Hawaii sob olhar feminino

A paranaense Carol Oliva, 25 anos, vive um sonho.

 

Mora no North Shore de Oahu e vivencia os momentos mais bacanas que rolam por lá e também em Maui, onde fotografou de dentro d’água o big swell do último dia 15 de dezembro em Jaws.

 

Suas fotos com certeza transmitem o amor com que ela congela os momentos.

 

“Hoje eu estou feliz da vida por fazer o que eu mais amo, que é tirar fotos no lugar dos meus sonhos”.

 

Atualmente ela colabora com algumas das

principais revistas do mundo como Water, Free Surf, Hardcore e Fluir.

Como você começou a tirar fotos?

 

No Brasil em Curitiba. Na verdade as fotos começaram junto com o surf, na Ilha do Mel. Eu adorava surfar e depois tirar fotos.Uma ótima combinação. Na seqüência eu comecei a estudar fotografia e correr atrás do meu sonho, que era tirar fotos de dentro d’água. Na realidade quando você surfa, não quer sair da água, então a combinação perfeita para mim hoje em dia é estar dentro d’água fotografando. Eu só consegui realizar esse sonho aqui no Hawaii, quando eu comprei uma caixa estanque para minha câmera.

 

Quem foram seus primeiros alvos na Ilha do Mel?

 

Na verdade eu cobria todos os campeonatos paranaenses, mas o que eu curtia mesmo era fotografar a galera na Ilha do Mel. Sinuê, o Grillo da Cruel. Eu sempre gostei de fotografar gente que gostava de surfar por prazer e que não tinha patrocinadores. Adorava fotografar os locais da área, eu acho que era um surf mais arte, “for real”. Mas, por outro lado, eu não estava realizando o sonho de poder viver do que gosto, então comecei a ficar um pouco mais profissional e me ligar em quem tinha que fotografar para fazer uma grana também.

 

E a idéia de ir para o Hawaii?

 

Eu vi todas as amigas mais próximas indo para o Hawaii e eu ficando, até a mãe de uma dessas amigas, a Priscila, chegar para mim e dar aquele empurrão psicológico. “Pôxa Carol, você gosta tanto de fotografar, vai realizar seu sonho no Hawaii”. E aí eu cheguei em casa e falei para a minha mãe que estava decidida a ir ao Hawaii. Ela deu a maior força, até usei a passagem de 25 anos de casados dos meus pais.

 

Que ano foi isso?

 

Em 2001.

 

Então você já está na quinta temporada?

 

Graças a Deus.

 

Quais foram seus primeiros contatos nas ilhas?

 

Eu vim com a Patrícia Cabrini, que era a campeã catarinense na época e viemos juntas no mesmo vôo.

 

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Qual era sua meta?

 

Eu queria ficar uns seis meses, mas cheguei e me apaixonei. Morava em Curitiba, longe da praia, e morar aqui do lado das ondas de Pipeline foi muito para minha cabeça, eu não queria voltar para Curitiba de jeito nenhum. Eu a Patrícia seguramos a onda uma da outra e nos apoiamos muito. O sonho dela era de aprimorar o surf e o meu a fotografia. Acho que conseguimos. Hoje ela vai toda temporada para a Indonésia também e está surfando muito.

 

Para quais revistas você trabalha?

 

A Free Surf aqui do Hawaii tem publicado altas fotos minhas nas últimas edições, a Hardcore acabou de publicar um material de Jaws, a Fluir, e estou em negociação com a Water, muito bacana. É meu sonho trabalhar com a Water, pois é a publicação que tem mais a minha cara, com fotos mais artísticas.

 

Você acha que pegar onda influencia no “feeling” dos fotógrafos?

 

Com certeza. Eu acho que todo fotógrafo tem que surfar. Dessa maneira você entende muito mais o que esta passando dentro d’água. Você pode tirar 300 fotos, mas se não achar o momento em que ela represente algo, não adianta nada. Muita gente que não pega onda olha certas fotos e acha demais, mas na realidade elas não significam nada. O surf influencia muito meu “tato” e me dá um olhar diferente da ação. O amor que você tem pegando onda acaba te influenciando nas fotos, é isso.

 

E seus picos prediletos para fotografar?

 

O North Shore de Oahu e Jaws.

 

O que você achou de congelar os momentos de dentro d’água em Jaws?

 

Aquela imensidão de água me chocou. Foi o auge da adrenalina para mim, mesmo estando no jet-ski. Ver seus amigos descendo aquelas morras é adrenalizante.

 

Quais foram as melhores fotos ou momentos que você presenciou com suas lentes?

 

Em Pipeline o Tamayo Perry pegou um tubão lindo na minha frente e foi uma das primeiras quedas lá. Uma que eu não consegui tirar foi do Kelly Slater. Foi um momento mágico, mas minha caixa estanque não funcionou. E Jaws agora foi show também, todos os momentos. Eu amo toda foto que eu tiro, afinal aquele momento não volta mais, mas está congelado para sempre.

 

Que lentes você usa?

 

Uma 500m para longe e uma 135mm dentro d’água.

 

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As pessoas esquecem de correr atrás de seus sonhos. Elas não tentam viver do que elas mais amam. Hoje eu estou feliz da vida por fazer o que eu mais amo, que é tirar fotos. As pessoas têm medo de sonhar e tentar. Nós vivemos uma só vez, e nessa carona da vida temos que tentar viver ela intensamente, todos os segundos.

 

Confira galeria de fotos da fotógrafa Carol Oliva no Hawaii.

 

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