Guerra dos canudos em La Jolla

Depois de três dias de ondas clássicas, a sexta-feira amanheceu novamente com excelentes ondas de até 1,5 metros em La Jolla e a organização decidiu dar início à quarta rodada do Rip Curl Pro Search.

 

Válida como quinta etapa do WCT 2006, a prova distribui US$ 260 mil em prêmios e tem prazo até 1 de julho para ser concluída no México, com apenas mais um dia inteiro de disputas necessário para o encerramento.

 

O Brasil está fora da briga. Os últimos três representantes brazucas, Peterson Rosa, Johad Khodr e Adriano de Souza, foram eliminados na terceira fase na 17ª colocação, com 410 pontos e US$ 4,5 mil em prêmios.

 

Mas as oitavas-de-final prometem duelos de alto nível entre os top 45 na onda que está sendo considerada a melhor do circuito este ano.

 

Alguns atletas, como Joel Parkinson e Bruce Irons, que se enfrentam na sexta bateria, afirmam ser uma das melhores ondas já surfadas por eles.

 

“É uma onda muito power, é melhor do que Snapper jamais pode ficar. Esta é definitivamente a melhor onda que temos no tour este ano. Espero que a Rip Curl pare de procurar e faça a etapa sempre aqui. Para mim é a melhor onda do mundo”, afirma Parkinson.

 

O havaiano Bruce Irons, nascido e criado em meio a ondas perfeitas e pesadas, concorda com Parko. “É uma onda incrível, uma das melhores que já surfei. É parecida com Snapper, mas desculpe, é muito melhor. Não tem crowd, quebra maior e tem mais parede. Depois que dropa você entuba até não poder mais”, enfatiza o caçula dos Irons. 

 

Na abertura da rodada o aussie Taj Burrow enfrenta o norte-americano Cory Lopez. Na seqüência o descendente de mexicanos Bobby Martinez pega o australiano Bede Durbidge.

 

Kelly Slater encara o peso pesado Phil MacDonald na quarta disputa, enquanto Andy Irons mede forças com Tom Whitaker na bateria seguinte.

 

A transmissão ao vivo tem início às 8 horas no México (10 horas no horário de Brasília).

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.