Guga Fernandes motivado

O carioca Gustavo Fernandes fez uma excelente campanha no Costão Pro – Floripa 2006, etapa de nível 6 estrelas do WQS realizada entre os últimos dias 13 e 19 de fevereiro na praia do Santinho, litoral norte de Florianópolis (SC).

 

Com manobras potentes nas pequenas valinhas de até meio metro, Guga atropelou diversos adversários e só parou nas quartas-de-final, caindo diante do franco-brasileiro Patrick Beven, que acabou vencendo a prova.

 

“Procurei não me preocupar com o mar pequeno, pensava somente que era um seis estrelas e estou sem patrocínio. A tática foi sair pegando ondas, pois não tinha muito que escolher. Se a onda armasse, era a hora de aproveitá-la”, conta Guga, como é conhecido entre os amigos.

A tática só foi por água abaixo no confronto contra Patrick Beven. “Naquela bateria o mar deu uma parada, e as ondas que escolhi não armaram na vala. Já o Patrick estava mesmo em seu dia, achou boas ondas e venceu”, diz Gustavo Fernandes, que completa 23 anos no próximo dia 28 de março.

O excelente resultado motiva o local da praia do Recreio, Rio de Janeiro. Em 2005, Guga não colecionou bons resultados, com exceção da terceira posição obtida na praia de Itamambuca, Ubatuba (SP), palco da última etapa do SuperSurf.

 

O atleta foi até a semifinal e perdeu para o cearense Pablo Paulino, dividindo a terceira posição com o catarinense Raphael Becker.

 

“Foi um ano em que eu esperava um pouco mais, mas as coisas não aconteciam tão fácil para mim nas baterias. No SuperSurf, cheguei a perder uma bateria em que o Tadeu Pereira precisava de uma nota 9 e pouco. No último minuto ele pegou um tubo e tirou 10. Acho que faltou um pouco de sorte, mas no surf as coisas são imprevisíveis, é assim mesmo”, lamenta Guga.

 

Em Fernando de Noronha, o carioca passou pela primeira rodada e foi superado pelo norte-americano Justin McBride, autor de notas 9.87 e 8.17, e o sul-africano Warwick Wright, campeão do Hang Loose Pro Contest em 2004.

 

Guga perdeu precisando de 6.84 para barrar Wright. “Por muito pouco não saí de um tubo que poderia ter me dado um high-score. Noronha é assim, você depende de um pouco de sorte”, conclui o atleta.

 

Em 2006, seus principais objetivos são ficar entre os top-15 do WQS, brigar pelo título no SuperSurf e conseguir um patrocínio. O atleta surfa com as pranchas de Joca Secco, da Wetworks.  

 

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