Haroldo Ambrósio levanta stand up

O big rider Haroldo Ambrósio tem chamado a atenção no line up do litoral paulista a bordo de uma prancha de stand up – moda entre os surfistas de ondas grandes havaianos.

 

Ela mede em média 4 metros (12 pés) e o surfista se mantêm em pé durante todo o tempo, movendo-se apenas com a força de um remo.

 

”A força nas pernas, abdômen e equilíbrio são os benefícios que a prancha proporciona ao surfista. É difícil, porém muito divertido” comenta Ambrósio.

 

Na entrevista abaixo ele conta mais detalhes sobre o stand up. 

Como e quando você começou a praticar stand up?

 

No inverno de 2003 no Hawaii. O Vitor Marçal emprestou a prancha e o remo e foi paixão à primeira vista.

 

Na primeira vez já fiquei de pé e ele não acreditou. Não é fácil ficar de pé na primeira tentativa.

 

Agora você está viciado?

 

Com certeza. A segunda vez que fiz foi em Sunset pequeno e não parei mais.

 

Como arrumou essa prancha no Brasil?

Foi complicado porque queria uma igual as do Hawaii, com 12 pés de comprimento. Aqui não temos o bloco para isso. O Pipo, da Gzero, me deu uma 11 pés e eu pratico com ela mesmo.

 

Ninguém fabrica essa prancha no Brasil? O Eraldo, Rico de Souza e Pacelli trouxeram as deles do Hawaii?

 

O Eraldo e o Rico trouxeram os blocos e acabaram aqui. O Jorge trouxe a prancha toda. O Shaper Neco Carbone quer começar a fabricação dessas pranchas com um bloco de isopor. Pode dar certo.

 

E o tamanho do remo?

 

É 6,6.

 

Mas ele varia de acordo com a altura do atleta? Onde são feitos?

 

Sim. Os melhores são fabricados no Tahiti. Eles usam muito para as canoas e também para o stand up. O Vetea David pega até Teahupoo com a prancha de stand up dele.

 

##

 

Você surfa em todos os mares? Sente algum benefício em seu desempenho no surf tradicional? Quais são as maiores dificuldades para praticar?

 

Tem sido fundamental praticar o stand up para mim, pois fortalece muito as pernas. A galera toda de Maui, como Laird, Dave Kalama, entre outros, praticam porque sabe o quanto fortalece as pernas – muito exigidas no big surf. O equilíbrio também força bastante, afinal ficar horas em pé se equilibrando não é fácil.

 

E o crowd. Você entra bem antes que a galera nas ondas e ainda tem um remo na mão?

 

A galera fica até meio impressionada com a facilidade com que entro nas ondas. O remo também assusta (risos).

 

Como faz para atravessar a arrebentação em pé quando entra uma série grande?

 

Até meio metro dá para passar em pé mesmo. Mas, frequentemente coloco o remo entre eu e a prancha como um sanduíche e viro de cabeça para baixo, como quando está aprendendo a surfar.

 

Quando a coisa fica preta mesmo, abandono tudo e saio nadando. Fico com apenas o remo e a bóia. Aí, dou uma nadada que não faz mal a ninguém.

 

Rola uma dor nas costas?

 

Não. Fortalece os abdomen, pernas e braços. É um exercício amplo. Quando vou surfar normalmente sinto minha perna mais forte e um equilíbrio apurado. Eu gostaria de ver mais pessoas usando o stand up. É irado e eu não me sentiria mais um ET. Seria muito bom alguém começar a fabricar essa prancha.

 

Muitas pessoas vem me perguntar onde podem comprar e tal, mas por enquanto é limitado. Quando você pega a primeira onda nunca mais esquece. É viciante!

 

Outro dia sai remando da praia das Pitangueiras até o Tombo com meu frescobol nas costas. Fiquei me divertindo com meus amigos na praia e voltei à tarde. A prancha também é um meio de locomoção (risos).

 

Clique aqui e confira a galeria de fotos de Haroldo Ambrósio

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.