A edição de janeiro da revista Fluir saiu do forno pegando fogo e de cara traz de presente para os leitores o exclusivo calendário Fluir 2010.
O desfecho do Circuito Mundial no Hawaii e o início da temporada de ondas grandes no Hemisfério Norte elevaram a temperatura na virada do ano.
Virando as páginas você encontrará matérias muito especiais, feitas por nossa equipe direto do epicentro do surf mundial.
Mick Fanning conquistou o bicampeonato do World Tour durante uma edição épica do Pipeline Masters, enquanto a baía de Waimea despertou para as disputas eletrizantes do Eddie Aikau.
Já na ilha de Maui, os brasileiros marcaram presença em um dia histórico em Jaws. Confira ainda entrevistas exclusivas com Fanning, Greg Long, campeão do Eddie, e Carlos “Ozzy” Costa, o policial brasileiro que vive no North Shore e fez a segurança de Adriano Mineirinho no Pipe Masters – devido a um incidente com o havaiano Dustin Barca, Mineirinho teve sua integridade física ameaçada.
A Fluir de janeiro também traz uma matéria especial sobre o que esperam algumas personalidades influentes do surf mundial dos próximos dez anos, além de uma galeria de fotos alucinante com algumas das mais incríveis imagens da temporada. Não perca, já nas bancas de todo o Brasil!
Domínio australiano Taj Burrow derrota o americano Kelly Slater para conquistar seu primeiro troféu do Billabong Pipeline Masters, última etapa do Circuito Mundial 2009, disputada no começo de dezembro no Hawaii.
Mick Fanning vence a corrida pelo topo do ranking contra Joel Parkinson, que fatura o bicampeonato na Tríplice Coroa Havaiana. O brasileiro Adriano Mineirinho chega escoltado para competir em Pipeline, perde na estreia e encerra a temporada em quinto lugar.
Digno de Hollywood Na ondulação que foi considerada a maior da década no Hawaii, as ondas chegaram aos 17 metros em Jaws, na ilha de Maui. Nosso repórter global Sylvio Mancusi encarou as bombas dentro da água e nos conta como foi este espetáculo único da natureza. Acidentes, resgates de helicóptero e ondas incríveis surfadas, direto da zona de impacto mais casca do mundo com exclusividade para você, leitor da Fluir.
No braço e na coragem Na temporada que marca o 25º aniversário do tradicional The Quiksilver in Memory of Eddie Aikau, a mítica baía de Waimea finalmente desperta com o maior swell da década nas ilhas havaianas.
Em condições épicas e faces de até 10 metros de altura em The Bay, o californiano Greg Long, 26 anos, vence a prova superando Kelly Slater na pontuação final. Primeiro brasileiro a disputar o Eddie Aikau, Carlos Burle termina na 16ª colocação entre os 28 surfistas convidados.
2010 / 2020 – Dez anos em perspectiva A primeira década do milênio chega ao fim em um momento de constantes mudanças no cenário do surf mundial. Novos designs de pranchas surgem e quebram paradigmas. Tecnologias e materiais de diferentes áreas são incorporados ao universo do surf. Cada metro quadrado (e líquido) do planeta está ao alcance de um clique no Google Earth.
Ondas novas são descobertas e outras, antes consideradas impossíveis de serem surfadas, estão na rota oficial dos big riders. Países sem tradição no esporte começam a produzir bons surfistas e novos talentos despontam cada vez mais jovens. As competições experimentam novos formatos a cada temporada, com premiações mais altas.
Ao mesmo tempo, o surf é um esporte que se diferencia dos demais por sua essência única, que na opinião principalmente dos surfistas mais antigos precisa ser resgatada antes que seja ignorada pelas novas gerações.
Com a velocidade dos acontecimentos, o que podemos esperar para os próximos dez anos? Saiba o que pensam algumas figuras influentes do esporte sobre este futuro não tão distante.
O especialista Quem imagina que para surfar ondas grandes na remada basta ter coragem, disposição e cair na água com uma boa gunzeira está redondamente enganado. Que o diga o californiano Greg Long.
Novo campeão do Quiksilver in Memory of Eddie Aikau, um dos eventos de maior prestígio no big surf desde a sua criação, há 25 anos, este simpático local de San Clemente, 26 anos, comprovou ano passado que o adjetivo de “o melhor surfista jovem de ondas grandes do mundo” não lhe foi dado à toa.
Prova disso é que Long surfou Waimea pela primeira vez apenas alguns dias antes de vencer o campeonato, disputado em condições épicas e faces de 10 metros, superando nomes como Kelly Slater, Bruce Irons, Shane Dorian, Sunny Garcia, Mark Healey, Ross Clarke-Jones, Peter Mel, os irmãos Brian e Rusty Keaulana, entre muitos outros com vasta experiência em The Bay.
A conquista não foi sorte de principiante, e sim fruto de muito trabalho e dedicação. Greg Long passou a semana anterior ao Eddie estudando meticulosamente o line-up, esquadrinhando pontos de referência na praia para se posicionar melhor e analisando cuidadosamente os mestres em Waimea Bay.
E aplicou toda sua experiência surfando ondas como Todos os Santos, no México, Cortes Bank e Mavericks, na Califórnia, e Dungeons, na África do Sul, onde passa cerca de quatro meses por ano treinando com o parceiro e local Grant “Twiggy” Baker.
No total, são oito meses por ano fora de casa, treinando e caçando os maiores swells para estar sempre no lugar certo na hora certa. Tanto empenho e comprometimento com o esporte lhe renderam convites e vitórias nos três principais eventos de ondas grandes na remada do mundo, em Mavericks, Dungeons e Waimea.
Filho de um salva-vidas, Long cresceu na praia e seu ingresso no universo dos watermens foi natural. Atualmente, ele é o maior vencedor do Billabong XXL Global Big Wave Awards, com oito indicações e quatro prêmios conquistados (performance do ano em 2005 e 2008; maior onda na remada em 2008; e maior onda do ano em 2007).
Em 2003, com apenas 19 anos, venceu o Red Bull Big Wave Africa em Dungeons, que lhe rendeu o convite para disputar o Mavericks Surf Contest no ano seguinte, onde ficou em segundo lugar em 2005 e venceu em 2008. No Hawaii, ainda atordoado com a vitória no Eddie Aikau, Greg Long falou com exclusividade à revista Fluir.
Raio fulminante Apelidado nos bastidores do Circuito Mundial de “Raio Branco” (em inglês, White Lightning), o australiano Mick Fanning, 28, pulverizou as esperanças do amigo de infância Joel Parkinson, 28, duas vezes vice (2002 e 2004), de conquistar seu primeiro título mundial no ASP World Tour este ano.
Em vez disso, Fanning comeu pelas beiradas e, de repente, rápido e mortífero como um raio, venceu três das últimas cinco etapas do Tour. Ultrapassou Parko no ranking e tornou-se bicampeão mundial (2007 e 2009) em um dia de ondas perfeitas em Pipeline, depois da derrota de Joel para o convidado havaiano Gavin Gillette no terceiro round. Mick, Joel e Dean Morrison estavam juntos no outside em um momento mágico (e trágico ao mesmo tempo) para os três “Coolie Kids” do Tour.
Exibindo maturidade e espírito esportivo, Joel abraçou Mick na água e depois da derrota dele para Morrison, ajudou a carregar nos ombros o amigo recém-coroado campeão. Em seu blog, Parko escreveu: “Bom trabalho, amigo. Quando crianças, quem imaginaria que estaríamos fazendo isso! Sempre quisemos disputar o World Tour e agora estamos brigando pelo título máximo do esporte. Foi um ano incrível e sua persistência foi recompensada. Agradeço a todos pelo suporte. Isso não é o fim, apenas o começo”.
Depois de duas festas de comemoração do bicampeonato mundial no North Shore, e praticamente sem voz, Mick Fanning concedeu entrevista à Fluir.
Oficial da paz O paulista Carlos Costa, 41 anos, é o primeiro e único brasileiro a exercer a profissão de policial no Hawaii. Pai de Maile, 14, e Kiron, 12, “Ozzy”, como Costa é mais conhecido, foi o anjo da guarda do Top Adriano Mineirinho na última temporada havaiana – por conta de uma confusão envolvendo o brasileiro com o surfista havaiano Dustin Barca.
“Hoje, graças a Deus, estou realizando meus sonhos: ser policial, defender a paz e a justiça e morar nesse paraíso que é o Hawaii”, fala Ozzy, surfista e morador do North Shore há mais de dez anos. Na entrevista à Fluir, ele fala sobre o episódio com Mineirinho e conta como é a vida de um policial brasileiro no Hawaii.
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