quando vai, arrebenta. 

 

A realidade é que é possível que outros surfistas, brasileiros e outros sul-americanos, entrem no WCT tendo o ALAS como campo de treinamento. Sofia Mulanovich é um grande exemplo disso. Um dos fatores que acho foi determinante para que ela levasse o título antes de Tita ou Jacqueline é o talento que sempre teve para surfar ondas melhores, como os pointbreaks, ondas grandes e mais fortes que o Peru tem de sobra.

 

Ao invés de se confrontar com a vizinhança, achemos un brother de braços abertos para ir surfar num pico perfeito, e fazer América Latina unida para finalmente ganhar. E isto não somente é aplicável no surfe, mas em todos os aspectos de nosso continente. 

 

Para obter o calendario da ALAS, visite o site Alaslatintour.com/competencias/calendario.php

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.