Gabriel Adisaka

Hawaii inesquecível

É uma madrugada quente em Ubatuba. Faço as malas para daqui a pouco embarcar para minha primeira temporada havaiana.

 

A ansiedade é tanta que não consigo dormir. 

 

Roupas, remédios, adesivos, parafina, pranchas, passaporte, visto, etc… 

 

Foram tantos detalhes e dificuldades. Mas, finalmente está tudo pronto e chegou o grande dia. 

 

Não acredito no que está acontecendo. Cheguei ao aeroporto de Guarulhos e começaram as despedidas. Embarco.

 

A viagem demorada, com várias escalas, não diminuía minha alegria. 

 

O pensamento era único: “estou indo para Hawaii”. 

 

Ao desembarcar na Meca do surf, nosso amigo Abud me levou com meu amigo Yage Araujo ao famoso North Shore. 

 

A primeira queda em ondas havaianas foi em V-land. Surfamos bem, ficamos amarradões e fomos pra casa. 

 

O Hawaii é o seguinte: surf, surf e mais surf. 

 

Depois das 8 horas da noite não tem ninguém na rua. Todo mundo quebrado das bombas e dormindo para pegar as ondas no dia seguinte. 

 

V-land, Backyards, Sunset, Rocky Point, Gas Chambers, Ehukai Beach Park, Pipeline, Backdoor, Off-The-Wall, Rock Piles, Waimea, entre outras tantas ondas.

 

Surfei todos os tipos e tamanhos de ondas. E sim, são pesadas! 

 

Às vezes, remamos pela vida. Em alguns momentos a adrenalina é intensa. O coração vai a mil ao ver de perto aquela massa de água entrando na bancada. 

 

Um erro pode ser fatal, muita água na cabeça, meu amigo!

 

Tomei algumas vacas, mas me saí bem. Experiência boa. 

 

O pico que mais gostei foi Off-The-Wall. Uma direita alucinante, tubular e oca. Muitos fotógrafos e não tem canal. 

 

Conheci Waikiki. Fui a muitos lugares e me apaixonei por lá. E quem é que não se apaixona?

 

Aprendi muito sobre as ondas tubulares e grandes. 

 

Fiquei feliz com meu desempenho nesta primeira temporada.  

 

Agora, uma dica para quem for pela primeira vez: não se sinta à vontade no mar porque lá não se brinca. 

 

Achei que estava tudo na boa até meter a testa no fundo do Backdoor. 

 

Mar pequeno, daqueles que você acha tranquilo, pode ser raso demais. 

 

Quero agradecer a toda a galera que me deu uma super força no Hawaii, a família Sérgio e Carly Lima e Erika Paz. Meus patrocinadores, South to South, lojas Action Now, restaurante Sabor do Mar, pranchas Ricardo Martins e Super Kort.

 

Muito obrigado!!!

 

Cuidado e boas ondas, 

 

Aloha!

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)