Bernardo Lopes adquiriu bastante experiência na segunda temporada havaiana. Foto: Anselmo Venansi.

Ir ao Hawaii é sempre fundamental ao atleta que pretende evoluir em ondas mais pesadas.

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E é com esse pensamento que o baiano Bernardo Lopes vem apostando na meca do surf mundial.

 

Aos 19 anos, “Bino” curtiu sua segunda temporada consecutiva no North Shore de Oahu.
O baiano ficou hospedado em Velzyland, na casa do experiente carioca Cesinha, que reside no Hawaii há vários anos. 

Bino espera a cortina cair em Pipeline. Foto: Anselmo Venansi.

“Peguei altas ondas em todos os picos e tive a oportunidade de surfar com alguns dos melhores do mundo, o que me dá muita experiência e visão do que realmente é o surf”, comenta o atleta. 

 

A companhia dos amigos Danilo Couto e Cesinha nas sessões de surf foi muito importante para Bernardo.

“Eles sempre me davam altos toques de como se comportar dentro d’água diante de alguma situação. Apresentaram vários locais casca-grossa e isso me deixou mais à vontade”, revela.

 

Cesinha, Danilo e Rodrigo Coxa levaram o baiano para fazer tow-in em um dia de ondas grandes em Devil’s Rock, pico próximo a Haleiwa. “Foi alucinante, nunca tinha feito aquilo e fiquei amarradão. A velocidade que atingia na onda era impressionante”, diz o atleta, que viajou munido com sete pranchas de 6 a 8 pés shapeadas por Ângelo Passos.

 

Outro momento inesquecível para Bernardo foi a estréia em Waimea. O baiano já havia surfado em Pipe e Sunset, mas faltava a queda nas famosas ondas da Baía. “O dia estava chuvoso e o mar bem nervoso! Não foi um dos maiores dias, mas a série estava assustadora, principalmente para quem estava estreando e tinha uma prancha 8 pés, considerada pequena. Peguei três ondas e saí do mar muito feliz por ter surfado lá”, relembra.

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Bernardo manobra forte em Rocky Point. Foto: Arquivo pessoal Bernardo Lopes.

Em Pipe, o baiano passou por um momento complicado. “Errei um tubo e bati com o queixo nos corais. Sofri alguns cortes no queixo e na mão; ainda bem que não passou disso, pois poderia ter me dado mal”, diz Bernardo.

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Além da estréia em Waimea e do perrengue em Pipe, outro momento marcante para Bernardo foi uma session em Off The Wall.

“Estava lindo e sem crowd. Só havia eu, Felipe “Gordo” Cesarano, Danilo Couto e um bodyboard carioca no line-up. Em seguida chegou o Marco Giorgi, que também pegou altas”, comenta.

O baiano entocado no Backdoor. Foto: Anselmo Venansi.

 

Ao falar sobre o crowd, Bino acredita que se o surfista tiver uma atitude positiva, não for fominha e tiver disposição, dá pra pegar altas ondas.

“Mas, se der mole, nego não considera e manda vazar. Acho que é assim em qualquer lugar do mundo”, crê o baiano.

 

Entre os brazucas que botaram pra baixo na temporada, Bino destaca Danilo Couto, Rodrigo Resende, Felipe Cesarano, Jerônimo Vargas, Rodrigo Coxa, Ricardo Azevedo, Stephan Figueiredo e Ricardo Santos, entre outros.

 

O uruguaio Marco Giorgi, que reside no Brasil há vários anos, também fez bonito no North Shore de Oahu.

 

A Austrália deve ser o próximo destino de Bernardo. “Vou aprender inglês e me profissionalizar. Quero entrar em um centro de treinamento intensivo e, no fim do ano, volto ao Hawaii para treinar duro e ficar pronto para entrar de cabeça no WQS”, finaliza o atleta.

 

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